Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




Blog de mlopomo
 


 

                                                            

                              CLUBE ATLETICO YPIRANGA

                                          O VOVO DA COLINA HISTORICA.

 

foto: Site Milton Neves

Acima, equipe do Ypiranga, em 1949:

Em pé: Reinaldo, Osvaldo, Homero, Silas, Belmiro, Giancoli e Dema.

Agachados: Liminha, Rubens, Bibe e Rubens Minelli.

É isso mesmo, o ponta esquerda é Rubens Minelli, ex tecinico

do Palmeiras e São Paulo

O clube Atlético Ypiranga foi fundado em 10 de junho de 1906, A idéia de fundar esse clube partiu de um grupo de funcionários da Casa da Lebre. Quando de sua fundação, a sede era na Rua Direita esquina da Rua XV de Novembro, bem no centro da cidade. O motivo de se fundar esse clube era somente com o propósito da pratica do futebol. Nessa época o time jogava na várzea do Carmo, com os atletas levando e trazendo as traves e a bola. Mais do que certo também que, o uniforme, calção camisa e meias eram lavados na casa de cada um.

Feliciano Mello Filho foi o seu primeiro presidente.

Em 1910 o Ypiranga teve o seu uniforme oficial, que era uma camisa toda branca tendo ao lado esquerdo, o distintivo que era uma letra C, tendo a letra A por cima e a letra Y encravada em cima das duas primeiras.  Esse uniforme foi usado num jogo contra A. A. Palmeiras, no campo do Velódromo.

Depois em 1912, trocaram por uma camisa totalmente preta, com golas, colarinho e mangas brancas, e o distintivo, na parte de baixo a direita que se, colocada por dentro do calção, o distintivo não seria visto. Com esse uniforme O Ypiranga jogou contra o Paulistano o principal clube do inicio do século XX, de quem foi vitorioso uma vez. Neste jogo ouve a estréia de Xavier, que levava o apelido de Formiga. Já nesse tempo o Ypiranga, formava grandes jogadores.

Em 1916 o Ypiranga passou a usar um uniforme preto com listras brancas, em sentido vertical, numa distancia de cinco centímetros. E, o distintivo do lado esquerdo. Um circulo com uma faixa dentro escrita Ypiranga. Em 1921, fizeram talvez o mais feio uniforme, A camisa dividida em duas cores, uma parte preta e outra branca em sentido vertical, com manga preta na parte branca, e branca na parte preta. Assim como o colarinho.

De 1938 em diante confeccionaram a camisa que ficou em definitivo, com faixas largas em sentido vertical, depois a largura das faixas foi reduzida a 10 centímetros de largura, em sentido vertical, preto e branco. E o distintivo oficial. Esse uniforme veio em 1942, cuja participação primeira com ele, foi no torneio inicio do campeonato paulista deste ano contra a Portuguesa santista, no estádio de Parque Antártica.

No campeonato paulista de 1942, deu-se a estréia de Barbosa, o grande goleiro que foi para o Vasco e seleção brasileira que disputou o campeonato mundial de 1950. Os atletas Aldo e Miguelzinho foram os destaques do ano de 1942 e defenderam a seleção paulista, e nesse mesmo ano dia 27 de setembro, o Ypiranga venceu a Portuguesa de Desportos por 3x0 e garantiu o quarto lugar no campeonato paulista. Ai o presidente era Carlos Jafet, que presidiu o clube por nove anos alternados. 1939/ 1942/43/44/45/46/ 52/53/54.

Carlos Jafet foi um autentico mecenas desse simpático clube da zona sul paulistana. Dizia se na época que ele era o dono do time. O C.A.Ypiranga, foi um grande formador de grandes jogadores. Foi lá que surgiu Arthur Friednreich (El tigre), artilheiro do campeonato paulista de 1914 e 1917. Grané, Barbosa, Osvaldo Baliza (goleiro), Rubens, Liminha, Bibe, Homero, Dema, Cilas, Nenê, Em 1954, Valdemar Carabina, veio do Ypiranga para o Palmeiras onde jogou por mais de 10 anos. O Ypiranga foi campeão do torneio inicio por duas vezes, 1948 e 1950.

Foi três vezes vice campeão paulista, 1913, 1935, e 1936, campeonato que disputou até 1959 quando foi rebaixado para a segunda divisão. Ai a diretoria resolveu desativar o seu departamento de futebol profissional. Hoje O C. A. Ypiranga, é um grande clube social, com um bom universo de sócios. E um clube onde se realiza grandes festas, sendo o seu salão de festas locado para tal.

foto esporte ilustrado

Time do Ipiranga campeão do torneio inicio do futebol paulista de 1950.

O meia direita, Rubens, é o mesmo que depois brilhou no Flamengo como Dr. Rubens.

O goleiro é Osvaldo (Não confundir com Oswaldo Baliza que jogou no Botafogo) 

este da foto jogou no Bangu e foi vice campeão carioca em 1951.

Em pé: Belmiro. Dema. Reinaldo. Osvaldo. Giancoli e Alberto.
Agachados: Bueno. Rubens. Chuma. Bibe e Paulo.



Escrito por mlopomo às 23h17
[] [envie esta mensagem
] []





 Foto Portal da Mooca

Juventus 1931



Escrito por mariolopomo às 14h29
[
(1) Apenas 1 comentário] [envie esta mensagem] []



>

Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Rua Javari, local onde o

 Juventus manda seus jogos, normais. Mas, quando se trata de jogos com clubes

grandes,estas são realizados, no Pacaembu. Morumbi ou Parque Antartica.



Escrito por mariolopomo às 14h24
[
(2) Vários Comentários] [envie esta mensagem] []



>

Embora existam algumas dúvidas, com relação às origens do Juventus,

a versão mais provável é a seguinte:

Em meados dos anos 20, o italiano Vicente Romano, juntamente com

o seu amigo Manoel Vieira de Souza, português, chefe da contabilidade

do Cotonifício Rodolfo Crespi resolveram fundar um clube de futebol,

esporte que, à época estava em pleno  desenvolvimento, com a intenção

de participar de jogos amistosos na várzea paulista.Ao novo clube

foi dado o nome de  “La Greca” que significa a Grega ou a Grécia,

nome este que tinha a ver com a origem de Vicente Romano, nascido

na região de Campania, ao sul da Itália, que foi domínio grego por

muitos anos. O clube teve como primeiro presidente Vicente Romano,

e como vice Manoel Vieira de Souza. Tanto os diretores quanto os

jogadores do clube eram funcionários do Cotonifício Crespi.

Aqui, abrimos parênteses para falar de uma outra história, a do Extra

São Paulo,  que muitos afirmam ser a verdadeira origem do Juventus

e outros entendem ser o mesmo o sucessor do “La Greca”. Assim, não

podemos deixar de citar a existência do Extra São Paulo, que ostentava

as cores da bandeira de São Paulo em seu uniforme: preto, vermelho e

branco.

A fundação e o êxito deste clube despertou a atenção do Conde Rodolfo

Crespi, proprietário do Cotonifício, que passou a se interessar pela

agremiação.Mas, durante pouco tempo, o clube manteve o nome original.

Em 1923 Rodolfo Crespi recebera o título de “ Cavaliere Del Lavoro”

(Cavalheiro do Trabalho), outorgado pela Ordem de Cavalheiro ao Mérito

do Trabalho e a diretoria do clube, homenageando-o, mudou o nome da

agremiação para Cavalheiro Crespi F.C. 

No ano seguinte, ou seja, em 1924, com o crescimento da agremiação,

maior era a união entre o Cotonifício, seus proprietários, os funcionários

e o clube, que aquela altura formavam uma única família.

E, no dia 30 de março de 1924, em meio às comemorações do 50º aniversário

de Rodolfo Crespi, foi sugerido ao aniversariante a mudança de nome para

Cotonifício Rodolfo Crespi F.C. com o intuito de filiar-se a Federação e

disputar campeonatos regionais amadores.  Acontece que a federação não

aceitava a denominação de clubes classistas, sendo assim, foi instituído o

nome de Fiorentino tendo como referencia a Fiorentina da Itália que tinha

a cor grená em suas camisas.

Assim foi feito, e no dia 20 de abril de 1924 é feita à primeira Assembléia,

constituída a Diretoria e oficializada a data de sua fundação, sendo que a

nova sede foi transferida para a rua da Mooca, 504, fortalecendo e

consolidando a agremiação.



Escrito por mlopomo às 23h16
[] [envie esta mensagem
] []






Foi ai, que surgiu o C.A.JUVENTUS.

O nome do clube surgiu através do Conde Rodolfo Crespi,

depois de assistir um jogo na Itália onde já existia

um clube com o nome de Juventus, da cidade de Turim.

O conde era originário da idade de Busto Arsizio Varesi,

proximo a Piemonte, na Italia, e acabava de regressar

de viagem ao seu pais de origem, onde assistira a uma partida da Juventus

de  Turim, com a qual  se entusiasmou, levando-o  a sugerir a agremiação

passasse chamar-se Clube Atlético Juventus.

 Foto.Portal da Mooca

O inicio. Cotonificio Rodolfo Crespi, que deu origem ao glorioso Juventus

Em 1930, mais precisamente no dia 2 de Janeiro, foi concretizada

a alteração do nome junto a APEA, (Associação Paulista de Esportes

Athleticos) a atual Federação paulista de futebol. Quem

assumiu a presidência do Clube foi Adriano Crespi, filho do

 conde Rodolfo Crespi, tendo como vice Manoel Vieira de Souza. (texto Portal da Mooca)


 

Rioldo Pedro Zali, estreou com a camisa do Juventus em 1937. Sua principal característica era a rapidez e articulação das jogadas pela estrema esquerda. Sabia como ninguém fechar pela diagonal ocasionando inúmeras situações de gol apara os companheiros. E também não desperdiçava as chances que apareciam. Seu chute era potente. Devido ao seu brilhante futebol transferiu-se para o Palestra Itália (Palmeiras) em 1940. Retornou ao C.A. Juventus em 1942 onde encerrou sua carreira em 1946.   Arquivo de Mário Lopomo. e Fernando Zuppo Galuppo

fotos. A gazeta esportiva.

 Foto A Gazeta Esportiva.(Portal da Mooca)

Julio Botelho (Julinho) começou no Juventus em 1949, ano seguinte

vendido a Portuguesa de Desportos, em 1955 vendido a Italia(Fiorentina)

Veio para o Palmeiras em 1958 onde jogou até 1967. Foium dos jogadores mais

respeitados por todos os torcedores,até mesmo dos adversarios

 Foto, Portal de Mooca

Buzzoni, artilheiro juventino dos anos 1960.

 

Em 1941 procede-se a uma grande reforma em seu estádio, com a

construção de arquibancadas e vestiários, passando a denominar-se

Estádio Conde Rodolfo Crespi, uma justa homenagem ao seu benfeitor.

Nesse mesmo ano principiou a disputar campeonatos pela Federação

Paulista de Futebol, entidade que passou a organizar os campeonatos

no Estado de São Paulo. E logo nas primeiras apresentações conquistou

resultados importantes, derrotando equipes favoritas, entre elas os chamados

“times grandes”. Foi assim que, após uma vitória contra o Corinthians, que o

renomado jornalista Thomaz Mazzoni, o apelidou carinhosamente de

“Moleque Travesso”, apelido este que o acompanha até hoje. 

 

Moleque travesso seu simbolo, idealizado pelo jornalista Tomaz Mazzoni, de a Gazeta Esportiva.



Escrito por mlopomo às 23h15
[] [envie esta mensagem
] []





Em 1950, o Clube enfrentava seriíssimos problemas financeiros,

 ficando a ponto de efetuar uma fusão com a Ponte Preta, de

Campinas, proposta esta que não foi aceita pelo Conselho

Deliberativo do Juventus, decisão esta que levou Crespi a renunciar

 do cargo de Presidente.

 

Em 1953 o Juventus faz uma vitoriosa excursão à Europa, realizando

um total de 15 jogos  contra importantes clubes da Espanha, Suíça,

 Suécia, Alemanha, Áustria, Iugoslávia e Itália, tendo vencido 9,

 empatado 2 e perdido 4. O jornalista Milton Peruzzi  que assinava a coluna

de futebol denominado de "O Pariscopio"  em A gazeta Esportiva, foi convidado

a acompanhar o clube nessa excurssão. Contava Oeruzzi que por volta da meia noite

o Navio ia passar pela linha do Equador. teve um jogador que não conseguiu dormir só

para ver a linha. Quando o relogio marcava zero hora ele perguntou se alinha do Equador

estava longe. Peruzzi disse: Já passamos por ela.- Mas eu não vi. disse ele.

Qual nao foi sua afrustração quando soube que a linha do Equador era invisivel. 

 

 Foto Portal da Mooca

A delegação, juventina sendo recebida pelo Papa Pio XII, que os abençoou. 

 

O ano seguinte, todavia, foi um dos mais tristes da história do Clube,

uma vez que foi rebaixado para a Segunda Divisão do Campeonato Paulista

Já nos anos 1960, o Juventus que em termos de clube poli esportivo sempre

foi um dos maiores, se fortaleceu na parte financeira, e com esse

fortalecimento financeiro, em 1967 foi adquirido o Estádio da Rua Javari

que, até então, continuava a pertencer à família Crespi.
Em 1983, o Juventus obteve aquela que, provavelmente, é a sua maior

conquista: o título da Taça de Prata, a níveis nacionais, derrotando na

 final a equipe do CSA, de Alagoas.

RUA JAVARI.

 

Este é templo do futebol da Mooca, é ainda do tempo do cotonifício Crespi que depois se tornou Juventus,

como diz o portal da Mooca. Nesse minúsculo estádio que é a simpatia de todos os paulistanos, muita

coisa aconteceu e que ficou na historia. O gol de Pelé acontecido num sábado entre o Juventus e Santos,

Pelé deixou sua marca, ao “chapelar” quatro jogadores inclusive o goleiro Mão de Onça. Isto aconteceu

 nos anos 1960. (1964 penso) E até hoje ninguém esquece. Neste simpático clube da Mooca que já fez

muito palmeirenses, são paulinos, santistas e corintianos rir, devido às travessuras

feitas contra esses times fazendo seus adversários rirem, teve também o mérito de acolherem muitos

jogadores em fim de carreira que fizeram o Juventus como seu ultimo clube, por mera simpatia. Assim

aconteceu com Oberdan Catani, Gino Orlando, Luiz Trujilo (Luizinho) Rafael Chiarella, Rodrigues (tatu)

Cabeção e outros que por ventura tenha esquecido. Agora é Vampeta que sentindo o crepúsculo de sua

carreira escolheu o Juventus como sua ultima morada no futebol. É por isso que se diz que todos os

torcedores, tem o Juventus como seu segundo time do coração.

O gol onde pelé marcou o gol antologico, em cima dos zagueiros e do goleiro Mão de Onça.

 

Foto. Portal da Mooca.

O gramado do campo do Juventus, onde a proximidade dos torcedores,deixou

muitos jogadores com os timpanos ardendo

Fonte: Portal da Mooca.



Escrito por mlopomo às 23h13
[] [envie esta mensagem
] []





Dia 26 de Abril, dia do Goleiro

Nesse dia homenageamos aquele que tem a tarefa mais difícil no futebol. Não deixar passar gols. Eu como varzeano, sem muita habilidade com a bola no meio do campo tive o destino de tantos quantos gostavam de jogar bola. Olha vai para o gol, vai


E as vezes dava certo. E comigo deu. Joguei em alguns clubes da várzea do Itaim, e como todo cara quando entra no time, vai jogar no segundo quadro. Comigo não deu outra. Só que com o passar do tempo, Já estava todo metido jogando no primeiro quadro.Começava como substituto. Na falta do titular vai lá o cara, quebra essa! Dizia o diretor esportivo. Quando a coisa dava certo era uma dor de cabeça a mais para o “treinador” que na várzea era chamado de diretor esportivo. Tinha uns que mais parecia um profissional de clubes da primeira divisão profissional.Era o Caso do João Lancelloti, diretor do Araraquara do Itaim. Aos sábados tínhamos que ir ao campo onde hoje é o parque do povo para treinar. Eu e o outro goleiro tínhamos que nos desdobrar com as bolas jogadas com a mão por ele. Era um tal de cair para a esquerda ou direita e ter que se levantar para pegar outra. Geralmente de dez bolas jogadas por ele com a mão, sete ia para o fundo da rede. Na foto eu tinha 21 anos (1960) essa foto foi tirada em Caieiras, no campo do time da fabrica de papel e celulose. Um jogão, não me lembro o placar, e, nem quem ganhou. Só sei que fiz um partidão. Até que fui muito bem como goleiro.
Mas falando dos goleiros de verdade, no inicio dos anos 1950, tinha dois goleiros
que gostava.
 
