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Blog de mlopomo
 


                                                                           Ipojucan Lins de Araujo.



Nasceu em Maceió, a 3 de junho de 1926, faleceu em São Paulo 19 de junho 1978.
Foi no bairro da Piedade que ele chamou a atenção de um dirigente do Ríver, que o convidou para jogar por lá. Logo se transferiu para o Canto do Rio, e com 11 anos de idade foi treinar no Vasco da Gama, e La ficou até 1954, onde marcou 225 gols em 413 partidas e foi campeão carioca nos anos de 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952. Foi também Campeão Sul Americano de Campeões em 1948 pelo Vasco da Gama, onde ficou até 1954, quando veio para a Portuguesa de Desportos, onde marco época como meia direita. Apesar de ter 1,90 de altura era um jogador habilidoso e criativo com a bola nos pés. Era também um jogador habilidoso. Alto, esguio e magro e um craque acima da média era arredio, detestava treinar e era psicologicamente frágil. Era um jogador correto disciplinado e de boa educação. Não se tem noticia de ter sido expulso de campo.
Foi convocado para jogar pela Seleção Brasileira por 8 vezes. Assim era Ipojucan Lins Araújo, um verdadeiro conhecedor dos meandros de uma bola. Seus malabarismos com a canhota encantavam os admiradores do futebol bem jogado, intuído, cheio de improvisos e toques de genialidade.
Num jogo pela seleção brasileira contra o Uruguai na casa do adversario, onde houve uma briga entre varios jogadores ele foi se sentar proximo ao gol, e ficou apenas olhando o que acontecia em termos de violencia. Perguntado porque não entrou na briga ele disse: - Quando a gente esta na casa de quem nos para uma festa, tem que mostrar o minimo de educação.
Muitos diziam que ele sumia durante alguns jogos. Na final do campeonato estadual de 1950, isso literalmente aconteceu e ele levou uma dura do treinador vascaíno, o falecido Flávio Costa. Em uma entrevista à Folha de São Paulo em 1995, o ex-treinador, então com 88 anos, lembrou-se com detalhes daquele episódio que marcou a carreira do jogador. "O Ipojucan, do nosso time, era um artista com a bola. Driblou a defesa toda do América e apenas levantou a bola para a mão do goleiro. Quis colocar e pegou mal. O Ipojucan colocou a mão na cabeça, atordoado.


Estava 1 a 1 e no intervalo saí gritando, incentivando a volta ao campo. Em meu vestiário nunca rezei Pai nosso", contou. Em seguida, o treinador comentou sobre a indisposição de Ipojucan. "Nunca fiz promessa. Os jogadores, então, voltaram ao campo. Eu fiquei para tomar um cafezinho. Na boca do túnel do Maracanã, vi que o Ipojucan não queria voltar". Experiente, Costa soube o que fazer. Mandei o Augusto, capitão do time, avisar o juiz que o Ipojucan voltaria depois. Naquele tempo se proibia substituição. Pensei que o Ipojucan quisesse vomitar, coisa assim. Mas vi que ele estava deitado no chão do vestiário. E eu, disputando o campeonato. O que o técnico poderia fazer? Dei duas bolachas nele. "O seu filho de uma p...", contou. E Ipojucan voltou na marra. "Saí atrás e ele correu pelo corredor. O corredor vai dar no campo. O Ipojucan entrou no campo. Depois, por todo o segundo tempo, ele ficou me olhando. Ipojucan deu o passe para o Ademir fazer o gol e ganhamos o campeonato", concluiu.
Vavá, “peito de aço” da seleção brasileira das copas do mundo de 1958 e 1962, era juvenil quando estava no Vasco e nunca se esqueceu de que foi Ipojucan quem o ajudou a se firmar no time em 1953, quando vinha das categorias de base. Na ocasião, o Vasco venceu o Bangu por 4 a 1, com um dos gols de Vavá. "Eu era juvenil, fã daqueles jogadores. Jogar com eles foi muito importante na minha vida, para minha carreira. No gol da vitória, Ipojucan deu um passe daqueles que só ele sabia dar e me deixou na cara do gol. Mal chegou ao pé dele, a bola já estava à minha frente. Chutei no embalo e marquei. Foi um jogo duro, o Bangu tinha um bom time e valorizou ainda mais nossa vitória", recordou-se Vavá
Ipojucam morava na Rua Caiowas, Perdizes, era um jogador que gostava da noite, e isso ajudou a encurtar sua carreira de puro talento. Ipojucan morreu em São Paulo, tuberculoso, em 19 de junho de 1978. O Brasil disputava a Copa do Mundo da Argentina e
sua morte passou despercebida.
Contra o Penarol do Uruguai, (foto) Ipojucan está marcando um gol. Maneca n.º 10 estva comemorando.