 
Um,era, Oberdan Catani, que vi jogar em Novembro de 1950, no velho parque antártica, numa partida contra o Nacional da rua comendador Souza que tinha o goleiro Furlam. Foi 4 x 1 para o Palmeiras e o gol que Oberdan levou foi marcado pelo beque Turcão contra. Num escanteio, cobrado pela ponta direita, a bola bateu no bico da chanca dele que estava perto da trave, indo para o fundo da rede do palmeiras.Outro goleiro que eu gostava era o Castilho (Carlos Castilho) do Fluminense. Titular da seleção brasileira no lugar de Barbosa (Moacir Barbosa) goleiro da seleção até o final da copa do mundo de 1950.
Oberdan chegou no Palmeiras em 1941. Foi titular absoluto por muitos anos. Deixou seu posto momentaneamente por ter fraturado a clavícula, retomando seu posto quando se recuperou, estava sendo substituído por Lourenço. Em 1951 tomou quatro gols do Juventus da Itália no torio mundial de clubes no Pacaembu. Foi afastado.Oberdan foi um dos maiores goleiros da história do futebol paulista. Foi campeão paulista várias vezes e também campeão brasileiro, defendendo a seleção paulista. Defendeu tambem a seleção brasileira. Disputou 347 partidas com a camisa do Palmeiras. Gostaria de ter encerrado sua careira no Parque Antártica, entretanto, seus dirigentes não deixaram. Oberdan encerrou sua carreira no Juventus em 1956. Hoje, quando vai ao Parque Antártica é reconhecido pelos veteranos torcedores. Os dirigentes nem tanto. Poucos são os dirigentes que conhecem a história do próprio clube
 
Fabio (foto ao lado)
Fez grandes partidas. Sendo a melhor de todas no segundo jogo contra o Vasco. No Pacaembu o Palmeiras tinha vencido o Vasco no Pacaembu por 2 x 1 e bastava um empate no maracanã para se classificar, num torneio que foi organizado para o Vasco ganhar, pois tinha um time muito forte. Seria um motivo para o povo esquecer a tristeza da perda da copa do mundo um ano antes. O Palmeiras que não pode contar com Waldemar Fiume,machucado teve Túlio em seu lugar. O Palmeiras suportou a forte pressão vascaína e foi para a final do torneio. Fabio nesse dia fez uma partida portentosa, pegando tudo. Na quarta feira o Palmeiras jogou novamente contra o Juventus da Itália ultimo jogo de Oberdan. O palmeiras venceu por 1 x 0 gol de Rodrigues de cabeça. Fabio se notabilisou novamente no gol. E depois no domingo novamente contra o Juventus da Itália, um empate de 2 x 2 deu o titulo de campeão mundial ao Palmeiras e a consagração ao goleiro (fotos: museu do esporte)


Escrito por mlopomo às 23h03
[] [envie esta mensagem
] []





 

Em 1951, o campeonato paulista de futebol teve o goleiro mais vazado, Era o goleiro do Jabaquara Atlético Clube da cidade de Santos. Seu nome: Gilmar dos Santos Neves.
Era tão ruim que numa transação do Corinthians com o Jabaquara para a compra e venda do médio volante Ciciá, a grande revelação do campeonato de 1950 o ano santo.Depois de consagrada a negociação, os diretores do Jabaquara resolveram oferecer o goleiro mais vazado do campeonato anterior de graça ao time do parque São Jorge.Não demorou muito o “girafa” apelido dele por ser alto, estava como titular. Aquele desconhecido goleiro, que o povo só sabia de sua existência por ter sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista de 1950 com 53 gols sofridos, estava como titular no campeonato paulista, no lugar de Cabeção.Um dia a tragédia aconteceu na carreira de Gilmar dos Santos Neves. Era um jogo com a Portuguesa de Desportos. Dizem que desgraça pouca é bobagem, o ponteiro direito Julinho, da Portuguesa, estava com a macaca, marcando quatro gols. Gilmar foi considerado culpado pela fragorosa derrota de 7 x 3. Porem teve algo que podia ser levado como desculpa. Num lance ele teve uma fratura no pulso e assim mesmo foi até o final do jogo. Naquele tempo não se podia fazer alteração. Foi afastado, e execrado, publicamente.Até de gaveteiro foi chamado. Gaveteiro era um termo muito usado a quem fazia corpo mole para seu time perder.Depois do jogo Brasil 5x 2 SueciaGilmar abraça Pele. o garoto de 17 anos.Ficou um ano na reserva. Nunca reclamou de nada.Mais de um ano depois o goleiro titular Cabeção se machucou e ele voltou, ainda com desconfiança de novo fracasso. Gilmar se firmou novamente como titular e foi o responsável por varias vitórias do Corinthians.
Em 1953 foi convocado pára defender a seleção brasileira do Sul Americano de Lima, entrando no segundo tempo no lugar de Castilho. Defendeu um pênalti. Também na seleção Paulista foi o goleiro titular.Gilmar estando no auge de sua carreira, já pensava no futuro. Em 1958, ele procurou o governador do estado senhor Jânio Quadros, pedindo um emprego publico. Sabia que a carreira de futebolista era curta. Era 1958, estava as vésperas da copa do mundo que ia ser disputada na Suécia. Jânio lhe disse: Vá, e, volte campeão.
Terá seu emprego.Quando ele voltou vitorioso, Jânio lhe deu o emprego desejado. Numa reportagem de A Gazeta Esportiva Gilmar foi fotografado em sua escrivaninha como o mais novo “barnabé” do serviço publico estadual. Mais tarde se apaixonou por uma moça muito bonita, que não era do seu status social. Houve uma pendenga. O pai da moça não queria. Futebolista não era bem visto na casta abastada. E tinha aquele negocio. “Eu criar uma filha com muito carinho para jogar na mão de qualquer um” ? Era mais ou menos isso. Dona Raquel devia ter uma mãe que era mais ou menos, como mãe de miss. Extremamente zelosa pela filha. Só sei que assim ou assado, Gilmar e Raquel, estiveram a frente do padre dizendo que estariam juntos na alegria e na tristeza, até a morte. Os dois estão vivos e bem vivos. Estão levando ao pé da letra a união na alegria e na tristeza.
Foto de Pelé chorando no ombro de Gilmar. No dia 29 de junho de 1958, no pequeno vestiário do estádio de Rasunda, em Estocolmo, o ambiente de descontração e confiança tinha desaparecido. E tudo começou quando Gilmar iniciou a velha rotina de vestir seu uniforme: meias cinza, calção e camisa de lã azuis. Tudo estaria bem se não fizesse frio. Mas ele queria a camisa que o protegia das baixas temperaturas suecas, desde da primeira partida. A supersticiosa e até então vitoriosa camisa 13. O corre-corre estava armado. E o roupeiro Assis era o culpado. Onde já se viu esquecer a camisa que nosso goleiro usava por baixo do blusão azul ? Bem que Gilmar tentou argumentar que superstição não ganha jogo e que ele jogaria com qualquer camisa. Mas a próprio cúpula da delegação insistia em manter a tradição. Era demais, o Brasil já ia entrar desfalcada de suas camisas amarelas, ia jogar com as camisas azuis. O campo estava molhado e os brasileiros não gostam de jogar em campos assim, e ainda por cima, Gilmar ia jogar sem a camisa 13.O próprio Gilmar deu a idéia. Pegaram uma camisa amarela com o numero 3 e colocaram um na frente, de esparadrapo. E foi assim que ele entrou em campo para fazer o jogo mais importante de sua vida. Naquele dia, conseguimos o que nenhuma seleção tinha conseguido. Foi a primeira Copa do Mundo conquistada pelo Brasil. Era o titulo máximo. A consagração total para qualquer jogador. O dia de glória para Gilmar.É bem verdade que, apesar do resultado de 5x2, do show de bola, dos gols inesquecíveis, a seleção brasileira teve um susto. Logo no começo, um cochilo da defesa e a Suécia abriu o marcador. Mas ninguém se desesperou. Ao contrário, todos escutaram quando Didi pegou a bola no fundo das redes e comentou para que todos ouvissem – “Vamos botar esses gringos na roda”. E botaram mesmo. Tanto que, quando os suecos fizeram seu segundo gol, o Brasil já vencia de 4x1. Depois veio o quinto gol, o choro, a festa, a consagração e a foto história em que aparece o menino Pelé chorando abraçado ao veterano Gilmar. E ele também chorou quando tocou o hino nacional brasileiro e quando foi levado por um repórter para falar com sua mãe que estava no Brasil. Gilmar chegava ao ponto mais alto de sua carreira. Era considerado o melhor goleiro do mundo. Gilmar dos Santos Neves jogou 100 partidas pela seleção com 71 vitórias, 14 empates e 15 derrotas. Vestiu a camisa da seleção pelo última vez no dia 12 de junho de 1969 jogando contra a Inglaterra. (revista placar)Foi um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro. Certamente, o mais laureado. Um craque em uma posição difícil e ingrata. Todos podem errar. O goleiro não. Uma grande defesa não é mais do que a obrigação do goleiro. Um frango pode ser o fim de uma carreira promissora.Ágil, seguro e de ótima colocação, Gilmar era uma segurança para seus companheiros. A confiança em Gilmar dava tranqüilidade a sua defesa. Nasceu na cidade de Santos no dia 22 de agosto de 1930 e iniciou sua carreira no pequeno Jabaquara. Apesar de ser o goleiro mais vazado do paulistão de 1950, foi contratado pelo Corinthians que tinha como titular Cabeção. Permaneceu no clube corinthiano durante onze anos. Conquistou três campeonatos paulista nos anos de 1951. 1952 e 1954. Dois Rio São Paulo nos anos de 1952 e 1954.Em 1962 se transferiu para o Santos onde conquistou cinco títulos paulistas de 1962. 1963. 1965. 1967.1968. Quatro Taça Brasil nos anos de 1962. 1963. 1964 e 1965. Três Rio São Paulo de 1963. 1964 e 1966. Taça Libertadores de 1962 e 63 e a Mundial de clubes nos mesmos anos de 1962. 1963. Na seleção brasileira foi convocado pela primeira vez em 1953 para substituir Castilho. Foi bi campeão mundial de seleções em 1958 na Suécia e 1962 no Chile. Também disputou o mundial de 1966 na Inglaterra. Na seleção brasileira disputou noventa e cinco partidas oficiais, de 1953 a 1969, quando encerrou
sua carreira.(
TEXTO DA REVISTA OS IMORTAIS)
Gilmar em foto recente. Teve varias atividades. Foi comerciante, tinha uma concecionaria de veiculos, Chevrolet. Em 2000, foi nomeado a secretario municipal de esportes, por um gananioso politico, que conseguiu atraves da justiça colocar o prefeito Pitta, fora do poder municipal. Mas a mesma justiça, devolveu o cargo para o prefeito eleito pelo povo, e, despejou, o sonhador "prefeito". Talvez isso tenha mexido com o correto jogador Gilmar, que teve um AVC, estando até hoje se recuperando. Ao grande e correto goleiro, Gilmar, meu respeito.

 

Manga, goleiro do Botafogo carioca. Este também na teve muita sorte e o Brasil perdeu de 3 x 1 de Portugal voltando mais cedo para o Brasil. Manga como todo bom goleiro, foi tido como culpado pela derrota. Alguns goleiros tiveram a carreira esportiva como dirigente o treinador.






Carlos Castilho
Que também foi goleiro do selecionado brasileiro que disputou o Pan Americano do Chile em 1952, e o mundial da Suíça em 1954 também foi um destacado técnico. Treinando o Santos foi campeão paulista de 1984, depois foi para a Arábia, voltou ao futebol brasileiro. Em 1987 quando estava de regresso aos paises árabes queria que sua esposa também fosse. Como ela não quis ir, ele se jogou do apartamento em que morava no Rio de Janeiro falecendo. Fluminense x Bofafogo. Castilho esta atento ao lance.
Castilho, foi o maior goleiro da história do Fluminense. Vestiu a camisa do tricolor das Laranjeiras por quase vinte anos. Jogou pelo Fluminense 696 partidas e não sofreu gols em 255 delas. Conquistou os campeonatos carioca de 1951. 1959 e 1964. Pela seleção brasileira foi campeão sul-americano em 1949 como reserva de Barbosa. Participou de quatro Copas dos Mundo: 1950.1954. 1958 e 1962. Foi bi campeão em 58 e 62. No campeonato Pan Americano do Chile em 1952, jogou toas as partidas. Cedeu seu posto para Gilmar no segundo tempo de uma partida. Seu amor pelo Fluminense era tão grande que amputou um dedo da mão para voltar a jogar. Carlos José Castilho nasceu no dia 27 de novembro de 1927 e faleceu no dia 2 de fevereiro de 1987.




Leão (Emersom Leão)

 

Oriundo de São José dos campos, mas vindo ao Palmeiras do Comercial de Ribeirão Preto, era um emérito desconhecido. Quando um bom goleiro que depois se tornou técnico, chegando a seleção brasileira.Geninho , Sergio, Zetti, Poy, goleiros que se tornaram técnicos de futebol. Numa época em que os campos eram muito ruins, perto da trave onde ficava o goleiro, o gramado estava sempre “careca”. Costumava se dizer: O Goleiro é um desgraçado, pois onde ele pisa nem grama nasce.E por falar em desgraçado, pois o goleiro era sempre culpado pelas derrotas, tinha também eles as traições do futebol. Bolas que batiam numa saliência qualquer do terreno, indo a bola para o fundo da rede. Os gritos da torcida chamando-o de frangueiro, ou xingando sua mãe. Tinha também as armadilhas que faziam contra si.Num jogo do campeonato paulista de futebol do inicio dos anos 1960. 1962, presumível. Jogavam em Campinas, Botafogo de Ribeirão preto e Guarani. 1 x 1 estava o jogo.Quase ao final da partida o arbitro apitou um pênalti para o Guarani, contestado por todos os ribeirão-pretanos. Foi uma grande confusão e o jogo estava paralisado por vários minutos.Então o centro avante do Guarani, Paulo Leão, foi até o goleiro machado do Botafogo, e disse. Machado eu tenho um compromisso. Se essa confusão continuar vamos amanhecer aqui. Vamos fazer o seguinte diga a seus companheiros que eu vou bater o pênalti e chutar pra fora. Machado foi até os jogadores e apaziguou os ânimos e sendo assim os demais jogadores do Botafogo concordaram. Bola na marca de cal, Paulo leão se afastou correu para a bola e encheu o pé mandando a bola para o fundo da rede. Fonte revista O cruzeiro. Goleiro: “onde ele pisa nem grama nasce”.


Waldir Joaquim de Moraes.

 

Era do Rio Grande do Sul e jogava no Renner. Foi contratado pelo Palmeiras em 1958. Estreou contra o Corinthians, no primeiro turno do campeonato paulista, quando venceu por 2 x 1. Ficou até 1968. no Palmeiras jogava até machucado para não dar chance a outro goleiro. Foi convocado para a seleção brasileira que ia disputar a copa de 1966, mas foi dispensado. Porque ninguém sabe. No Palmeiras foi campeão paulista em 1959, 1963, 1966. Pelo Rio São Paulo foi campeão em 1965. Defendeu a camisa da seleção brasileira pelo palmeiras quando da inauguração do Mineirão.


Escrito por mlopomo às 23h01
[] [envie esta mensagem
] []





Barbosa

 

Foi o goleiro do selecionado brasileiro na copa do mundo de 1950 disputado no Brasil. Quando o jogoestava empatado em 1 x 1, aos 36 minutos do segundo tempo. o ponteirouruguaio Gigia entrou sozinho pela ponta direita, só tinha Barbosa a sua frente, de bico mando a bola para as redes. Barbosa foi tido como o responsavel pela derrota.magoa que levou a vida toda carregando para o tumulo. Numa entrevista dada ao radio Barbosa dizia que depois do jogo ele pegou sua chuteira e foi para o ponto do onibus, para ir para casa. Não tinha uma viva alma na rua. Quando desceu perto de casa a rua em que ele morava tambem estava vazia. uma enorme mesa posta com toalha e muitos comes de bebes na mesa porem não tinha uma pessoa. Apenas os cachorros lambiam os beiços.Barbosa morreu morando na cidade de Praia Grande, quando estava na praia tinha sempre que explicar o gol que tinha sofrido. Era o que mais lhe perguntavam.

De goleiro a presidente do clube.

Este é Atiê Jorge Curi.Atiê foi fenomenal. Esteve na lista dos grandes goleiros do Brasil nos anos 1930.Como Tufy, Hugo de Moraes, Casemiro Dionísio e outros do seu tempo. Atiê fez defesas sensacionais, e depois se transformou em um bom comerciante. Foi presidente do Santos durante muitos anos. Foi o responsável pela aumento de lugares no estádio de urbano Caldeira, pois a via Anchieta estava sendo pronta para ser inaugurada, em 1948. Sendo assim com o estádio ampliado ele poderia receber o Corinthians, São Paulo e Palmeiras, e ter rendas de mais de 200.000 cruzeiros. Candidatou-se a vereador pela cidade de Santos tendo uma boa votação. Depois se tornou deputado federal. Foi o presidente de clube mais glorificado, pois teve a sorte de ser presenteado com um jogador que vinha ser o rei do futebol (texto Mario Lopomo-pesquisa)
Foto - site Milton Neves



VELUDO.
Bebi porque queria, parei porque quero ”Veludo foi um dos maiores goleiros do futebol brasileiro. Entretanto, depois de tomar seis gols do Flamengo no clássico carioca de 1956 e ser acusado de venal pela torcida do Fluminense, o grande Veludo começou a descer a ladeira da desgraça.Em 1958, nessa reportagem concedida a Manchete Esportiva, ele era um homem magoado, triste. O álcool queria acabar com Veludo, mas Veludo acabou com o álcool. Só que, ninguém confiava mais no seu futebol. Ele tinha sido acusado, também de bêbado, maconheiro e irresponsável. Veludo diz que não era nada disso.“É por isso que tenho uma diferença com o mundo. Nesta vida a genta paga pelo que não faz. Quando minha infância era pobre, lá no bairro da Saúde, uma coisa eu ouvi do meu velho – Caetano, seja sempre homem, enfrente as situações de cabeça erguida – Ou meu pai estava enganado ou o mundo não vale nada. Porque sempre fui franco. Gostava de tomar minhas cervejas, gostava demais. Fora dos treinos, fora do clube eu aceitava qualquer convite para tomar um copinho. E fui traído por um desses qualquer um. Minha fama se alastrou. Eu continuo enfrentando a tudo e a todos. Começei nos juvenis do Fluminense e lá fiquei por dez anos. Consegui, mesmo sendo reserva de Castilho, ser convocado para a seleção brasileira onde fui titular nas eliminatórias para a Copa de 1954.Joguei no Nacional de Montevidéu e retornei ao Fluminense. Maldita hora. O Fluminense estava mal e terminei sendo responsável pela goleado do Flamengo em cima do tricolor.”Depois deste jogo, Veludo passou os piores momentos de sua vida. Foi para o Canto do Rio mas já era um homem vencido. Perseguido pela maldade humana não tinha ambiente para ficar em Niterói. Foi para o Santos. Bastou o Santos perder um jogo para um locutor de grande prestigio naquela cidade chamar Veludo de bêbedo. Certa vez jogou com 38 graus de febre. O Santos perdeu de 1x0 e não o perdoaram. Veludo desanimou. Não sabia mais o que fazer. A idade mostrou-lhe que é impraticável a franqueza tão ampla. “Não bebo mais, de forma alguma. Não faço juras porque sou um homem e dono da minha vida. Nunca ninguém me perguntou porque eu bebia. Hoje encontrei uma meta. Não tenho dinheiro, é verdade, mas tenho um destino.”Veludo treinou no Botafogo sem compromisso. Terminou não dando certo, apesar do apoio de Didi e João Saldanha. Ele acusa os homens que procuravam noticias, faziam dele noticia, enquanto ele os acreditava amigos. Veludo acusa as impiedosas versões que o apontaram inclusive como maconheiro. Mas já acusa sem fúria, sem ódios. (texto e foto - manchete esportiva)