Escrito por mlopomo às 20h41
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 Valdemar Carabina. *28 / 01 / 1932  +22 / 08 / 2010

Faleceu neste domingo 22 de Agosto o ex. craque do Palmeiras, Valdemar do Santos Figueira , o Carabina. Iniciou sua carreira no C A Ypiranga, e em 1954 veio para o Palmeiras onde jogou até a metade dos anos 1960.

Valdemar não era muito técnico, mas era um zagueiro ou centro médio dos mais seguros, não se constrangia em dar um chutão para fora em caso de necessidade.

Formou no time super campeão de 1959, e na primeira e verdadeira academia do futebol, treinada pó Ernesto Filpo Nunes, que representou a seleção brasileira na inauguração do Estádio Magalhães Pinto (mineirão).  Durante o período de 1965 em que o Palmeiras foi campeão do Rio São Paulo quase invicto, o Palmeiras foi ao Rio e goleou o Vasco e Flamengo por 4 x 1 e o Botafogo por 5 x 3. Os cariocas diziam que ele destoava dos demais o chamando de grosso. Mas, ele mesmo um defensor serio, e sempre jogou duro sem ser desleal.

Em 1959 estive com ele no alambrado do velho Parque Antártica no assistindo uma preliminar de um jogo do Palmeiras e ele lamentava ainda em 1959 não ter a camisa do Ypiranga como lembrança.

Valdemar carabina morava no bairro de Pinheiros e sempre era chamado para jogar em algum clube da várzea local. Nesses jogos era sempre instigado ou xingado por torcedores de outros times e ele que era esquentado ia para as vias de fato.

Como jogador do Palmeiras, Valdemar Carabina, disputou 584 jogos, com 333 vitórias, 116 empates e 135 derrotas. Ele marcou apenas 09 gols com a camisa do verdão, mas um deles, considerado um dos mais belos gols marcados no Pacaembú, deu origem ao apelido "Carabina". O apelido foi entoado a primeira vez pelo lendário comentarista Mário Moraes que narrou na rádio Panamericana o gol como um tiro mais forte do que o tiro de uma carabina.

Valdemar jogou pelo Ypiranga, em 1952 e 1953- pelo palmeiras de 1954 a 1966. Pelo palmeiras conquistou cinco titulos – Campeão paulista de 1959 – 1963 – 1966 – A taça Brasil de 1960 – e o torneio Rio São paulo de 1965. Se vivo fosse,  Fiori Giglioti, estaria fazendo o aquele seu programa, dizendo: - Valdemar Carabina ficará por todo o sempre incrustado na ternura e na sinceridade  do nosso cantinho de saudade.

                                                  Palmeiras de 1958

 Time do Palmeiras que tem junto aos atacantes, Rose Rondelli, miss campeonato.
Em pé: Flávio. Ivan. Valdir. Edson. Valdemar Carabina e Geraldo Scotto.
Agachados: Julinho. Romeiro. Rose Rondelli. Parada. Enio Andrade e Géo.

Mário Lopomo



Escrito por mlopomo às 12h06
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Gilmar dos Santos Neves


Gilmar do Santos Neves nasceu em Santos em Julho de 1930.
Com 15 anos de idade foi jogar bola no C A Jabaquara o “Leão do macuco”. Sei lá por que, mas a verdade é que ele foi jogar no gol e no campeonato paulista de 1950, Gilmar sofreu 53 gols no correr daquele campeonato e não era de interesse do Jabaquara, e quando o Corinthians em 1951 foi comprar a grande revelação do campeonato Ciciá médio volante do Jabuca, e ao ser sacramentado o negocio os dirigentes do Corinthians com surpresa ouviram: - Olha levem esse nosso goleirinho.
E Gilmar veio de graça para o Corinthians e a imprensa escreveu que ele veio de contra peso da contratação do Ciciá.
Já em 1951, ele foi guindado a titular no lugar de Luiz Moraes (Cabeção) também da mesma idade e nascido no mesmo mês Julho. Quando chegou o mês de Novembro de 1951, veio o jogo contra a Portuguesa de Desportos a grande Aza Negra dos grandes do futebol e armazém de pancadas dos pequenos.