 

Zetti.
Quando menos se espera, lá está o bichinho, entrando marota no gol do time da gente. Alegria de muitos, terror dos goleiros, ele é o frango – o animal mais traiçoeiro dos campos de futebol.Ela vem mansa, defensável, como dirão os críticos de plantão. Por isso, todo mundo prefere antever a seqüência da jogada em vez de prestar atenção em sua trajetória. E é aí que acontece: o goleiro “deixa passar uma bola fácil de defender”, conforme uma das definições que o dicionário Aurélio dá para a palavra frango.É um dos lances mais temidos do futebol: quando menos se espera, lá está o terrível galináceo, desfazendo uma campanha vitoriosa, mudando o destino de um jogo e, não raro, sepultando a carreira de muito bom goleiro. “Frango é acidente de trabalho, um erro humano como outro qualquer” acredita o goleiro Zetti. Foi dessa maneira que ele encarou o maior dos que ele deixou passar, nas semifinais do campeonato paulista de 1987. Zetti jogava no Palmeiras contra o tricolor. Neto, então na meia esquerda do São Paulo, caprichou numa cobrança de falta da intermediária. E a bola, que parecia vir na direção do goleiro, passou inexplicavelmente no meio de suas pernas.Justificar frangos, aliás, é tarefa a que até hoje muitos já se dedicaram. “O medo de errar altera o comando dos movimentos do corpo de um goleiro”, explica o psicólogo José Ângelo Gaiarsa. Em seu livro Futebol 2001, ele afirma que o desvio de atenção a que o atleta está sujeito ocorre em um centésimo de segundo. Seria este espaço de tempo o verdadeiro responsável pelas falhas que se costuma atribuir, normalmente, aos goleiros. “O problema é que quem joga no gol aparece mais que os outros. Ninguém cobra com a mesma intensidade, por exemplo, os chutes tortos de um atacante”, define o psicólogo, também ele um ex-goleiro nas horas vagas.A torcida, porém, não perdoa em caso de frango, crucifica quem está no gol. (revista Placar) (foto google)


Escrito por mlopomo às 22h59
[] [envie esta mensagem
] []






Luis Moraes (Cabeção).
Grande goleiro que foi criado no Parque São Jorge,confiança, que era torcedor da lusa. Na verdade, o medico, era o presidente da Portuguesa, senhor Mario Augusto Izaias, de quem a esposa do goleiro era cliente-Foi subornado.-Está na gaveta.-Vai entregar o jogo. E arrancaram Cabeção do time.-“Nunca mais vestirei esta camisa! “ Disse indignado o goleiro,que já era sócio remido do Corinthians. E não vestiu mesmo. (revista o cruzeiro)Fotos (museu do esporte)










José Poy.
Goleiro argentino. Veio para o São Paulono inicio dos anos 1950. Jogou muitos anos como titular.Foi campeão paulista em 1953-57. Mais tarde tornou-se tecnicoEra sempre chamado para dirigir o time. Era um são paulino de verdade.foto museu do esporte











Laercio José Milani.
Jogava na Portuguesa Santista. La por 1952-53 foi emprestado para o Palmeiras para jogar uma unica partida. Era um jogo internacional. Jogou e agradou. Em 1954 foi contratado em definitivo entrando no lugar de Furlam que tinha vindo do Nacional.A .C da Rua Comendador Souza.foto - museu do esporte












FelixFelix.
Começou nos times de base da Portuguesa de Desportos. Foi emprestado para o Nacional. Retornou a Portuguesa.Foi tri campeão de futebol no MexicoFoto site do Milton Neves









 



 

Aimoré Moreira
Foi goleiro do Palestra Italia. e Botafogo carioca. Depois foi tecnico de renome dirigiu todos os times grandes de São Paulo. Foi Bi Campeão mundial de futebol dirigindo a selação do Brasil de 1962, no Chilefoto - museu do esporte











Escrito por mariolopomo às 19h43
[
(0) Comente] [envie esta mensagem] []



>

Maspoli.
goleiro da seleção do uruguai, campeão do mundo em 1950, no Brasil, quando a seleção uruguaia venceu a do Brasil por 2 x 1, em pleno maracanã.foto jornal ultima hora











Osvaldo Baliza
Começou no Ypiranga. nos anos 1940. Foi para o Botafogoonde se deu muito bem. Foi reserva de Castilho no Pan Americano do Chile em 1952. foto - museu do esporte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CEJAS.
Outro goleiro da escola argentina. Brilhou no gol do Santos.foto jornal da tarde















Yachin,
goleiro da seleção da União Sovieticaa grande surpresa da copa do mundo de 1958 na Suécia. Só não resistiu aos primeiros minutos de jogo contra o Brasil. Nos dois minutos iniciaisele estava mais suado, que todos os demais jogadores tal era o assédio do time de Mané, Didi e Pelé, com Vava, concluindo para as redes.foto jornal Ultima Hora


Escrito por mlopomo às 22h57
[] [envie esta mensagem
] []





O Triste 16 de julho de 1950

Por causa da segunda guerra mundial, a copa do mundo não foi realizada nos anos de 1942 e 1956, pois muitos paises europeus ainda estavam semi destruídos pela guerra.
Terminada a Guerra, a Fifa voltou a se reunir, em 25 de julho de 1946, novamente em Luxemburgo, para descobrir que só existia ainda um país disposto a sediar o próximo Campeonato Mundial: o Brasil.Assim, 34 países filiados à Fifa confirmaram o óbvio:
A Copa seria mesmo no Brasil e em 1950 (havia propostas para realiza-la em 1949). Quatro outras decisões foram tomadas na mesma reunião: l – rebatizar a Copa de Jules Rimet, como homenagem aos 25 anos do francês à frente da Fifa. 2 – designar a Suíça como sede do Mundial de 1954. 3 – aceitar o retorno dos países britânicos, que havia se desligado da Fifa em 1928. 4 – expulsar Alemanha e Japão, mas não a Itália, que formara com os outros dois países o tríplice Eixo. A iniciativa foi um reconhecimento aos esforços do presidente da Federação Italiana, Ottorino Barassi, para preservar a taça conquistada em 1938, em Paris. Barassi secretamente levara para a Suíça, onde ela permaneceu depositada no cofre da Fifa, em Zurique até o fim da Segunda Guerra em 1945.Uma das primeiras resoluções do Comitê responsável pela Copa de 1950 foi de que a Copa seria a primeira disputada por jogadores com camisas numeradas, de 1 até 11. Inédita no maior torneio de seleções, a numeração não era novidade no futebol. O Arsenal, equipe da Inglaterra, usou-a pela primeira vez em 1928. E aqui mesmo no Brasil elas já eram praxe desde a metade da década de 1940.Em 1947, no congresso da Fifa em Paris, o Brasil apresentou duas propostas de mudança na formula de disputa. A primeira: as oitavas-de-final teriam grupos e não eliminatórias simples. Isso evitaria que um país europeu viesse a passar pelo dissabor que a nossa seleção passara durante a disputa na Itália, em 1934: fazer uma longa viagem através do Atlântico para jogar uma única partida. A Fifa aprovou. Já a segunda sugestão era bem mais radical: eliminar também o mata-mata das semifinais. A idéia era que os quatro paises classificados na primeira fase disputassem um mini-torneio por pontos corridos, todos jogando contra todos. Alguns delegados não gostaram. O Brasil insistiu. E por uma apertada margem, conseguiram aprovar o pleito. Como a Fifa havia decidido fazer um sorteio prévio para definir os grupos da Copa do Mundo, houve enormes diferenças entre o que estava planejado antes das eliminatórias e as chaves que realmente se formaram por causas das desistências. Em vez de 16 países, apenas 13 estavam confirmados para lutar em gramados brasileiros. Os grupos I e II ficaram completos, com quatro paises cada um. Mas o III acabou capenga com três paises e o IV virou um absurdo, com apenas dois paises. Depois surgiram muitas queixas de que o Brasil teve de disputar seis jogos ao longo do torneio e os uruguaios apenas quatro partidas.
Não se deve esquecer que o projeto de se construir o estádio do Maracanã, foi do vereador Ari Barroso, que também era musico e compositor.


Maquete do estádio
Ainda em 1946, o Brasil encantou a Fifa com a proposta de construir, no Rio de Janeiro, o maior e melhor estádio do mundo. Mas a Câmara de Vereadores carioca, da qual dependia a aprovação da verba, resolveu embaçar. O vereador Carlos Lacerda, da UDN, orador inflamado, defendia a idéia de que o novo estádio deveria ser feito no bairro de Jacarepaguá. A bancada comunista, majoritária, opinava que o estádio deveria ser construído na região central da cidade, numa área que pertencia ao Jockey Club, no bairro do Maracanã. Os acalorados debates durante todo o ano de 1947 e os comunistas venceram em 20 de janeiro de 1948. A pedra fundamental do estádio foi colocada no antigo terreno do Jockey Club. Mas a construção, a gora emperrada pela burocracia, só começou cinco meses depois, em 2 de agosto de 1948.


Maracanã em construção 1949
OficialmenteCerca de 4.500 operários deram duro



durante 22 meses consumindo 55.000 metros cúbicos de concreto, 350.000 sacos de cimento,

50.000 metros quadrados de pedra. 40.000 metros de areia e 9.000 toneladas de ferro. O Maracanã tem 32 metros de altura e 800 metros de perímetro. Construído em forma elíptica, seu eixo mais longo

tem 319 metros e o mais curto 281.


Escrito por mlopomo às 22h55
[] [envie esta mensagem
] []







O Brasil teve 22 jogadores para disputar a Copa.Moacir BARBOSA (Vasco).Carlos José CASTILHO (Fluminense).Augusto da Costa (Vasco).Juvenal Amarijo (Flamengo).NENA Olavo Rodrigues Barbosa (Internacional).NILTON dos SANTOS (Botafogo).José Carlos BAUER (São Paulo).DANILO Alvim (Vasco).BIGODE João Ferreira (Flamengo).NORONHA Alfredo Eduardo Ribeiro Menna Barreto de Freitas (São Paulo).ELY do Amparo (Vasco).RUI Campos (São Paulo).ALFREDO dos Santos (Vasco).Albino Friaça Cardoso (Vasco).ZIZINHO Thomaz Soares da Silva (Flamengo).ADEMIR Marques de Menezes (Vasco).JAIR da Rosa Pinto (Palmeiras).CHICO Francisco Aramburu (Vasco).ADÃOZINHO Adão Nunes Dornelles.MANECA Manoel Marinho Alves (Vasco).BALTAZAR Oswaldo da Silva (Corinthians).Francisco RODRIGUES (Palmeiras).Comissão técnica -Chefe da delegação: Mário Pólo.Médicos: Newton Paes Barreto e Amílcar Giffoni.Massagista: Johnson e Mario Américo.Técnico: Flávio Costa.Auxiliar técnico: Oto Glória e Vicente Feola.
A inauguração extra-oficial ocorreu num sábado,17 de junho de 1950, sete dias antes do inicio da Copa. Um jogo entre as seleções de novos do Rio e de São Paulo, sem cobrança de ingressos, serviu como teste final do gramado e das instalações, embora ainda existissem muitos vestígios de obras. Os paulistas venceram por 3x1, gols de Augusto 2 e Ponce de Leon. Mas provavelmente ninguém se lembra dessa partida se o primeiro gol não tivesse sido marcado, aos 19 minutos do primeiro tempo, por Didi, meia do Fluminense, então com 20 anos.

 

O Maracanã foi oficialmente inaugurado em 24 de junho de 1950, um sábado, na estréia do Brasil na Copa, contra o México. A festa teve todas as cerimônias de praxe, diante do Presidente da Republica, o marechal Eurico Dutra, e do presidente da Fifa, Jules Rimet: desfile da tropa militar de elite dos Dragões da Independência, exibição da Banda de Fuzileiros Navais, discursos de autoridades, revoada de milhares de pombos. E a vitória do Brasil sobre o México por 4x0. O primeiro gol oficial no Maracanã foi o vascaíno Ademir.
Foto O Esporte Ilustrado

 






Os treinos iniciais tinham esses jogadores. Depois o time foi definido pelo tecnico Flavio Costa. Alguns foram cortados. Em pé: Barbosa. Mauro. Ipojucan. Danilo. Juvenal. Augusto e Noronha. Agachados: Mario Americo (massagista). Tesourinha. Zizinho. Ademir. Jair . Simão e Lima.




Este era um dos ataques que a seleção brasileira de 1950 usou nos treinos. Neste, estavam da esquerda para a direita, Friaça, Zizinho, Baltazar,Ademir e Chico. depois, Jair Rosa Pinto entrou no lugar de Baltazar, ficando Ademir de centro avante.









Brasil vence o Mexico na abertura da Copa de 50
museu dos esportes
No dia 24 de junho de 1950, diante de um excelente publico que se esforçou para chegar ao maracanã inacabado, foi inaugurada a Copa do Mundo de 1950. O Brasil entrou em campo com Barbosa. Augusto e Juvenal. Eli. Danilo e Bigode. Maneca. Ademir. Baltazar. Jair e Friaça. O México com um time desconhecido formou com Carbajal. Zetter e Montemayor. Ruiz. Uchoa e Roca. Septien. Casarin. Ortiz. Perez e Velasquez. A seleção brasileira se preparou longamente e, no dia da estréia, não conseguiu colocar sua equipe ideal. As ausências de Bauer. Zizinho e Chico foram sentidas ao longo dos noventa minutos. Mesmo assim, o Brasil venceu os mexicanos por 4x0. Ademir abriu a contagem depois de se aproveitar de uma bola rebatida pelo goleiro Carbajal quando o relógio marcava 32 minutos da primeira etapa. O segundo gol somente veio aos 20 minutos do segundo tempo através de Jair depois de receber um belo passe de Danilo. Aos 26 minutos, Baltazar de cabeça, depois de se aproveitar da cobrança de um escanteio por Maneca fez o terceiro gol brasileiro. Finalmente, aos 36 minutos veio o gol de Ademir que definiu o marcador em 4x0. .Apesar da goleada Flávio Costa não gostou do comportamento da equipe brasileira. Zizinho foi o jogador que fez mais falta ao time brasileiro.


Brasil 2 x 2 Suiça. Foi segundo jogo do selecionado brasileiro foi contra a Suiça no Pacaembu. Para esse jogo foi construido varios degraus a frente da concha acustica para aumentar o publico do estádio.

Para agradar os paulistas o tecnico Flavio Costa escalou alguns jogadores de São Paulo. Fora Bauer que era titular absoluto, entrou no time Noronha, Rui que como Bauer jogavam no São Paulo F. C. e Baltazar do Corinthians. Mas o maior crime do tecnico Flavio Costa foi não escalar o ponta direita Claudio do Corinthians, escalando em seu lugar o lateral esquerdo Alfredo do Vasco.






Este foi o time, que empatou com a Suiça no Pacaembu. De pé o massagista Jhonson. Depois Rui, Barbosa, Augusto, Noronha, Juvenal.Alfredo, Maneca, Baltazar, Ademir e Friaça e,

o segundo massagista, Mario Americo







O terceiro jogo foi contra a Iugoslavia. devido o mau resultado contra a Suiça, havia uma preocupação. Um mal resultado nessa partida, podia tirar o Brasil da disputa final. O brasil entrou

em campo e fez uma boa partida,vencendo por 2 x 0. Mas, os dirigentes Iugoslavos reclamaram bastante depois do jogo. Reclamaram da tabela. Considerada “benéfica demais para o Brasil”. Enquanto os brasileiros disputaram três jogos em oito dias, sendo dois no Rio e um em São Paulo, os Iugoslavos jogaram três partidas em sete dias em Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio.Segundo eles, isso significou muito tempo perdido em hotéis e aeroportos e pouco tempo para treinar. Classificaram para a parte decisiva do torneio, Brasil, Espanha, Suecia e Uruguai.


Escrito por mlopomo às 22h54
[] [envie esta mensagem
] []





O primeiro jogo do Brasil nas finais foi dia 9 de julho um Domingo, contra a Suécia, o Brasil com uma atuação de gala venceu por 7 x 1, com o centro avante Ademir fazendo a festa. Neste mesmo dia o Uruguai empatava com a Espanha de 2 x 2, com Obdulio Varela fazendo o gol de empate no final da partida. O penúltimo jogo do Brasil, foi contra a Espanha outra maravilhosa vitória do Brasil, que com muita facilidade ia marcando seus gols, um, dois, três, quatro. Ademir (2) e Chico (2) Ai a torcida começou a cantar marchinha de carnaval, touradas de Madri de autoria do compositor, Braguinha. FUI NUMA TOURADA EM MADRI, PARA RA TIM BUM,BUM,BUM. Quando a torcida terminou de cantar, Zizinho e Jair tinham marcado dois gols e jogo já estava 6 x 1 para o Brasil.
E no Pacaembu o Uruguai derrotava a Suécia por 3 x 2, sendo o outro finalista, mas precisando vencer o Brasil na partida final, dia 16 de Julho, para se sagrar campeão.
Ao Brasil bastava um empate que seria o bastante, para ser o campeão do mundo, pois tinha um ponto de vantagem, por vencer seus dois compromissos, e o Uruguai ter empatado a partida contra a Espanha. Veio a partida final contra o Uruguai.

 

Até a véspera do jogo final os brasileiros estavam concentrados bem longe de todo o burburinho. Numa chácara ou sitio. Já um dia antes da partida final. Os jogadores foram levados a um hotel no centro da cidade.
1950 era ano de eleição geral. Sendo assim os políticos foi fazer visitas, tirar fotos para a campanha política. Foi àquela festança até pela madrugada. O zagueiro Juvenal aproveitou a festança e pediu ao técnico Flavio costa para fazer uma visita a sua Mãe, pois estava com muita saudade. Autorizado, ele foi direto a uma boate e bebeu tudo o que podia. Bastante embriagado caiu ao chão e foi reconhecido por alguém que ligou aos dirigentes, que foram buscá-lo reintegrando a concentração. Já era de madrugada. Paulo Machado de Carvalho um dos membros da direção, chamou o auxiliar técnico Vicente Feola, para se recolher. No caminho dos quartos disse: Vicente: Perdemos a copa. Feola ficou espantado, mas como doutor?
Vicente veja que horas são. Com essa farra toda os jogadores amanhã estarão cansados e totalmente fora do jogo.
No Rio de Janeiro fazia um domingo bonito com bastante sol. Mas aqui em São Paulo o dia estava fechado, com garoa esparsa como diziam os meteorologistas, aquele Domingo, aqui em São Paulo, o dia amanhecia triste. Lá no Rio de Janeiro, logo cedo o capitão do time uruguaio, Obdulio Varela, foi a uma banca de jornal e viu um exemplar de A GAZETA ESPORTIVA que mostrava na primeira pagina, uma foto enorme dos jogadores brasileiros em fila indiana, com os dizeres. ESTES SÃO OS CAMPEÕES DO MUNDO. Obdulio comprou onze jornais e distribuiu um para cada jogador, dizendo: Vocês estão vendo, o jogo nem começou, e eles já são os campeões, e fez uma preleção. Nos estamos acostumados a jogar com o Brasil, no ano passado pela taça Roca, nos empatamos de 1 x 1, pouco depois ganhamos, em um outro jogo perdemos e assim por diante. Portanto o Brasil não è um bicho de sete cabeças, é só fazermos o jogo, que estamos acostumados e não se, importar com os torcedores que fatalmente vão lotar o estádio. Temos chance de sairmos com a vitória.
O jogo começou e era aquele jogo amarrado. Como todo confronto com o uruguai. O zero a zero insistia em ficar. O homem que mudava os números do placar estava assistindo o jogo sem ser perturbado. E assim foi para o intervalo.

 

Começa o segundo tempo e, logo aos dois minutos Friaça marca para o Brasil. Eu tinha onze anos e me lembro muito bem, do foguetório que ficou o bairro onde eu morava, o Itaim Bibi.
Meu pai já estava soltando todos os caramurus que tinha comprado. Foi quando minha mãe chamou a atenção dele.

 

– Ângelo deixa pra soltar fogos quando o jogo acabar.
- Que nada Orlinda. O empate já era nosso. Agora que já marcamos a gente não perde mais esse titulo.

 

Mas aos 15 minutos Squiafino empatava a partida. Mesmo assim o resultado nos favorecia.

 

 

 

 



Squiafino, empata o jogo começava o silencio no estádio, do maracanã, mas o empate ainda dava o titulo ao

 

Brasil

 





 

 

 


 

 

Eis que aos 37 minutos do segundo tempo Ghigia, invade pela ponta direita e na cara de Barbosa chuta, e desempata a partida. Naqueles oito minutos finais o Brasil foi todo pra cima do Uruguai, que resistiu.

 

Eu estava com o ouvido colado no radio, e ouvia Pedro Luiz da emissora dos esportes irradiar aos soluços os segundos finais. Só se recompondo quando o arbitro terminou a partida com ele reconhecendo e enaltecendo a vitória dos uruguaios. Dizendo que a votoria foi merecida.


Escrito por mlopomo às 22h53
[] [envie esta mensagem
] []





 



Zizinho.






Enquanto vivo esteve não consegui entender como o Brasil conseguiu perder a final da copa do mundo em 1950 para o Uruguai. Tinhamos muito mais time que eles, dizia.











Já, Obdulio Varella, capítão do selecionado uruguaio, achava que era mais um jogo como muitos outros entre os dois paises. Um ano antes o Uruguai tinha empatado um jogo e, ganho outro. Ambos se conheciam bem.O unico medo de Obdulio Varella, era o publico que na certa, ia lotar o maracanã. Só isso.











O centro medio Danilo, da seleção brasileira sai de campo chorando, sendo abraçado pelo radialista esportivo Jaime Moreira Filho, que mais tarde seria um dos radialistas eportivos da radio nacional de São Paulo, na equipe de Wilsom Brasil, junto a, Geraldo Tassinari, Edson frança e Helio Prioli.





Jogo Final - 16 de julho de 1950

Uruguai 2 x Brasil 1,

Gols de Friaça, Schiaffino e Gighia no segundo tempo.

Horário: 14 horas e 55 minutos
Arbitro:George Reader

Publico estimado: 200.000 mil torcedores.

Uruguai: Maspoli. Matias Gonzalez e Tejera. Gambeta. Obdulio Varella e Rodrigues Andrade.

Gighia. Julio Peres. Miguez. Schiaffino e Moran.

Brasil: Barbosa. Augusto e Juvenal. Bauer. Danilo e Bigode.

Friaça. Zizinho. Ademir. Jair e Chico.


A seleção do Uruguai Campeã do mundo em 1950



Essa foto foi tirada no pacaembu, no dia em que o Uruguai empatou com a Espamha por 2 x 2. Esse resultado e a goleada do Brasil sobre a Suecia pór 7x1, no mesmo dia dava ao Brasil, o direito de jogar pelo empate para ser campeão do mundo. Há, quem diga que o brasil entrou com a vitoria no papo.E foi surpeendido pelos Uruguaios que tinham somente um jogo pela frente. Não tinha nada a perder a não ser o jogo em si. Já tinham ido muito longe. Segundo a prporia imprensa uruguaia. No fim nem eles mesmo acreditavam no que tinha acontecido.

 

 



Barbosa o "culpado"

 


Uma multidão de pessoas saia do estádio sem dizer uma só palavra. O goleiro Barbosa acusado de falhar no gol da derrota, com uma sacolinha na mão, onde estava sua chuteira, tomava um ônibus e ao descer na rua em que morava, via uma enorme mesa contendo comida e bebida mas ninguém para saborear, apenas cachorros a lamber os beiços. Barbosa carregou essa culpa por muitos anos.

Nos ultimos anos de vida Morava em Santos, Tinha o carinho de todos aqueles que se lembravam daquele fatidico dia 16 de julho do ano Santo de 1950. Morreu magoado.

E lá em casa meu pai estava com a cara no chão, pensando naquilo que dona Orlinda tinha lhe dito na hora do gol do Brasil. Coisas do futebol.








A GRANDE ZEBRA DA COPA DE 1950
Uma zebra histórica. Os 12 mil torcedores que foram ao estádio Independência, em Belo Horizonte levaram algum tempo para acreditar que a poderosa Inglaterra tinha sido derrotada pelo futebol rudimentar dos Estados Unidos. Foi a maior zebra da história das Copas. A bola do jogo – Estados Unidos 1 x Inglaterra 0 – está em exposição permanente na sede da Federação Americana de Soccer, lembrando a maior glória do futebol dos Estados Unidos.



Esse é um dia que quem viveu aquela época, jamais esquece. Foi um dia em que ficou provado que futebol, não se ganha antecipadamente.


Escrito por mlopomo às 22h52
[] [envie esta mensagem
] []





JOGOS

Pan Americanos de 1963,

na cidade de São Paulo

 Em 1963  os paulistanos estavam na expectativa da  chegada  do dia em que seria iniciado o jogos Pan Americanos. Foram anos de trabalhos para que tudo fica-se em ordem  para o inicio tão aguardado.

As refeições  foram fornecidas por empresas do setor, entre as quais o Fasano, e a Cooperativa   Agricola de Cotia. Com isso se fez uma boa economia em dinheiro e ouve uma sobra de 30 milhões de cruzeiros, que foi entregue aos responsáveis pelo evento, conforme dito  recentemente pelo  tesoureiro  Dirceu Pires, numa entrevista a Milton Parrom, no programa Ciranda da Cidade, da  Radio  Bandeirantes. Pouco mais de 1600 atletas, ficaram alojados nos prédios do CRUSP, da USP,  Universidade de São Paulo, que estava sendo terminado, para as acomodações de estudantes oriundos do interior.

Até que chegou  o dia. E este dia foi 20 de Abril daquele 1963.

  • O fogo simbólico estava no museu  do monumento do Ipiranga, que partiu dali carregado por  vários atletas. A começar pela Avenida Dom Pedro I, Rua Independência, Largo do Cambuci, Avenida Lins de Vasconcelos, Basílio da Cunha, Rua Lacerda  Franco, novamente Lins de Vasconcelos, Rua Torneto Araújo, Largo da Guanabara, Avenida Bernardino de  Campos, Praça Osvaldo  Cruz, Avenida Paulista, Monumento dos Expedicionários, Rua Itápolis, Rua Buri, Rua Capivari e Praça Chalés Miller, adentrando estádio. Ai, ela foi foi levada  a, pista por  José  Teles da Conceição, atravez do portão dois.    
    >Os ingressos para esse Pan foi vendido a 28.500 cruzeiros aos estudantes secundários, 2.292,00 aos universitários,  4.860 aos esportistas.

Para  a seção de abertura  os ingressos foram  vendidos, á  300.000,00. O comitê organizador distribuiu, 750 credenciais, que o correr dos jogos atingiu o numero 900.

A abertura foi realizada no estádio do Pacaembu  com um publico por perto de 70 mil expectadores contando com quem estava nas cadeiras, arquibancadas, geral e nos degraus construídos em 1950, por ocasião da copa do mundo em frente a concha acústica. Também dentro do gramado e na pista de atletismo muita gente se postou nessa solenidade, fora os participantes da festa.

O inicio dos jogos se deu com o futebol que reuniu na rua comendador Souza, (campo do Nacional) entre ChileEstados Unidos. No Beisebol, Cuba ganhou dos Estados Unidos de 13 a 1.

A primeira medalha  de ouro para o Brasil veio do Judô, pelo peso médio Lofen Shiocawa.

O Box foi esporte que mais medalhas deu ao  Brasil, onde se destacou o moço do Bixiga, Rosemiro "Pelé" dos Santos. As lutas foram realizadas no ginásio do Pacaembu.

E  a  medalha de ouro no Hipismo  por  parte  de patrícia Caldwell.



Escrito por mlopomo às 22h42
[] [envie esta mensagem
] []







O bola  ao cesto iniciava a competição, com uma consagradora vitória sobre o Peru por 95 a 59, com pontos vindos de Amauri   Pasos (foto) (15) Wlamir Marques (22)  Ubiratã (2) Rosa branca (26) Edson (2) Scarpini (3) Menon (5) Sucar (4) Victor (6) Frits (2) Waldemar (4).

Wlamir Marques,(foto) um dos maiores cestobolistas brasileiros  foi o destaque da seleção brasileira de Basket, mas não conseguiu evitar a derrota final para os Norte Americanos, por uma diferença de 22 pontos. A medalha de prata ficou de bom tamanho dada a grande diferença entre seleções.

 No basket feminino a seleção brasileira ficou com a medalha de prata, perdendo na final para as norte americanas. Era uma seleção muito boa, que tinha Norminha, na foto arremessando a bola para a cesta das adversarias.


. Maria  Esther  Bueno, ganhou  uma das primeiras medalhas de ouro, vindo do tênis, vencendo a mexicana Yolanda Ramires, os  dois  sets. 6/3 6/3.  Estherzinha, que pertencia ao Clube de Regatas Tiete,  já tinha sido tri campeã de  simples  em Wimbledon. E posteriormente ganhou por quatro vezes em duplas, tambem em Wimbledon.

QUADRO  DE  MEDALHAS

 1- Estados Unidos -105 de ouro 53 de prata 36 de bronze    

2- Canadá............. -   10.........ouro    26     prata   26       bronze

3- Brasil....................14........ Ouro   21      prata      17    bronze

4-  Argentina..............8........ ouro   14  de  prata    18     bronze

5-  México...................2........ouro     8        prata      15   bronze


No ultimo  dia de competição o Brasil conseguiu 24 medalhas,  mostrando todo seu poderio 5  de ouro, 6 de prata, e 13 de bronze.

 

Os jogos Pan Americanos trouxeram  por  mais  de 15 dias  um colorido diferente em toda a cidade de São Paulo  cujo encerramento se deu no dia 5 de maio  também no estádio  do Pacaembu. Com o desfile de todos os paises participantes e o arriamento das bandeiras, Panamericana  e  Olímpica.  E  a  participação das bandas dos fusileiros navais, da força publica e da gloriosa guarda civil, a da banda  Marcial do Corpo de bombeiros. Depois  veio o hasteamento das bandeiras do Brasil e do  Canadá, paises que tinham  feito os jogos e, o,  próximo país, a patrocinar esses  jogos em 1967.  Já no  final da tarde não restava mais nada   a  competição  maravilhosa que encantou a todos.  Mas se via a tristeza dos atletas, a melancolia  do publico.  Foram dias  de fortes   emoções  para todos os brasileiros  que superaram todas as expectativas  em  termos  de  organização.



Escrito por mlopomo às 22h39
[] [envie esta mensagem
] []





PALESTRA / PALMEIRAS - 94 ANOS

Por: Mário Lopomo.

PALESTRA ITÁLIA, fundado em 26 de Agôsto de 1914.



















Luigi Cervo, Vicenzo Ragognetti, Luigi Emanuele Marzo e Ezequiel Simone, idealizaram a formação de um clube de futebol representativo da comunidade italiana e projetaram a criação do Palestra Itália. Os sucessos obtidos pelas apresentações dos clubes italianos Pro-Vercelli e Torino ao excursionarem a São Paulo, em 1913 e 1914, inspiraram e estimularam os idealizadores do Palestra. Mais que nunca, desejavam criar um clube de futebol que, em terras paulistas, congregasse a imensa colônia italiana. A partir desta idéia surgiu a seguinte carta no “Fanfulla”:
Pela formação de um quadro Italiano de Futebol em São Paulo.
São Paulo, 14 de agosto de 1914. Egrégio Sr. diretor do "Fanfulla":
Uma palavra apenas e para esta um cantinho no vosso jornal. Eis do que se trata: alguns conhecidos futebolistas italianos, mas associados à clubes brasileiros, encarregaram-me de escrever-vos acerca de um projeto pôr eles ideado, entre dois goles de café, fazendo-me então compreender que tal projeto o vosso jornal deverá se tornar o propugnador e o propagandista.
Nós temos em São Paulo - afirmam os referidos esportistas - o clube de futebol dos alemães, dos ingleses, dos portugueses, dos internacionais e mesmo dos católicos e dos protestantes, mas, um clube que seja exclusivamente de "sportmen" italianos, e sendo nossa colônia a maior do Estado, nada se tentou ainda realizar!
Futebolistas italianos que jogam bem encontram-se em São Paulo, porque, de comum acordo, não reunimos os referidos senhores, e assim como temos associações de remo, filodramáticas, mundanas, patrióticas, etc., etc., de estrutura italiana, poderemos também ter um clube de futebol exclusivamente de italianos". Ai fica a proposta dos futebolistas italianos; com vossa senhoria, diretor, o comentário.
Vicente Ragognetti.

Após à publicação desta carta, parece que se notou no seio da juventude da colônia, um imprevisto e maravilhoso despertar do entusiasmo pelo jogo do futebol, conseqüência da visita dos jogadores peninsulares no Brasil.
Cinco dias depois da publicação da referida carta, na mesma rubrica do mesmo jornal, em data de 19 de agosto, apareceu o seguinte comunicado:




PALESTRA ITÁLIA
Foi organizada uma diretoria provisória, para a formação de uma sociedade que será denominada Palestra Itália. A sociedade compreendera também a seção filodramática e dançante, uma seção esportiva objetivando a organização de um time puramente italiano para o jogo do "football".
Os aderentes, que. até ao momento se compõem de estudantes e empregados no comércio, reunir-se-ão hoje às 20 horas no Salão Alhambra, à rua Marechal Deodoro nº 2, com o fim de eleger a diretoria provisória e para a completa formação da sociedade. Este comunicado foi publicado sob os auspícios de funcionários da firma Matarazzo local, cujos elementos pertenciam ao elenco de sócios da sociedade Recreativa Bela Estrela, pertencentes ao partido da oposição. Desgostoso com a atitude da direção da "Bela Estrela", o grupo de empregados da Matarazzo pensou em retirar-se e formar uma sociedade dançante à parte com sua seção esportiva.
Sendo todos italianos ou filhos, de italianos; por proposta do Sr. Luigi Cervo, que chefiava, o grupo em questão, foi decidido denominar-se a sociedade que se pretendia fundar "Palestra Itália": Na noite de 19 de agosto de 1914; no salão Alhambra compareceram 37 pessoas de origem italiana ou de descendência italiana.

Luigi Cervo. O grande idealizador da Societá Sportiva Palestra Itália atual Sociedade Esportiva Palmeiras, jovem, com menos de 18 anos, sonhador, esportista, praticava futebol no S. C. Internacional da Capital e no Clube Espéria. Funcionário das indústrias Matarazzo, teve total apoio de seus patrões para fundar um clube para Colônia Italiana. Após expor suas idéias teve adesão de muitos colegas. Soube controlar, como poucos, as conturbadas reuniões que sucederam a fundação do Clube. Foi Secretário na primeira diretoria do Palestra Itália. Franzino na estatura mas um gigante na alma.

Vicenzo Ragognetti. Com 13 anos, estudante do Mackenzie, amante do jornalismo e boêmio. Ragognetti foi o responsável por escrever a carta ao Jornal Fanfulla conclamando a colônia italiana para formação de um clube de futebol intitulado Palestra Itália. De forte personalidade, defendia suas opiniões veementemente em calorosos debates. Era parceiro de Luigi Cervo.

Ezequiel Siomone. Admirador do futebol encantou-se com a visita dos times italianos ao Brasil em 1914. Homem maduro, apoiou de forma plena a Luigi Cervo na criação do Palestra Itália. Por sua experiência foi nomeado Presidente do Palestra Itália. Devido ao seu relacionamento conturbado com alguns integrantes da diretoria afastou-se do cargo, mas não do clube; esteve presente quando necessário.

Luigi Emmanuele Marzo. Circunspeto e intelectual. O mentor de grandes idéias, organizou as primeiras diretrizes do Palestra Itália. redigiu o primeiro estatuto, foi vice-presidente na primeira diretoria.