Naquele dia Gilmar teve o azar de ver pela frente Julio Botelho (Julinho) com o diabo no corpo, marcando 4 gols na sempre lembrada goleada de 7 x 3.
Como sempre os dirigentes colocam a culpa em algum jogador. E essa culpa caiu em cima do goleiro que já era apelidado de Girafa. Chovia a “cântaros” naquele domingo e os diretores da Portuguesa queriam adiar o jogo, já que Julinho não estava nas melhores condições físicas. Os dirigentes do Corinthians “expertos” rejeitaram a idéia, e deu no que deu, justamente quem parecia não estar bem acabou com o jogo, e quem levou a culpa foi o goleiro Gilmar que foi afastado e ficou praticamente um ano na reserva.

O pior de tudo é que chegaram a pensar que ele estava na gaveta (receber dinheiro para amolecer jogo) Foi isso o que mais magoou Gilmar.
Ele voltou a ser titular e deu a volta por cima, sendo inclusive o responsável pelo titulo do IV Centenário de 1954. Implicância no Corinthians contra ele sempre teve no parque São Jorge a tal ponto que em 1961, ele teve que sair e foi justamente para um clube da cidade onde nasceu. Santos.



Escrito por mlopomo às 12h42
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Arthur Friendereich
O primeiro grande craque do futebol brasileiro


* Meu pai viu Friendereich jogar muitos anos, dizia ele que Fried era mulherengo e pouco ligava para o dinheiro. Ganhava muito dinheiro por parte de torcedores endinheirados. Eles iam até o vestiario e diziam:
- Fried se você marcar dois gols te dou tanto. A quantia não era pouca.
O Clube Atlético Paulistano era um clube da nata da sociedade abastada, e dinheiro para aquela gente não fazia falta. Após a partida em que geralmente ele marcava gols o dinheiro entrava em seu bolso no próprio vestiário e dali. Ia ele e os demais iam para a farra. No dia seguinte dinheiro já não havia mais.
Disse meu pai ainda, que certa vez um "Janota" lhe ofereceu um carro esporte se ele marcasse dois gols, ele marcou e saiu do campo montado no carro. Foi para a noitada, junto com os amigos, e no dia seguinte voltou para casa a pé.
Depois que deixou o futebol trabalhou por muitos anos na Cervejaria Antártica Paulista.
Não morreu na Rua porque o São Paulo FC sucessor do paulistano alugou uma casa para ele morar.
* Texto de Mário Lopomo


** Arthur Friedenreich (1892-1969), filho do comerciante alemão Oscar e da lavadeira brasileira Matilde, nasceu mulato de olhos azuis, no bairro da Luz, em São Paulo.
Foi um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e, segundo o Guinness Book (o Livro dos Recordes), o maior artilheiro de toda a história do futebol, com 1.329 gols marcados ao longo de 26 anos de carreira.

Na realidade, Fried marcou apenas 1.239 (nesse caso, é superado por Pelé, com comprovados 1.282). O livro "Gigantes do Futebol Brasileiro" inverteu os algarismos em sua primeira edição e foi o responsável pela confusão. Neste ano (1962), Mário de Andrada disse ao jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva, que tinha todas as fichas de todos os jogos de Fried, podendo provar que o craque tinha jogado 1.329 partidas, marcando nada mais nada menos que 1.239 gols. Andrada, porém, morreu antes de mostrar as fichas a Adriano.
Mas, se em número de gols o Tigre ou Fried (apelidos pelo qual era conhecido) não foi superior a Pelé, na média ele conseguiu tal façanha. Nas 561 partidas catalogadas pelo historiador Alexandre Costa, tendo como referência pelo menos dois jornais, Correio Paulistano e O Estado de São Paulo, o atacante marcou 554 gols. Uma média de 0,99 gols por partida, contra 0,93 de Pelé.

Até hoje historiadores tentam, em vão, descobrir quantos gols fez "Fried" em sua carreira. Sabe-se apenas que o pai, Sr. Oscar, chegou a anotar em um caderno os primeiros gols do filho.
Em 1918, o atacante confiou a tarefa ao colega do time CA Paulistano, Mário de Andrada, que seguiu a trajetória do craque até a última partida de sua carreira, em 21 de julho de 1935, no jogo Flamengo 2 a 2 Fluminense (não marcou gols).