Taça Savoia. a primeira taça ganha pelo PalestraVotorantim, 24 de janeiro de 1915
Palestra Itália 2 x 0 Savóia
1 - Bianco - Primeiro gol da história, cobrando falta.2 - Alegretti - Cobrando pênalti.
Savoia: Culbert. Ferreira e Silveira. Gibi. Zecchi e Fredrich. Imparato I. Cardoso. Ferreira II. Imparato II e Pinho.
Palestra: Silitiano. Bonato e Fúlvio. Police. Bianco e Vale. Cavinato. Fiaschi. Alegretti. Amílcar e Ferré.
Estádio: Castelões, Sorocaba - São Paulo
Árbitro: Sylvio Lagrecca .......................................................

Bianco Spartaco Gambini;
autor do primeiro gol do Palestra Itália*
Imagem do Primeiro jogo, estádio Castelões
cidade Sorocaba.







Imagem do primeiro jogo, do Palestra, no estaddio castelões, em Sorocaba - SP.

 
 
Goleiros que jogaram no palestra Italia, de todos o, unico que seguiu jogando pelo Palmeiras,
foi Oberdan Catani, que terminou sua carreira em 1954, indo jogar no C. A. Juventus.

 

























 
 
 
 
 
 


Escrito por mlopomo às 22h07
[] [envie esta mensagem
] []





Primeiro Título Campo da Floresta, 19 de dezembro de 1920 Campeonato Paulista -
Jogo extra.
Palestra 2 x 1 Paulistano

























Sede
.Aqui, neste edifício de esquina da Rua São Bento com a Praça Antonio Prado, o Palestra Itália tinha sua sede em 1920. Depois de adquirido o Parque Antártica, o clube já não podia prescindir também de instalações sociais condizentes com o seu progresso sempre crescente.

O escudo palestrino estava permanen-temente exposto no balcão do sobrado, no ângulo entre a rua e a praça. Nos dias de festas e nos dias de jogos, a bandeira palestrina era hasteada no mastro da grande janela central.

Neste local o Palestra Itália festejou, ruidosamente, a conquista do seu primeiro título de campeão, em 1920. Fonte: Periquito 70

 
O Velho Parque Antártica, Hoje Estádio Palestra Itália, Foi Sempre a Casa do Palmeiras. E Sempre Será.
Propriedade da Companhia Antártica Paulista, local de reunião dos paulistanos para piqueniques em fim de semana. No Parque Antártica havia campo de futebol que era cedido ao Germânia. Com a guerra, a situação ficou difícil e o Germânia foi obrigado a passar o campo para o América F. C., um clube que então se formava.
O América não podia arcar com as despesas de aluguel sozinho; o Palestra, que já levava grande público a seus jogos, interessou-se pelo local. E, em 1917, foi feito o contrato de aluguel, 500 mil reis por mês. Foi assim que o Palestra Itália se instalou no tradicional local e o América F. C. não demorou a desaparecer. O contrato, então, passou a ser direto entre o Palestra e a Antártica.
A gente Palestrina sonhava em adquirir o local. Os entendimentos para compra demoraram três anos para serem concluídos. Em 1920, precisamente no dia 27 de abril, o presidente Menotti Falchi assinava a escritura de compra do terreno por 500 contos de réis; sendo 250 contos no ato da compra e 250 contos em duas parcelas anuais. A escritura foi lavrada no Tabelião Veiga e o Palestra Itália ganhou casa própria.


















Jurandyr, foi o idolo de Oberdan, FOTO A DIREITA.




















Na foto o terceiro da esquerda para a direita, é Oberdan, o sexto é Brandão,(Osvaldo Brandão) que por 3 vezes foi tecnico do Palmeiras. Campeão paulista, em 1942 como jogador, e como tecnico, em 1947, 1959, 1974.












 
 


 
MINISTRINHO
Nome completo: Pedro Sernagiotto (* 17/11/1909 / + 1965)Local de nascimento: São Paulo-SP Estréia no Palestra Itália: 13/11/1927 - Palestra Itália 6 x 2 Americano-RJ (amistoso) Despedida do clube: 14/10/1943 - Palmeiras 4 x 3 Vasco da Gama (amistoso)Jogos: 117Gols: 44Desempenho: 68 vitórias - 30 empates - 19 derrotasTítulos pelo Palestra Itália/Palmeiras: Campeonato Paulista de 1927, 1934, 1936 e 1942, Torneio Início de 1927 e 1942, e Taça de Campeões Rio-São Paulo de 1934.Histórico: Ministrinho começou a jogar no Palestra Itália em 1927 aos 18 anos de idade.Ele era magro, mas, por ser muito habilidoso e rápido, causava um verdadeiro terremoto nas defesas adversárias.Pela semelhança com o craque Ministro, ganhou o apelido de Ministrinho, dado pelo diretor Ítalo Bossetti.Em 1929, Ministrinho ganhou a votação, promovida por um jornal de São Paulo de jogador mais popular da cidade.Em 1931, foi vendido para o Juventus de Turim, onde foi bicampeão italiano em 1933 e 1934. Retornou ao Palestra Itália neste mesmo ano a tempo de ganhar o Campeonato Paulista. Saiu novamente do clube e retornou em 1942 para encerrar a carreira.Outros Clubes: Portuguesa, Juventus de Turim (Itália) e São Paulo.

Ministrinho, segundo meu pai, o melhor ponta direita que viu jogar. Atuou pelo Palestra nos anos 1930.

04/05/1930 - PALESTRA ITÁLIA-SP 1 x 0 CORINTHIANS-SP - CAMPEONATO PAULISTA -Estádio Palestra Itália - Parque Antártica - São Paulo / SP - Brasil Árbitro: Francisco Sant’Anna Palestra Itália (São Paulo/SP): Nascimento, Loschiavo, Nigro, Pepe, Goliardo, Serafini, Ministrinho, Carrone, Heitor, Lara, Osses - Técnico: Humberto Cabelli.
Corinthians (São Paulo/SP): Tuffy, Grane, Del Debbio, Nerino, Guimaraes, Munhoz, Filó, Apparício, Gambinha, Ratto, De Maria - Técnico: Virgílio Montarini Gol: Heitor (Palestra Itália), primeiro tempo.
A linha media (pepe, Goliardo e Serafini) eram apelidados de Sissi,Guarana e gasoza, três refrigerantes da época. Gasoza era a Soda Limonada da Antartica. Sissi, foi fabricado novamente nos anos 1960, como Sissi Jovem Guarda.



Palestra 8 x0 Corinthians, 5 de Novembro de 1933, no Parque Antartica. Romeu Pelicciari marcou 4 gols, Imparato (3) e Gabardo.


O Palestra jogou com Nascimento, Carnera e Junqueira. Tunga, Dula e Tufy: Avelino, Romeu Pellicciari, Gabardo, Lara e Imparato.

Romeu Pellicciari, foi um dos grandes astros do Palestra. Convocado para a selação brasileira na copa do mundo de 1938, junto com Leonidas da Silva, foi destaque na copa da França. Foi tambem dono de Cantinas, que levava seu nome. Uma delas era na Rua Firmino Ladeira (hoje Santa Justina) Vila Olimpia.


Escrito por mlopomo às 22h03
[] [envie esta mensagem
] []





 
 
 
Ao lado o ingresso que era vendido. Veja que a sede e o estádio (escrevia Stadium) era na Avenida Agua Branca, hoje denominada de Avenida Francisco Matarazzo. Em homenagem ao industrial e grande Palestrino, conde que faleceu na decada dos anos 1930.

 











Coube a, Palestra Itália o primeiro jogo na inauguração do estádio do Pacaembu em 27 de abril de 1940. O Palestra Itália jogou contra o Coritiba do estado do Paraná. O resultado do jogo foi 6 x 2, para o Palestra Itália, mas quem marcou o primeiro gol no Pacaembu, foi Zequinha um jogador do Coritiba.
Quando eclodiu II Guerra Mundial, aliada ao Japão e a Alemanha, a Itália se tornou inimiga do Brasil que apoiava as Forças Aliadas. No caso do Palestra Itália e de outras agremiações esportivas a solução seria a mudança de nome. Aos que não adotassem, a ameaça do governo Getúlio Vargas seria de tomar-lhes o patrimônio.Inicialmente a direção palestrina tentou "substituir" a palavra Itália por São Paulo, passando-se a chamar Palestra de São Paulo. Não deu certo e tivemos que mudar de nome novamente. O São Paulo Futebol Clube, então uma equipe simples, sem estádio, sonhava com o fim do Palestra para adquirir todo seu patrimônio. Na noite de 14 de setembro de 1942, quando o diretor de esportes da cidade de São Paulo, por telefone, em nome de "entidades superiores", exigiu uma vez mais a mudança de nome. A situação não poderia perdurar por mais tempo. O Palestra de São Paulo, invicto até o momento, precisava de paz para ser dono de mais um título. E Mário Minervino encontrou a solução: a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Itália passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras, inspirado na extinta A. A. das Palmeiras; e retirou-se o vermelho do uniforme. Por coincidência a primeira partida da Sociedade Esportiva Palmeiras seria a disputa do título Paulista com o São Paulo. Inconformado com a impossibilidade de ficar com tudo o que pertencia ao Palmeiras, a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida. Diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigo da Pátria.



Escrito por mariolopomo às 16h30
[
(2) Vários Comentários] [envie esta mensagem] []



>

Primeiro jogo com o nome Palmeiras.
Decisão do campeonato paulista de 1942.
Morria o Palestra Itália. Nascia um campeão.


Foi quando entrou em nossa história Adalberto Mendes, militar sergipano apaixonado pelo nosso clube. Foi idéia dele que os jogadores entrarem em campo com a bandeira do Brasil. Quando entramos em campo o estádio por uns instantes se calou, mas em seguida aplaudiu efusivamente nossos atletas com o Coronel Adalberto Mendes à frente.O jogo foi fácil, 3 a 1 e tivemos a satisfação de ver São Paulo deixar o gramado antes do fim da partida; impedindo a cobrança de pênalti e uma goleada maior. Naquela tarde de 20 de setembro de 1942 entrou para a história a famosa frase...




"O Palestra Itália Morreu Líder e o,






Palmeiras Nasceu Campeão"









Na foto da esquerda, o Palmeiras, campeão do ano de 1942. Da esquerda para a direita, Del Debio (tecnico) Zezé procopio, Og Moreira, Junqueira, Oberdan, Clodo, Belliomimini, Del Nero, Claudi Cardoso(preparador fisico) Odilio Adrini,(diretor) agachados: Claudio, Waldemar Fiume, Viladonica, Lima e Echevarrieta.


Escrito por mlopomo às 22h02
[] [envie esta mensagem
] []





Tup. (torcida uniformizada do Palmeiras), existe desde 1943,










Caso do nome Palestra Itália
Com a devida vênia, abaixo transcrevemos o Oficio que o Palestra Itália dirigiu em 20 de maio último ao exmo Sr. Dr. Carneiro da Fonte, dd. Chefe de Polícia do Estado, acerca da resolução tomada por S. S. quanto ao caso da denominação da Sociedade Esportiva Palestra Itália.
Eis o interessante documento, na integra:
"Com referência ao Oficio de 24 de abril p.p, no tocante as modificações dos estatutos sociais da S. E. Palestra Itália, sugeridas por essa D. Chefatura, de acordo com a lei em vigor, permitimo-nos algumas considerações sobre as quais chamamos a benévola atenção de v.s.
Como bons brasileiros compreendemos e acatamos ardorosamente o espírito do Estado Novo, cujas leis estão transformando a fisionomia da Nação em todos os setores da vida moral, material e patriótica. A obra gigantesca iniciada pelo insigne estadista que governa o Brasil, o presidente Getulio Vargas, e pelos seus valorosos colaboradores, não podia esquecer os núcleos esportivos, onde se reúne a parte juvenil da comunhão nacional para infundir-lhe um sopro de brasilidade.
Embora no início, essa obra gigantesca que quer um Brasil brasileiro, começa a dar resultados primorosos. Do nosso canto seguimo-la com as nossas esperanças e engrandecemo-la com a nossa colaboração entusiasta de moços que vêm os destinos do Brasil iluminados por nova luz. Consideramo-nos partículas, embora modestas, mas tenazes e convictos, dessa cruzada grandiosa que está, escrevendo páginas inflamadas na história da renovação nacional, e aplaudimos, pois, sem reservas, todos os atos que têm por objetivo a consolidação do nosso sentimento nacionalista.
Esse espírito de brasilidade fez sentir a necessidade de novas leis, cuja aplicação, entretanto, no caso do Palestra Itália, merece particular analise por uma série de considerações de ordem estritamente psicológica. Falamos como diretores dessa sociedade, mas a plena consciência de nossos deveres de cidadãos brasileiros.
O Palestra Itália, teve origem nitidamente colonial, ou melhor, brotou no seio da coletividade italiana radicada em nosso território. Sua historia é idêntica a das entidades congêneres fundadas por outras coletividades, como o São Paulo Athletic, Germânia, Portuguesa, Vasco da Gama, Sírio, Espanha, Wanderers, American, Anglo, etc. Surgiu em 1914 e prosperou rapidamente, atingindo proporções vastíssimas como número de sócios, patrimônio e atividades esportivas. O apoio da colônia italiana foi-lhe salutar. Como as outras sociedades igualmente estrangeiras-colônias, desempenhou papel saliente na vida esportiva e social, base fundamental da nossa expansão econômica, em que se operou a localização das grandes correntes imigratórias.
A política de Campos Salles com relação a instrução em massa do elemento italiano em nosso Estado, devia forçosamente criar uma série de problemas complexos de ordem étnica social e material, com estranhas características. A canalização das correntes de trabalhadores agrícolas para os núcleos e as cidades em formação do interior do Estado e para os bairros da Capital, modificaram de forma sensível o panorama da sociedade paulista, dando-lhe aspetos interessantes e originais.
Ao lado das sociedades esportivas floresceram as de beneficência, culturais, recreativas, religiosas, maçônicas e até de classe. Os grandes movimentos paredistas registrados nos primeiros lustres do século corrente, foram, em boa parte, resultado desse espírito associativo que devia, mais tarde, ter repercussão profundas no surto da economia industrial do País. O mesmo se diga com relação aos outros setores. A cidade cresceu a vista d'olhos sob o impulso de um progresso vertiginoso. Assim, nas várias zonas do Estado. Entre 1896 e 1910, desembarcaram no porto de Santos, cerca de um milhão e meio de imigrantes, representando os de procedência italiana, 70 por cento. O que foi essa colaboração no caldeamento da raça brasileira, pelos seus cruzamentos de sangue, pela fusão dos interesses e pelo incremento geral é notório. Melhor que o nosso apressado comentário falam as páginas dos sociólogos e economistas.
O Palestra Itália, é um produto legítimo desse ambiente e dessa fase. Amparado pela colônia italiana desenvolveu-se prodigiosamente. Com ele e por ele o esporte nacional iniciou um capítulo novo, abrindo as portas de seus "grounds" às grandes massas populares. O futebol, até então não passara de um esporte da "elite" e de colegiais com afluências selecionadas mas diminutas.
O Palestra Itália realizou o milagre das multidões espetaculares, provocou ciúmes e rivalidades benéficas, ampliou o número dos clubes e, conseqüentemente, dos esportistas e dos torcedores. Coelho Netto, numa conferência memorável, batizou-o "O Motor do Esporte Brasileiro”.
Fundado por italianos, dirigido por italianos, seus quadro sociais só aceitavam italianos, nos primeiros anos. Seus estatutos e suas atas eram redigidos na língua de Dante. Era o clube da Colônia Italiana, assim como o Vasco era dos portugueses do Rio; a Portuguesa, dos lusos de São Paulo; o Germânia, dos alemães; o Sírio dos sírios, assim por diante. Nenhuma sombra de preconceitos nacionalistas perturbava o tranqüilo andamento do clube. Falar italiano, nas reuniões e redigir as atas em italiano, era, para os palestrinos da primeira fase, simples e natural. Os ingleses, os alemães ou os sírios, faziam outro tanto. Neste tempo, a Municipalidade paulista publicava em duas línguas, os seus editais, e os governos estaduais mandavam traduzir para o italiano e publicar em jornais italianos, suas mensagens.
Com os anos, essas características foram se enfraquecendo. A falange dos fundadores envelhecia ou morria. Vieram os filhos, e com eles, o uso da língua portuguesa tornou-se uma necessidade. Muito antes da regulamentação oficial, o Palestra Itália foi agitado por diversas crises de transformação, que se processaram por etapas, gradualmente, obedecendo ao impulso lógico do fenômeno de assimilação. Os Estatutos passaram a ser redigidos em português e as restrições quase totalmente eliminadas . "Abrasilerou-se" sem imposições, seguindo a evolução natural das coisas, que lhe impunham uma personalidade brasileira. Campeão Paulista de 1920, representou São Paulo nas competições interestaduais. Elemento de incontestável preponderância, liderou as atividades esportivas locais, fornecendo seus homens aos quadros paulistas e brasileiros, para os jogos internacionais. Duas vezes em excursão oficial ao estrangeiro, viajou como clube brasileiro e representou o Brasil à sombra da bandeira auriverde. Sua origem italiana colonial não constituiu positivamente, um entrave para suas atividades nacionais esportivos, pois desde a fundação, embora dirigido por cidadãos italianos, nunca representou a Itália nem a Colônia como expressão nacional, mas sempre, o Brasil e São Paulo, como parte integral da família esportiva brasileira.
A origem italiana colonial do Palestra é, hoje, uma recordação histórica. Não eram portugueses natos, algumas entre as mais eminentes figuras das Bandeiras? E que importância pode ter a origem se a prática dos fatos, dos fatos palpáveis e das realizações concretas, e nitidamente brasileira como função e finalidade? São imprescindíveis, pois, diante do que o Palestra Itália representou e representa como realização na família esportiva brasileira, as modificações dos Estatutos sugeridas por essa D.D. Chefiatura? A palavra Itália que e parte da nossa denominação gentílica é uma expressão puramente sentimental desprovida de qualquer significação ou sentido político; uma forma platônica que representa uma tradição e uma homenagem perene ao esforço dos pioneiros que fundaram o clube. A palavra Itália não foi posta por despeito ao lado da palavra Palestra, mas por uma delicada lembrança ao país natal dos fundadores do clube. Assim como acontece com o batismo dos diversos Estados e cidades da América do Norte e de cidades brasileiras, mexicanas e argentinas e de muitas ruas e praças de metrópoles desses mesmos países.
Suprimir essa palavra significaria magoar imerecidamente os velhos italianos que fundaram o clube, que estão, radicadas entre nós, há dezenas de anos, perfeitamente integrados no nosso ambiente e no nosso espírito; é praticar uma descortesia chocante para com um país amigo que na expansão do maior ciclo econômico da nossa história colaborou generosamente conosco, dando à. família brasileira, para se tornarem pais de bons brasileiros, um milhão de seus filhos.
O mesmo diga-se - senhor Chefe de Policia - com referencia ao uso das cores dos uniformes dos jogadores e dos escudos, pois nenhuma analogia política possuem com as respectivas da bandeira Italiana, devido à distribuição absolutamente oposta. Em matéria de cores, como expressão de nacionalidade, a ordem da distribuição e fundamental. Veja-se as cores do Fluminense; branco, verde e vermelho; as das bandeiras nacionais do México e da Hungria; branco,verde e vermelho; e as das bandeirinhas que a Prefeitura do Distrito Federal desfralda nos Postos de Socorro, na Praia de Copacabana; verde, branco e vermelho. Nenhuma ligação vemos em tudo isso com as cores da bandeira italiana no sentido político.
Refere-se, ainda, o ofício de Vossa Excelência aos postulados italianos que norteavam a nossa sociedade; aos privilégios de nacionalidade contidos em nossos Estatutos e as ligações com entidades estrangeiras residentes no estrangeiro.
A rigor, o Palestra Itália nunca manteve ligações de qualquer espécie com entidades estrangeiras ou residentes no estrangeiro, pois sempre esteve sob o controle e das disciplinas das hierarquias esportivas nacionais, das quais depende e a cuja orientação obedece. Os postulados que nortearam a primeira fase da sua existência deixaram de existir com a transformação radical dos seus estatutos atuais no espírito e na letra. Ao mesmo tempo esforça-se na medida do possível para um intercambio espiritual entre italianos e brasileiros na, certeza de realizar obra sã e patriótica, acompanhando nesse terreno o que vem sendo realizado pelas entidades culturais, cientificas e artísticas italianas e brasileiras e pelos órgãos diplomáticos dos dois países.
No que concerne o conteúdo do artigo 68 e mister acrescentar que o mesmo se enquadra nitidamente no espírito da sugestão aconselhada pois, em caso de dissolução do clube o patrimônio é destinado ao Hospital Umberto I, gloriosa e benéfica instituição de caridade que vem prestando imenso beneficio a toda a população paulista, sem distinção de nacionalidade, fundada, como o Palestra Itália, por um grupo de cidadãos italianos. O Hospital Umberto I - em virtude das novas leis em vigor - acaba de ser nacionalizado, ingressando, portanto, no rol das sociedades brasileiras.
Pedindo a Vossa Excelência, em nome dos velhos cidadãos italianos ligados ao clube pelos sentimentos inquebrantáveis da alma e da tradição, a permissão de manter o nome Itália na nossa denominação, não praticamos, cremos, ato de diminuição do nosso espírito de brasilidade: Dirigimos este pedido afim de que seja reconsiderado o oficio de 24 de Abril p.p., em nome dos nossos dez mil associados, à consciência jurídica de Vossa Excelência, na certeza de que mais uma vez, o espírito acolhedor da nossa classe dirigente está a altura de suas gloriosas tradições. (*) Sociedade Esportiva Palestra Itália









 

 

 

Daqui em diante, você vai ver a, Sociedade Esportiva Palmeiras.


Escrito por mlopomo às 22h00
[] [envie esta mensagem
] []





S.E. PALMEIRAS ANOS 1940-50

12 de Janeiro de 1947
Palmeiras 2 x 2 Boca Juniors.
Foi o Palmeiras o grande espetaculo do prelio - despedida do Boca Juniors.
Numa rapida excursão do campeão argentino, Boca Juniors, jogando contra Corinthians, São Paulo e Palmeiras, coube ao time de parque antartica o grande espetaculo, no empate de 2 x 2.
















Jogadores do Palmeiras e do Boca Juniors, entram em campo, na tarde de 12 de janeiro de 1947.




Oberdan, um dos maiores goleiros do Palmeiras, em dois lances agudos da partida.
























Dois zagueiros argentinos bateram cabeça. Os dois sairam machucados.




Foi um jogo onde a disciplina foi boa, mas um jogo entre um clube brasileiro e argentino, sempre tem uma rapida confusão. Neno deu um toco no goleiro Vacca que estava pegando tudo. Ai houve pequena confusão. Canhotinho afasta Vacca, e um palmeirense que não da para saber por falta de numero na camisa, afasta Neno



Lance do jogo, onde aparece Og Moreira, atraz de um jogador do Boca. Preste atenção que não tem numeros nas camisas ainda naquele ano de 1947.














Canhotinho marca o segundo gol do Palmeiras, na foto abaixo, sua alegria e, os abraços dos companheiros


Escrito por mlopomo às 21h58
[] [envie esta mensagem
] []







Eduardo Lima (Lima) , o garoto de ouro do parque antartica. na foto acima com seu tradicional gorrinho. Em baixo a esquerda no desenho de Alcides Torres, e outra foto no estádio de parque antartica.
























Lula, o canhão do parque antartica, seu chute forte, era uma preocupação dos adversarios


















Junqueira, beque central, era o chamado beque de espera. Um dos grandes nomes do tempo de Palestra, que formou com Oberdan e Caieira por muito tempo o trio final, como era chamado o, goleiro e os dois beques.



Vacca o grande goleiro argentino do Boca Juniors, no desenho de Alcides Torres, de A gazeta Esportiva.






Vacca foi o responsavel pelo empate de 2x2, do jogo ocorrido em 12 de janeiro de 1947, amistoso internacional.























No vestiário do Pacaembu, após o jogo final do campeonato paulista de 1950, realizado em 28 de janeiro de 1951, Jair esfuziante, enquanto Oberdan e Turcão emocionados nada falam. Turcão tinha motivos para estar emocionado, pois estava sob suspeita de estar na gaveta, devido a um telefonema de seu irmão pedindo dinheiro para a festa de seu casamento que seria realizado apos o jogo. A telefonista do parque antártica que ouviu pela linha foi dizer a diretoria que Turcão, estava negociando com o São Paulo uma quantia para amolecer o jogo. A par do afastamento por parte do técnico Cambon, ele foi a diretoria e disse o que estava acontecendo. Foi reintegrado a concentração e jogou. (Depoimento de Turcão, numa entrevista que me concedeu para meu blog – http://mariolopomo.zip.net/)


Ventura Cambon, era o chamado tecnico tapa buraco. Em 1950, ja em com o segundo turno indo para o final o, tecnico Jim Lopes vendo o time se distaciar do São Paulo, deu uma declaração a imprensa dizendo: Saio, para o Palmeiras ser campeão. Ventura Cambon assumiu mais uma ves o time e as vitorias voltaram
enquanto o São Paulo ia caindo. No jogo final o Palmeiras tinha um ponto de vantagem, que lhe deu o titulo pelo empate de 1 x 1. gol de Aquiles.



Jair Rosa Pinto, seu primeiro treino no palmeiras 1949. Uma multidão estava no parque antartica para ver sua apresentação. Era outro que apesar de ter canelas finas tinha um chute potente. A Gazeta Esportiva, oferecia 30 mil cruzeiros para o goleiro que conseguisse segurar seu chute. Caxambu da Portuguesa, era uma de suas vitimas. Cabeção do Corinthians era outro. No jogo final do torneio RioSão Paulo, de 1951, Jair marcou o terceiro gol de falta. Com a potencia dochute a bola passou em cima dele. Andaram dizendo que a noite cabeção era "cego"

Oberdan Catani. Era caminhoneiro, em suas viagens a Sao Paulo para levar frutas ao mercado municipal, estacionava seu caminhão na avenida Agua Branca (Av. Francisco Matarazzo) para assistir seu idolo Jurandir goleiro do Palestra Italia, no ano de 1940. Jogava no São Bento de Sorocaba, veio para o então Palestra Italia e tornou-se titular tendo em sua reserva o idolo Jurandir. Foi tambem titular das seleções Paulista e Brasileira, em varias oportunidades.
(Depoimento a Milton Parrom, no programa memoria, radio bandeirantes.


Escrito por mlopomo às 21h56
[] [envie esta mensagem
] []





 

São Paulo F.C. e Sua Historia.

















HINO
Salve o tricolor paulista / Amado clube brasileiro / Tu és forte, tu és grande / Dentre os grandes és o primeiro / Coro: Oh tricolor Clube bem amado / As tuas glórias / Vêm do passado / São teus guias brasileiros / Que te amam ternamente / De São Paulo tens o nome / Que ostentas dignamente /Coro: Oh tricolor...
São Paulo clube querido / Tu tens o nosso amor / Teu nome e tuas glórias / Têm honra e resplendor / Coro: Oh tricolor... Tuas cores gloriosas / Despertam amor febril / Pela terra Bandeirante:Honra e Glória do Brasil / Coro: Oh tricolor...

Autor: Tenente Porphirio da Paz

HISTÓRIA
As origens tricolores (1900-1935)
O Tricolor do Morumbi, como conhecemos hoje, nasceu em 1935, mas a paixão de um grupo de paulistanos pelo esporte vem de antes. Mais precisamente do último ano do século XIX, em 1900, quando foi fundado o Clube Atlético Paulistano.O Paulistano era o "bicho-papão" do início do século. Jogar contra o time de Friedenreich era um orgulho, e o time ia freqüentemente ao interior atendendo a convites.Também foi a primeira equipe a fazer uma excursão à Europa, em 1925.Contudo, o clube não aceitava que seus jogadores se profissionalizassem, e resolveu acabar com o departamento de futebol para não abandonar a Liga amadora à qual pertencia.E o que fazer com a paixão dos sócios aficionados por futebol?O mesmo problema tinha acabado com o futebol da Associação Atlética das Palmeiras (clube alvinegro que só tem o mesmo nome dos rivais do tricolor). E em 1930, nasceu o São Paulo da Floresta, com jogadores e as cores vermelha e branca vindos do Paulistano (cracaços como Araken, Friedenreich e Waldemar de Brito), e com o branco e o negro cedido pelo A.A.Palmeiras. Da união, também veio o nome: São Paulo da Floresta.O primeiro presidente do São Paulo da Floresta foi eleito pelos sócios: o dr. Edgard de Souza.No mesmo ano, um vice-campeonato já dava sinais da glória destinada ao clube.E na temporada seguinte, chegaria o primeiro troféu, com Nestor (Joãozinho); Clodô e Barthô; Milton, Bino e Sasse; Luizinho, Siriri (Armandinho), Fried, Araken e Junqueirinha, e Rubens Salles de técnico. E em 1933, o São Paulo da Floresta bateria o Santos por 5 x 1 na primeira partida de futebol profissional do Brasil.Só que devido a uma pendência financeira pela compra de uma sede na rua Conselheiro Crispiniano - um palacete chamado de Trocadero - o São Paulo da Floresta se complicou com dívidas e viu-se obrigado a procurar uma fusão com o Tietê, que determinou que não se usassem cores, uniformes e vários outros símbolos do São Paulo da Floresta.E no dia da extinção oficial do clube - 14 de maio de 1935 - o amor de alguns sócios pela entidade manteve-a viva criando o nosso São Paulo de hoje. Em 4 de junho daquele ano, nascia o Clube Atlético São Paulo, que em 16 de dezembro, passaria a ser o São Paulo Futebol Clube.Manoel do Carmo Meca foi o primeiro presidente e os outros fundadores do Mais Querido foram: Cid Mattos Viana, Francisco Pereira Carneiro, Eólo Campos, Manoel Arruda Nascimento, Izidoro Narvais Caro, Francisco Ribeiro Carril, Porphírio da Paz, Eduardo Oliveira Pirajá, Frederico A G. Menzen, Francisco Bastos, Sebastião Gouvêa, Dorival Gomes dos Santos, Deocleciano Dantas de Freitas e Carlos A. Azevedo Salles Jr.
FINALMENTE, O SÃO PAULO FC (1935-1940)
Todas as dificuldades não conseguiam acabar com o São Paulo, mas o renascimento de 1935 foi mais difícil.Os grandes craques tinham saído e o primeiro time foi formado com atletas vindos de outras cidades, como King e Segoa. Logo na partida que marcaria a primeira entrada em campo do clbe, mais dificuldades.Uma festa oficial (era aniversário da capital) proibia manifestações públicas, mas Porphyrio da Paz - responsável pelo hino do São Paulo - foi à luta e conseguiu uma autorização do secretário Cantídio Campos, para que o time pudesse enfrentar a Portuguesa Santista.E como o hino de Porphyrio já dizia, "Tu és forte, tu és grande".Para atender a vocação vencedora do time, uma nova fusão trouxe para o Tricolor os jogadores de uma outra dissidência do Paulistano - o Estudante Paulista.E com um time à altura, só não venceu seu primeiro título paulista, em 1938, porque o juiz deu um gol de mão do atacante Carlito, e o Corinthians chegou ao empate e ao título. Mesmo assim, o clube só crescia, não apenas melhorando o futebol, mas também estimulando a prática esportiva em esportes variados.Eram os alicerces de um futuro vencedor.A década de 1940 foi particularmente brilhante para o Tricolor. A pouca idade da associação não era suficiente para saciar a fome de glórias. E em 1942, chega do Rio de Janeiro um craque consagrado - Leônidas da Silva, o "Diamante Negro", e um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos. Já bastava, mas não parou por aí.O Tricolor passou a ser um show de estrelas, com as chegadas de gigantes como Sastre, Bauer, Noronha, Rui, Teixeirinha, Luizinho e Zezé Procópio.Os adversários tentaram, mas naquela década, já não tinha para mais ninguém. Foram cinco títulos em dez anos, com direito a dois bicampeonatos: 1943 (numa deliciosa conquista que interrompeu a dobradinha Palestra Itália-Corinthians), 1945, 1946, 1948 e 1949.Em 1945, a taça chegou com uma única derrota e no ano seguinte, o Tricolor comemorou o campeonato invicto!

FINALMENTE, O SÃO PAULO FC
Todas as dificuldades não conseguiam acabar com o São Paulo, mas o renascimento de 1935 foi mais difícil.Os grandes craques tinham saído e o primeiro time foi formado com atletas vindos de outras cidades, como King e Segoa.
Logo na partida que marcaria a primeira entrada em campo do clbe, mais dificuldades.Uma festa oficial (era aniversário da capital) proibia manifestações públicas, mas Porphyrio da Paz - responsável pelo hino do São Paulo - foi à luta e conseguiu uma autorização do secretário Cantídio Campos, para que o time pudesse enfrentar a Portuguesa Santista.

E como o hino de Porphyrio já dizia, "Tu és forte, tu és grande".Para atender a vocação vencedora do time, uma nova fusão trouxe para o Tricolor os jogadores de uma outra dissidência do Paulistano - o Estudante Paulista.E com um time à altura, só não venceu seu primeiro título paulista, em 1938, porque o juiz deu um gol de mão do atacante Carlito, e o Corinthians chegou ao empate e ao título.
Mesmo assim, o clube só crescia, não apenas melhorando o futebol, mas também estimulando a prática esportiva em esportes variados.Eram os alicerces de um futuro vencedor.
São Paulo 1930
Este foi o primeiro São Paulo. Quando as atividades do Paulistano chegou ao fim, um grupo deex-associados do Paulistano levou o time para formar o São Paulo da Floresta.Em pé: Sergio. Clodô. Nestor. Bock. Arakem Patuska. Friedenreich. Zanuela e Rueda.Agachados:Formiga. Serrote. Barthô. Siriri e Segatti.



 
 

 

SÃO PAULO 1936
O São Paulo Futebol Clube passou a ser em definitivo, em 1936. Um grupo de diretores não aceitou a fusão com o Tiete, e refundou o São Paulo, em 16 de dezembro de 1935.
Foram mantidos o distintivo, e o uniforme original. A estréia do time, aconteceu contra a portuguesa Santista com a vitória de 3x2, no campo do Palestra Itália. O time . King,Rui e Picareta. Ferreira, José e Segoa. Antoninho, Gabardo, Fogueira, carrazo e Paulinho.

 
 
 SÃO PAULO 1938
Pedrosa, Agostinho e Iraclino. Fiorotti, Damasco, Fiorotti e Fellipelli.
Mendes, Armandinho, Elizeu, Araken e Paulo.
O campeonato paulista de 1938, foi um show de desorganização. A final do campeonato se deu somente em abril de 1939. O tricolor começou na frente gol de Mendes. A partida foi interrompida aos 21 minutos do primeiro tempo por causa da chuva. O jogo recomeçou dias depois, O Corinthians empatou faltando 25 minutos do fim, com um gol de mão de Carlito, e ficou com a taça. Gol de mão não vale seu juiz



 
 
 
Os anos 1940, foram ferteis em titulos para o São Paulo Futebol Clube, A partir de 1943, o tricolor do Canindé passou a ser respeitado. Viu o Palmeiras se apossar do titulo de 1944, mas em 1945 e 46 foi bi campeão, pedendo a hegemonia em 1947 para o Palmeiras. Porem em 1948 e 49, voltou a ser bi campeão, perdendo mais uma vez o tri para o Palmeiras em 1950. Voltou a ser bi campeão em 1970-71,  1980-81, 1991-92.  Foi um dos maiores periodos do São Paulo, periodo que se repetiria nos anos 1990, sob a batuta de Telê Santana. (Mário Lopomo)
SÃOPAULO 1943
Zarzur, Piolim e King. Virgilio, Zezé Procópio e Noronha. Luizinho, Sastre, Leônidas, Remo e Pardal.
Vice campeão em 1938 e 1941, terceiro em 1942, o São Paulo ameaçava a supremacia do Corinthians e do Palmeiras. Em 1943 dizia-se que mais uma vês daria um ou outro. De acordo com o lado que a moeda caísse. Mas a moedinha caiu em pé, e deu são Paulo. O primeiro titulo oficial do clube, comandado por Leônidas e o argentino Sastre.


 
 
 

 

SÃO PAULO 1944
Piolim. Luizinho, Zarzur, Leônidas, Zezé Procópio, Remo e Pardal.
Agachados. Noronha, Sastre, King, Florindo.