Iniciou sua carreira no futebol ainda adolescente na cidade de São Paulo, nos clubes Germânia (atual Pinheiros), Mackenzie, Ypiranga e o Paulistano, que hoje são apenas clubes sociais e já não atuam no futebol profissional. Começa a se destacar pela imaginação, técnica, estilo e pela capacidade de improvisar. A sua posição de origem foi a de centro avante. "El Tigre" acabou introduzindo novas jogadas no futebol brasileiro, na época ainda amador, como o drible curto, o chute de efeito e a finta de corpo.

Antes do início das partidas, alisava o cabelo com gomalina para ficar mais parecido com os colegas de gramado. Foi artilheiro do Campeonato Paulista oito vezes, a começar pelo campeonato paulista de 1912, com 16 gols, jogando pelo Mackenzie. Em 1929, pelo Paulistano, foi artilheiro pela última vez do campeonato com 29 gols.

Friendereich, na Seleção Brasileira, campeão sul americano  em 1919.
Na chamada fase "pré-seleção brasileira", vestiu a camisa do selecionado nacional pela primeira vez em 1912, no jogo contra o selecionado paulista (Brasil 7 a 0) - fez dois gols. Disputou a primeira partida pela seleção brasileira "oficial", em 1914, diante do time inglês Exeter City, nas Laranjeiras, em que o Brasil venceu por 2 a 0. Sua despedida aconteceu em 1935, em um jogo contra o River Plate, no dia 23 de fevereiro, no qual o Brasil ganhou por 2 a 1. Friendenreich fez pela seleção principal 23 jogos e marcou 12 gols (incluindo a fase pré-seleção). Já na seleção de veteranos, em 1935, disputou 2 jogos e marcou 2 gols.

Em 1919, no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, tornou-se uma celebridade internacional, vestindo a então camisa branca da Seleção Brasileira. Depois de mais de 120 minutos de partida, fez o único gol do jogo contra o Uruguai, dando o título sul-americano ao Brasil. Foi carregado em triunfo e apelidado pelos uruguaios de El Tigre. Não disputou nenhuma Copa do Mundo.

Excursão ao exterior
Uma excursão do Paulistano à Europa em 1925, deu a ele a chance de participar de um marco histórico do futebol do país. No dia 15 de março, pela primeira vez, um time brasileiro jogava no "velho continente". Ele comandou a goleada de 7 a 2 na França, que deu início a uma série de outras vitórias. E é apelidado de "roi du football" (rei do futebol).

A grande decepção de Fried
Uma atitude infeliz do presidente da Liga Paulista, Elpídio de Paiva Azevedo, causou uma das maiores decepções de Friendenrich na carreira. Após saber que a comissão técnica da Seleção não teria nenhum paulista, o dirigente impediu a ida de jogadores do estado para a Copa do Mundo, no Uruguai. Assim, "El Tigre" nunca sentiu o sabor de disputar uma Copa do Mundo.

Abandonou a carreira aos 43 anos, em 21 de julho de 1935, quando ele vestiu a camisa do Flamengo (mas não marcou gols) num 2 a 2 contra o Fluminense.
Títulos:
Campeão Paulista em 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929, pelo Paulistano e, em 1931, pelo São Paulo da Floresta

Campeão Brasileiro de Seleções Estaduais, por São Paulo em 1920, 1922 e 1923

Campeão Sul-Americano pela Seleção em 1919 e 1922.
Campeão da Copa Rocca em 1914 (primeiro titulo da seleção na história)

Clubes na carreira: Germânia, Atlas, Ypiranga, Mackenzie, Paulistano, São Paulo da Floresta, Internacional, Atlético Santista e Santos, todos de São Paulo; Dois de Julho/BA, Atlético/MG e Flamengo/RJ

Artilharia
Campeonato Paulista:
1912 - 16 gols, pelo AA Mackenzie
1914 - 12 gols, pelo CA Ypiranga
1917 - 08 gols, pelo CA Ypiranga
1918 - 23 gols, pelo CA Paulistano
1919 - 26 gols, pelo CA Ypiranga
1921 - 33 gols, pelo CA Paulistano
1927 - 13 gols, pelo CA Paulistano
1929 - 29 gols, pelo CA Paulistano

Faleceu aos 77 anos, em um casarão, cedido pelo São Paulo FC, na Rua Cunha Gago, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, vítima de arteriosclerose.

** por Sidney Barbosa ........22/07/2008



Escrito por mlopomo às 00h03
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