Escrito por mlopomo às 20h15
[] [envie esta mensagem
] []





 



 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 1945
Em pé:Polim,Virgilio,Rui,Bauer,Noronha e Gijo.Agachados: Barrios, Sastre,Leonidas,Remo e Teixeirinha.
Campeão paulista perdendo apenas uma partida. O são Paulo ganhou o titulo com três rodadas de antecedência.
 
                                                          Piolim, o grande astro do São Paulo, dos anos1940














 


 
SÃO PAULO 1946
São Paulo bi campeão. O titulo veio na ultima partida contra o Palmeiras comuma vitoria por 1x0.Em pé:Paulo Machado de Carvalho (Diretor). Rui. Bauer. Piolim.Gijo. Reganeschi.Noronha e Joreca (técnico).Agachados:Luizinho. Sastre. Leonidas. Remo e Teixeirinha.

 


 


 


São Paulo 1948
Outro time campeão, paulista. O são Paulo depois de perder o titulo de 1947 para o Palmeiras, evitando o bi são Paulino, voltou em 1948 com força total.
Rui, Saverio, Mauro, Mário, Bauer e Noronha. China,Ponce de Leon, Leônidas, Remo e Teixeirinha. O técnico era Vicente Feola.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 1949
Foi o ano do segundo, e ultimo bi campeonato do São Paulo.
Rui, Saverio, Mauro, Mário, Bauer e Noronha. Friaça, Ponce Leon, Leônidas Remo e Teixeirinha.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

                                                                                                         foto.museu do esporte


Leônidas da Silva, veio para o São Paulo F.C, em 1942. Jogava no Rio de Janeiro, e lá teve um problema com a justiça (falsificação de documento. Certificado militar) sendo inclusive preso. Era considerado um jogador acabado para o futebol, e estava totalmente desacreditado. Mas para o diretor do São Paulo F.C, Paulo Machado de Carvalho, não.
Tanto prova que o contratou naquela época por duzentos mil réis. A imprensa dizia que o São Paulo estava comprando um “Bonde” muito caro. Leônidas veio e na sua estréia levou ao estádio do Pacaembu 72 mil pessoas. Para que todos pudessem entrar os altos falantes pediam para que todos ficassem de pé. Em uma de suas apresentações marcou um gol, jogando seu corpo ao ar, e movimentando as duas pernas, com uma delas conseguiu botar a bola na rede adversária. O locutor José Geraldo de Almeida, no grito de gol o intitulou como gol de bicicleta. Sampaulino que era se entusiasmou dizendo que o “bonde” de 200 mil reis, tinha marcado aquele magnífico gol. (Mário Lopomo)



Escrito por mariolopomo às 17h22
[
(1) Apenas 1 comentário] [envie esta mensagem] []



>

anos 1950-60

ZIZINHO E OS ANOS DO INVESTIMENTO NO ESTÁDIO
Manter o ritmo da década de 40 não era possível, mas nem por isso o São Paulo ficou sem vencer. Durante a década em que o Brasil chegaria ao título Mundial, o Tricolor faturaria mais dois troféus - ambos em cima do rival Corinthians: um em 1953 e outro em 1957.


foto.www.miltonneves.com.br
Na conquista de 1957, o São Paulo seria comandado pelo veterano craque Zizinho, que chegara do Rio de Janeiro aos 35 anos e calou a boca de quem apostava que seu futebol genial tinha chegado ao fim. Ziza não corria como dez anos antes, mas tinha gás de sobra para liderar o time do técnico húngaro Bela Gutmam

A conquista do Paulista foi a última antes de um passo de gigante que o Tricolor daria: a construção do estádio do Morumbi, um feito que nenhum outro time brasileiro poderia sonhar. Junto com isso, no Santos estava começando a trajetória de Pelé, que faria do clube da Baixada um dos maiores do Brasil e do Mundo. Era hora de reservar forças para investir no futuro.





 
 
 
 
 
SÃO PAULO 1950
Time que empatou com o Vasco da Gama em 2x2 no pacaembu pelo Torneio Rio São Paulo.Em pé: Rui. Saverio. Mauro. Jacob. Mario e Bauer.
Agachados:Friaça. Ponce de Leon. Leonidas da Silva. Leopoldo e Teixeirinha.




 

 
 
SÃO PAULO- 1953










José Poy, veio para o São Paulo em 1953, defendeu o tricolor por muitos anos, depois tornou-se tecnico do próprio São Paulo.












Outro time do São Paulo campeão paulista. Já havia uma renovação no plantel.

Em pé: Alfredo. De sordi. Pé de Valsa. Poy. Mauro e Bauer
Agachados: Maurinho. Albella. Gino. Negro e Teixeirinha.
De Sordi, Poy e Maurinho. apareciam pela primeira vês na foto. De Sordi veio de Piracicaba e Poy da Argentina e Maurinho veio de Campinas (Guarani)

 
SÃO PAULO - 1956
Neste ano de 1956 o São Paulo ficou com o vice campeonato. O campeão foi o Santos.



Em pé:Vicente Feola (técnico). Riberto. Sarará. Bonelli. Turcão. Alfredo e Mauro.
Agachados: Maurinho. Lanzolinho. Gino. Dino Sani e Canhoteiro.
Neste ano, o São Paulo foi vitima da irresponsabilidade de alguns de seus jogadores.
Valter funcionário do São Paulo estava de serviço na sede do São Paulo F.C, Avenida Ipiranga 1248, quando o telefone tocou.
Alguém do outro lado queria falar com Vicente Feola. Ao atender Feola dizia: - Não é possível. Eu sai de lá agora pouco estava tudo bem.
Depois de desligar o telefone visivelmente aborrecido, Feola dizia que Zezinho e Bonelli, tinham fugido da concentração.
Ao fazer um rastreamento pelas proximidades eles foram encontrados numa boate.
No dia seguinte o São Paulo perdia o titulo para o Santos F.C numa fragorosa derrota por 4 a 2.
Os dois jogadores foram punidos. Zezinho foi dispensado e Bonelli ficou com o passe preso ao São Paulo, não se tendo noticia que jogou em outro clube.

 



Escrito por mlopomo às 20h13
[] [envie esta mensagem
] []





SÃO PAULO- Campeão de 1957


Cicero Pompeu de Toledo, o presidente do mais querido, comemora o titulo do campeonato paulista, já com a faixa de campeão.











 
 

 





Canhoteiro marca o segundo gol do São Paulo, depois de um zero a zero, do primeiro tempo sairam três gols em coisa de menos de cinco minutos do segundo tempo. Amauri, Canhoteiro e Rafael para o Corinthians. Isso até os 35 minutos.
 
 
 
 
 
 
 
 


Ai, Maurinho apareceu para marcar o terceiro gol do São Paulo, o titulo estava assegurado. (Mário Lopomo)












 

 
 
 
Este foi um ano de gloria para o São Paulo, A maior contratação realizada pela diretoria foi o técnico Bella Gutmam, que dirigiu a seleção da Hungria, na copa do mundo de 1954. O são Paulo também foi favorecido pela arbitragem na penúltima rodada contra o Santos, no empate de 2x2, disputando a final contra o Corinthians a 28 de dezembro daquele ano, vencendo por 3x1. Num jogo que até morte teve ao final do jogo quando de uma montanha de garrafas de cervejas foi jogado na pista de atletismo do estádio do Pacaembu.
Segundo foi noticiado um torcedor veio a falecer de tanta borrachada, que levou dos policiais depois de pular o alambrado. Marreco (Amauri) Canhoteiro e Maurinho marcaram os gols que levou o tricolor já treinando no Morumbi, ser o campeão paulista.

Foi o ultimo titulo até 1970.

SÃO PAULO-1960
Começava a era do estádio do Morumbi. Em 1960 ele foi parcialmente inaugurado no dia 2 de outubro com uma vitória de 1x0 sobre o Sporting de Portugal, com o primeiro gol marcado pelo ponta direita Peixinho.
Ademar, Poy, Gildesio, Satiro, Riberto e Victor. Peixinho, Jonas, Gino, Gonçalo e canhoteiro.




 

 
Linha de ataque de 1960
Ataque do São Paulo em 1960. tinha três desconhecidos. Faustino (Lingüiça) vindo da Ferroviaria de Araraquara, Ailton e baiano, dois bastante conhecidos. Jair e Canhoteiro.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO. 1962
Com a construção do Morumbi em andamento o São Paulo se descuidou o plantel. Era apenas um participante dos campeonatos paulistas e torneios Rio-SãoPaulo.
Em pé: Deleu. Poy. Luis Valente. Belini. Roberto Dias e Riberto.Agachados: Célio. Gino. Benê. Jair da Rosa Pinto e Sabino.





 
 
 
Foto site - www.miltonneves.com.br























Da esquerda para a direita, Samuel Ratinof, Vicente Feola, ex tecnico, e diretor,
Laudo Natél o presidente sempre lembrado, o jornalista e historiador
Orlando Duarte e Mário Naddeo, diretor.



Escrito por mariolopomo às 17h02
[
(0) Comente] [envie esta mensagem] []



>

anos 1970-80

Estádio do Morumbi, o grande sonho tricolor.
Com o terreno doado pelo ex. governador Adhemar de Barros, o São Paulo F.C, colocou a perdra fundamental no ano de 1953.
Já no ano de 1956, eu já via o anel de baixo completo. Andava de bicicleta pelo seus degraus. Até então, as traves eram quadradas, mas no novo estádio ainda em construção, mas com um gramado de dar agua na boca, as traves eram roliças.
Uma novidade, que posteriormente seriam colocadas em todos os estadios.
Foram anos de luta e um investimento caro, tanto financeiro como no setor esportivo onde o São Paulo, não podia comprar jopgadores o, que custou anos sem titulo.
Por incrivel que pareça o diretor Paulo Machado de Carvalho era contra a construção do estádio, e por isso se desligou da diretoria.



Durante a construção, o presidente
Cicero Pompeu de Toledo, veio a falecer,
e o estádio recebeu seu nome.



















 


ESTÁDIO PRONTO,CRAQUES E TÍTULOS DE VOLTA
Em 1970, com o final da construção do gigante de concreto, que ganhou o nome do presidente Cícero Pompeu de Toledo, a diretoria se mexeu e voltou à rotina da contratação de craques. E olha que não foi só um. Gérson e Pedro Rocha eram alguns dos talentos que aportaram no Morumbi, e o resultado não podia ser outro: fim do jejum, com mais um Paulistão, e com direito a bis no ano seguinte. Um bis saboroso, porque a final foi contra o Palmeiras.Com a criação do Campeonato Brasileiro, o São Paulo encontrava mais um torneio para poder desfilar sua categoria.E além disso, o jejum agora era do Corinthians, que agonizava sem vencer nada, e o Santos não tinha mais Pelé. Em 1974, o Tricolor chegou à final da Libertadores, mas perdeu para o então imbatível Independiente.Estava se construindo um time campeão. Pedro Rocha, Chicão e Valdir Peres eram alguns dos nomes que faziam parte do grupo campeão Paulista.Mas a conquista maior seria mesmo em 1977, com os três heróis, ao lado do artilheiro Serginho Chulapa, na conquista do Brasileiro em pleno Mineirão, sob a batuta de Rubens Minelli

SÃO PAULO-1970.













A foto


Escrito por mlopomo às 20h10
[] [envie esta mensagem
] []





A foto do titulo de 1970
Depois de 12 anos sem ganhar um titulo, o São Paulo reforçou sua equipe e chegouao titulo com uma rodada de antecedência.

Em pé:Benê. Tenente. Eduardo. Picasso. Gilberto. Sergio. Lima. Edson.Roberto Dias. Lourival. Forlan e Jurandir.

Agachados:Everaldo. Carlos Alberto. Paulo. Terto. Miruca.Gerson. Zé Roberto.Toninho. Nenê e Paraná.
*Nessa foto não esta Gerson, que no jogo anterior que o São Paulo jogou contra a Ponte Preta veio a fraturar a perna, no jogo seguinte em campinas contra o Guarani ele assistiu o jogo proximo ao banco de reservas na cadeira de rodas. (*MárioLopomo)



SÃO PAULO-1971
Este São Paulo foi bi campeão paulista. Venceu o ultimo jogo contra o Palmeiras por 1x0 gol de Toninho Guerreiro.


Em pé:Jurandir. Sergio. Gilberto. Arlindo. Edson e Forlan.

Agachados: Terto. Pedro Rocha. Toninho. Gerson e Paraná.



 


 
SÃO PAULO-1972.
Mais uma vez o Palmeiras quebrou o tri campenato do São Paulo, ao empatar por 0x0, no jogo final. Detalhe. O palmeiras foi campeão invicto e, o São Paulo vice campeão também invicto.
Gilberto, Sergio, Samuel, Edson, Arlindo e Forlan. Agachados. Paulo Nani, Terto, Toninho, Pedro Rocha e Paraná.


 
 


 
 
SÃO PAULO-1973
Em pé:Gilberto. Valdir Peres. Arlindo. Paranhos. Chicão e Forlan.

Agachados:Terto. Zé Carlos. Mirandinha. Pedro Rocha e Piau.










São Paulo 1974













 
SÃO PAULO 1975
Este time do São Paulo ficou 39 partidas sem perder e foi o campeão paulista.

Em pé:Valdir Peres. Gilberto. Paranhos. Nelsinho. Arlindo e Chicão.

Agachados:Terto. Muricy. Serginho. Pedro Rocha e Zé Carlos.
 
 
 

 
 
  São Paulo de 1977
Time campeão brasileiro depois de vencer o Atlético no mineirão. A decisão saiu através de penaltis.

Em pé:Antenor. Tecão. Getulio. Chicão. Bezerra e Valdir Peres.
Agachados:Viana. Teodoro. Mirandinha. Dario Pereyra e Zé Sergio.
 
 
 
 
 

 São Paulo de 1980
São Paulo campeão paulista com um time bem modificado.

Em pé:Valdir Peres. Dario Pereyra. Oscar. Getulio. Almir e Airton.
Agachados:Paulo Cesar. Renato. Serginho. Heriberto e Zé Sergio.


Escrito por mlopomo às 20h09
[] [envie esta mensagem
] []






  
 São Paulo de 1981
Foi o ano do bi campeonato paulista. O time estava com velocidade máxima.



Em pé:Valdir Peres. Getulio. Oscar. Dario Pereyra. Almir e Marinho Chagas.



Agachados:Paulo Cesar. Renato. Serginho. Everton e Mario Sergio.
Mas no ano seguinte, novamente não conseguiu o tri, campeonato.


São Paulo de 1983
Neste ano nem paulista nem brasileiro.Em pé:Valdir Peres. Oscar. Getulio. Zé Mario. Dario Pereyra e Nelsinho.Agachados:Paulo César. Renato. Careca. Carlinhos Maracanã e Zé Sergio.





 
 
 

 
SÃO PAULO 1985
Marcio Araújo,Oscar, Gilmar, Falcão, Dario Pereira, Nelsinho, Zé Theodoro.



Miler, Silas, Careca, Sidney. Dirigido por Cilinho, foi chamado de os menudos, pelo fato de o conjunto de garotos da musica, latina que tinha esse nome. Campeão paulista.


 
 
 

 

São Paulo de 1986
Time campeão brasileiro em uma decisão dramática contra o Guarani de Campinas.



A vitória saiu através de penaltis.



Em pé:Fonseca. Gilmar. Basilio. Dario Pereyra e Bernardo.Agachados:Muller. Silas. Careca. Piter e Sidney.



 São Paulo de 1987
O São Paulo voltou a ser campeão paulista.
Em pé:Bernardo. Adilson. Gilmar. Dario Pereyra. Melsinho e Zé Teodoro.
Agachados:Muller. Silas. Lê. Pita e Edivaldo.





 
 São Paulo de 1988
Ano de mudanças e desclassificação da Copa União.

Em pé:Zé Carlinhos. Bernardo. Nelsinho. Ivan. Adilson e Rojas.

Agachados:Rai. Lê. Muller. Renatinho eEdivaldo.

 

 
São Paulo de 1989, Novamente o São Paulo conquistou mais um titulo de campeão paulista.



Em pé:Adilson. Gilmar. Vizolli. Ricardo Rocha. Nelsinho e Zé Teodoro.

Agachados:Mario Tilico. Bobô. Ney Bala. Rai e Edivaldo.



Escrito por mariolopomo às 16h48
[
(1) Apenas 1 comentário] [envie esta mensagem] []



>
Anos 1990-

A ERA TELÊ
O São Paulo conquista o planeta

Após um período de tantas vitórias, todos apostavam numa fase descendente do São Paulo.
Em 1990, o time não engrenou. E para pôr ordem na casa, o time chamou o técnico Telê Santana, que ainda carregava a fama de "perdedor". O casamento entre São Paulo e Telê seria a união de maior sucesso na história do clube.

Telê chegou ao Morumbi em 1990, a tempo de levar o time à final do Brasileiro, vencida pelo Corinthians. Mas não foi nada. No ano seguinte, a vingança seria contra o mesmo Corinthians, só que no Campeonato Paulista. Um verdadeiro azar para os adversários, pois Telê lapidou seu time para arrasar nas finais.

Em 1991, O São Paulo já tinha a cara de Telê. O velho mestre soube como fazer o talento de Raí explodir, e não havia equipe brasileira que pudesse parar aquele time inteligente, leal e que pressionava o adversário durante 90 minutos.Depois de três finais de Brasileiro consecutivas, o São Paulo conquistaria seu terceiro título em cima do Bragantino de Carlos Alberto Parreira. Poucos acreditariam no que estava se armando.Campeão Brasileiro, o São Paulo de Telê, Zetti e Raí começou a Libertadores como quem não quer nada, mas foi evoluindo durante a competição. No primeiro jogo da final, em Buenos Aires, o Newell's Old Boys venceu por 1 x 0, mas a torcida sabia que nada poderia segurar o time. No jogo de volta, uma cena inédita: horas antes do jogo, o Morumbi já não tinha lugar para mais ninguém, mas a torcida continuava chegando.As vias de acesso ao estádio ficaram entupidas. E empurrado por um estádio apinhado, finalmente o título da Libertadores, nos pênaltis!O sonho do Mundial Interclubes em Tóquio finalmente chegara. O adversário era o Barcelona de Johann Cruyff - considerado o melhor Barcelona de todos os tempos- com cracaços como Koeman, Stoichkov e Laudrup. O Barcelona sai na frente, mas com dois gols de Raí, o mundo se curvava à obra de arte do time de Telê Santana.O São Paulo era o melhor time do mundo. "Se você tem de ser atropelado, é melhor que seja por uma Ferrari", disse Cruyff, após a partida, sobre a superioridade tricolor. Na volta, o São Paulo fez mais uma vítima, na final do Paulista: o Palmeiras, que amargava uma fila de 16 anos.Raí ficou no São Paulo somente o suficiente para vencer mais uma Libertadores, contra o Universidad Católica. Deixou o clube para conquistar a França, mas foi substituído com outros craques. Telê remontou o São Paulo sem Raí para manter o título Mundial em Tóquio, pela segunda vez consecutiva. O adversário era o Milan de Fabio Capello (que tinha sido o único clube italiano a se sagrar campeão invicto na história). Numa partida eletrizante, o São Paulo esteve duas vezes em vantagem, com gols de Palhinha e Cerezo, mas Massaro e Papin pareciam estar decididos a estragar a festa. Quando o juiz já consultava o relógio, Muller fez valer a sua marca de predestinado e marcou um gol que jogou um balde d'água no Milan. São Paulo bicampeão Mundial!Telê Santana ficou cinco anos no São Paulo. Neste período, venceu todas as competições possíveis de serem vencidas por um clube paulista (exceto a Copa do Brasil): Campeonato Paulista e Brasileiro, Libertadores, Copa Conmebol, Supercopa da Libertadores, Recopa da Libertadores, além do Torneio Ramón de Carranza e Teresa Herrera. Jamais um outro clube brasileiro tinha vencido tanto.Década de 90: as glórias continuam. Em 1995, Telê teve de deixar o São Paulo, com um problema de saúde.A torcida lamentou e até hoje não esquece o velho mestre, continuando a sentir por ele um carinho imenso. Mas o clube não poderia parar sua rotina de vitórias nem de berço de craques.Na década de 90, surgem Dodô, França e Rogério Ceni, talentos com a técnica típica da estirpe Tricolor.Isso para não dizer da quantidade industrial de talentos exportados para o futebol europeu: Edu, Fábio Aurélio, Juninho, Serginho e tantos outros.E para finalizar, um ponta-esquerda à antiga: Denílson, que encanta o mundo com seu talento devastador e vai para a Espanha, depois de dar mais um troféu para o Tricolor, o do Paulista de 1998, junto com o ídolo Raí, que voltara da França para massacrar sua vítima predileta - o Corinthians - numa decisão eletrizante.Dois anos depois, novamente Raí comanda o time numa conquista, a do Paulistão de 2000, sobre o Santos, time que lutava para acabar com o jejum de títulos. E no ano seguinte, o celeiro não pára: é a vez de Kaká, então com 18 anos, aparecer no Morumbi e de cara conquistar a torcida, fazendo os gols do título do Torneio Rio-São Paulo.A sina de produzir talentos jamais abandona um time destinado à vitória.

São Paulo de 1990
Começava a era Telê Santana. O São Paulo foi vice campeão brasileiro.

Em pé:Zetti. Bernardo. Cafu.Leonardo. Ivan e Antonio Carlos.

Agachados:Mario Tilico. Flávio. Eliel. Rai e Elivelton.








São Paulo de 1991
O São Paulo começou a se tornar uma equipe poderosa sob o comandode Telê Santana.Foi campeão paulista vencendo o Corinthians na decisão.

Em pé:Zetti. Ronaldão. Cafu. Sidnei. Nelsinho e Antonio Carlos.

Agachados:Müller. Suélio. Rai. Elivelton e Macedo.



ainda em 1991-

O São Paulo com Telê Santana continua ganhando títulos. Campeão paulista ecampeão brasileiro.

Em pé:Zetti. Ronaldão. Leonardo. Ricardo Rocha. Zé Teodoro e Antonio Carlos.

Agachados:Müller. Rai. Macedo. Bernardo e Cafu.








São Paulo de 1992
O São Paulo ganhou a Taça Libertadores pela primeira vez. Na decisão com o Newell's Old Boys o goleiro Zetti foi o grande herói.Defendeu dois pênaltis e garantiu o titulo para os são paulinos.

Em pé:Ivan. Adilson. Zetti. Cafu. Ronaldão e Antonio Carlos.

Agachados:Müller. Palhinha. Pintado. Rai e Elivelton.


Escrito por mlopomo às 20h08
[] [envie esta mensagem
] []





São Paulo-1992
São Paulo também campeão paulista.

Em pé:Adilson. Zetti. Ronaldão. Vitor. Pintado. Ronaldo Luis e Cerezo.

Agachados: Müller. Palhinha. Cafu e Rai.







 

São Paulo de 1993
Mais um titulo para o São Paulo: Campeão da Recopa. Decisão contra o Cruzeiro. São Paulo 5x4.

Em pé:Zetti. Ronaldão. Leonardo. Dinho. Cafu e Cerezo.

Agachados:Doriva. Valber. Palhinha. André Luis e Müller.
São Paulo de 1993
Este é o São Paulo campeão da Supercopa. A decisão foi contra o Flamengo e definido nos pênaltis.São Paulo 5x4.

Em pé:Zetti. Ronaldão. Cafu. Dinho e Cerezo.

Agachados:Müller. Doriva. Palhinha. Valber. André Luis e Leonardo.







São Paulo de 1993
O São Paulo foi bi campeão da Taça Libertadores. A decisão foi contra a Universidad Católica do Chile .O São Paulo venceu o segundo jogo em Santiago por 2x0.

Em pé:Gilmar. Zetti. Vitor. Pintado. Dinho e Ronaldo Luis.

Agachados:Müller. Palhinha. Valber. Rai e Cafu.







São Paulo de 1993

Este São Paulo foi campeão mundial no Japão jogando e vencendo o Milan por 3x2.

Em pé:Zetti. Dinho. Ronaldão. Cafu. Leonardo e Cerezo.

Agachados:Müller. Doriva. Valber. Palhinha e André Luis.







 
São Paulo de 1994

Este São Paulo não conseguiu o tri da Taça Libertadores.Perdeu a final para o Velez Sasfield.

Em pé:Axel. Zetti. Vitor. Junior Baiano.Cafu e Gilmar.

Agachados:Euller. Palhinha. André Luis. Valber e Müller.






 
Ainda em 1994
Este time do São Paulo foi campeão da Recopa em jogorealizado no Japão contra o Botafogo campeão da Commebol. Resultado: São Paulo 3x1.

Em pé:Euler.Rogerio Ceni.Juninho.Guilerme.Zetti. Valber. Jamelli. André Luis. Doriva e Junior Baiano.

Agachados:Gilmar. Caio.Axel. Cafu. Vitor e Leonardo.

São Paulo de 1996
Nesse ano o São Paulo não passou de um vice campeonato paulista.

Era o começo do reinado do Palmeiras de Wanderley Luxemburgo.

Em pé:Edmilson. Bordon. Serginho. Axel e Zetti.

Agachados:Valber. Müller. Denilson. Adriano. Beletti e Valdir.



 
São Paulo de 1997
O São Paulo foi vice campeão paulista.

Em pé:Rogério Ceni. Rogério Pinheiro. Axel. Claudio. Bordon e Serginho.

Agachados:Luis Carlos. Fabio Aurelio. Dodô. Beletti e Aristizabal.


Escrito por mlopomo às 20h06
[] [envie esta mensagem
] []







São Paulo de 1998
Time do São Paulo que perdeu o Rio São Paulo para o Botafogo.Em pé:Edmilson. Rogério Ceni. Zé Carlos. Gallo. Marcio Santos e Capitão.

Agachados:Aristizabal. Dodô. Denilson. Fabiabno e Marcelinho.






São Paulo de 1998
São Paulo campeão Paulista com o retorno de Rai que tinha jogado no futebol frencês.Em pé:Dodô. Zé Carlos. Aristizabal. Gallo. Regerio Ceni. Marcio Santos. Rai. Roger e Bordon.Agachados:Marcelinho.Alexandre. DEnilson. França. Fabiano. Carlos Miguel. Serginho. Claudio e Capitão

1999


Foi um ano ruim para o São Paulo.

Em pé:Edmilson. Rogerio Ceni. Nem. Jorginho. Marcio Santos e Paulão.

Agachados:Sandro Hiroshi. França. Carlos Miguel. Marcelinho e Fabio Aurélio.





Anos 2000

2001
Disputamos o título com o Botafogo. O primeiro jogo realizado no Maracanã, vencemos por 4 a 1. A segunda partida foi realizada no Morumbi no dia 7 de março de 2001 para um público superior a 70.000 pagantes,que vencemos por 2 a 1. O São Paulo, assim como no Maracanã, estava desfalcado de seu principaljogador, o goleiro artilheiro Rogério Ceni, que estava servindo a Seleção Brasileira. O Botafogo precisava vencer por 3 gols dediferença para levar a decisão para os pênaltis e abriu o placar no 1ºtempo. No 2º tempo, o técnico Vadão tirou o volante Fabiano e colocou o meia Cacá, um garoto de 18 anos. Cacá entrou e deu outra cara ao São Paulo, que partiu pra cima do Botafogo em busca do gol, que acabou saindo dospés do próprio Cacá, que depois ainda fez mais 1 decretando mais uma vitória doSão Paulo e a conquista inédita do Rio - São Paulo.


2002 - Disputamos o título com o Ituano em dois jogos. O primeiro, em Itu, acabou empatado em 2 a 2..A segunda partida foi disputada no Morumbi, para um público de quase 50 mil pessoas. O São Paulo venceu por 4 a 1, com dois gols de falta de Adriano, um gol de Reinaldo e outro de Sandro Hiroshi.
Em pé: Jean, Roger, Gabriel, Fabio Santos, Emerson, Maldonado, Lino e Carlos Miguel
Agachados: Fábio Simplício, Oliveira, Sandro Hiroshi, Lúcio Flávio, Adriano, Reinaldo, Reginaldo Araujo, Rafael e Souza.


 
 
 
 
2005 - Em pé: Rogério, Danilo, Lugano, Roger, Ed Carlos, Fabão e Alex.
Agachados: Luizão, Jean, Fábio Santos, Marco Antonio, Tardelli, Grafite, cicinho, Josué, Junior Mineiro e Renan.



                                          2005
















 
2006




















Titulos conquistados
Campeonatos Estaduais
21
(1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000, 2002 e 2005)
Torneio Rio-São Paulo
1
(2001)
Campeonato Brasileiro A
5
(1977, 1986, 1991, 2006 e 2007)
Copa Conmebol
1
(1994)
Supercopa da Libertadores
1
(1993)
Recopa Sul-Americana
2
(1992 e 1993)
Taça Libertadores da América
3
(1992, 1993 e 2005)
Mundial Interclubes
3
(1992, 1993 E 2005)
Vice-Campeão Copa do Brasil
1
(2000)
Vice-Campeão Brasileiro A
5
(1971, 1973, 1981, 1989 e 1990)
Vice-Campeão Taça Libertadores da América
2
(1974, 1994 e 2006)



Escrito por mlopomo às 20h02
[] [envie esta mensagem
] []





Gilmar dos Santos Neves

                                                                   Foto - google


Na foto acima vemos o garoto Gilmar com seus 15 ou 16 anos, quando jogava pelo time juvenil do Flamengo de São Vicente. (foto enviada por Flavio Rocha)

 Gilmar, foi o goleiro nais vazado no campeonato paulista de futebol do ano de 1950, defendendo o Jabaquara A.C. de Santos.
Depois veio para o Corinthians e se consagrou. Mas, Gilmar, teve dias difíceis nessa dificil profissão de goleiro.
O goleiro naqueles anos, era um desgraçado. No lugar que ele pisava nem grama nascia, naqueles anos de um futebol ainda primitivo, em qua havia terra proximo a trave e quando chovia ficava com muito barro.
Quando o time perdia o, culpado quando não era só o Juiz, era o goleiro, que era chamado de “frangueiro” ou “gaveteiro”.
Gaveteiro, era o termo usado para quem levava dinheiro para deixar passar bola dos times adversários, facilitando a vitória do adversario. Era só o time perder feio para que as más línguas falar que o goleiro tinha entregado o jogo ao adversário. Gilmar veio de graça para o Corinthians numa transação entre os clubes, Corinthians e Jabaquara de Santos.

Foto inicio de carreira, Diario Popular 1951

O Jabaquara tinha sido rebaixado para a segunda divisão e o jovem Gilmar, tinha sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista de 1950, com 53 gols sofridos.
Na contratação de Ciciá, um negro magro e, centro médio do Jabaquara para o time de Parque São Jorge. Os dirigentes do clube de Santos disseram aos diretores do Corinthians:
-Olha temos esse goleiro que não nos interessa mais. Pode levar ele de contra peso. E, ele foi, pois o Corinthians que tinha Luiz Moraes (Cabeção) como titular e um reserva, Seferino. Sempre é bom ter um goleiro a mais. Foi assim que ele desembarcou em São Paulo, a caminho "da fazendinha" Rua São Jorge, zona leste da cidade de São Paulo.
E lá estava Gilmar, que logo foi batizado pelos jogadores corintianos de “girafa” por ser alto. Um dia Cabeção o goleiro titular se machucou, e Gilmar que vinha fazendo bons treinos foi para o gol. Aquele desconhecido goleiro, que o povo só sabia de sua existência por ter sido o goleiro mais vazado do campeonato paulista do ano anterior, com 53 gols sofridos, estava como titular no campeonato paulista, no lugar de Cabeção.
Um dia a tragédia aconteceu na carreira de Gilmar dos Santos Neves.
Era um jogo com a Portuguesa de Desportos, naquele novembro de 1951, um dia que o ponteiro direito Julinho, estava com o diabo no corpo, marcando quatro gols, naqueles inesquecíveis 7 a 3 para a Portuguesa.
Gilmar foi considerado culpado pela fragorosa derrota. Porem teve algo que podia ser levado como desculpa. Num lance ele teve uma fratura no pulso e assim mesmo foi até o final do jogo. Naquele tempo não se podia fazer alteração.
Gilmar foi vitima daquela conversa fiada e, foi acusado formalmente até mesmo por diretores de “entregar o jogo”.
Foi afastado, e execrado publicamente. Acusado de gaveteiro. Ficou um ano na reserva. Nunca reclamou de nada.
Ficou muito tempo na reserva treinando normalmente no parque São Jorge. Quando o goleiro titular Cabeção se machucou, Gilmar voltou, mas ainda com desconfiança dos diretores, e da torcida, e também comentários da imprensa de um novo fracasso.
Gilmar sempre um homem tranquilo, foi para o gol e se firmou novamente como titular e nunca mais saiu do time. Gilmar foi o responsável por varias vitórias e títulos do Corinthians. Gilmar  e  Cabeção  tem a mesma  idade, ambos nasceram no  mesmo mês. Gilmar  dia  22  e, Cabeção  dia 23 de agosto  de 1930.
Em 1953  Gilmar foi convocado pára defender a seleção brasileira no Sul Americano de Lima, (Peru). Entrando no segundo tempo no lugar de Castilho. Defendeu um pênalti. Também na seleção Paulista foi o goleiro titular.

Na decisão do titulo do campeonato brasileiro de seleções no Pacaembu, Gilmar fez miséria de baixo das traves. Os paulistas ganharam e foram campeões. Ao final do jogo Otavio Muniz, repórter da radio pan-americana (a emissora do esporte) foi entrevistar Newton Santos (Nilton Santos), zagueiro esquerdo dos cariocas. Respondendo a pergunta do repórter disse: -Com esse monstro debaixo da trave não tem Cristo que ganhe.
A foto mostra Gilmar formando o trio final com Djalma Santos e Mauro Ramos Oliveira, na Seleção Paulista.
Foto - diario Popular -1957
Em 1954, Gilmar foi o responsável pelo titulo maior do Corinthians. O de campeão paulista do IV Centenário. Antes do jogo contra o Palmeiras no empate de 1 x 1 que lhe deu o titulo, o Corinthians jogou contra a Ponte Preta em Campinas. Gilmar fez miséria debaixo da trave, pegou tudo o que veio pela frente. Foi um ponto importante de vantagem sobre o Palmeiras, o que deu tranquilidade para ser campeão pelo empate já na penultima rodada do campeonato.
Canhoteiro marca o segundo gol do São Paulo na final de 1957.
A unica ves que vi Gilmar perder a esportiva foi em 1957, na final contra o São Paulo, que o Corinthians perdeu por 3 x 1. Provocado por Maurinho, ponta direita do tricolor dizendo durante o transcorrer da partida que ia botar uma bola dentro de sua rede. Quando isso aconteceu inclusive num lance muito contestado por impedimento, ao final do jogo de cabeça quente, Gilmar correu atraz do ponteiro, que fugiu para o tunel.







Maurinho vai marcar o terceiro gol do São Paulo naquela final de 1957. Dizem que o ponteiro do São Paulo colocou a bola por entre o meio das pernas de Gilmar. Eu acho que foi ao lado da perna esquerda do goleiro, esse foi o lance que deixou o grande goleiro Gilmar irritado. Ao marcar o gol, Maurinho teria, segundo linguas, passado a mão no rosto de Gilmar dizendo: - Não falei que botava uma ai dentro?



Escrito por mlopomo às 19h43
[] [envie esta mensagem
] []





Em 1969, o técnico do selecionado brasileiro João Saldanha, convocou o goleiro Gilmar dos Santos Neves, só estava sendo convocado por um motivo: - Completar 100 jogos com a camisa de goleiro da seleção, camisa essa, que ele já vestiu por 99 vezes, segundo os arquivos da C.B.D. (confederação brasileira de futebol). Ia jogar pelo menos 10 minutos e depois cederia seu posto a, Felix, que estava cotado para ser o titular do gol brasileiro para a copa do mundo de 1970.
Gilmar já estava pensando em sua aposentadoria no futebol, pois já estava com 38 anos e, ia completar 39 em agosto. O jogo que ele vestiria a camisa da seleção pela ultima vês, seria em 12 de Junho daquele ano de 1969, contra a Inglaterra. Nesse ano havia um a novidade em termos de seleção brasileira. O radialista e comentarista esportivo da Radio e TV Globo foi indicado como técnico. Alguma coisa diferente já estava acontecendo. Os jogadores tinham sido convocados, e o time titular era anunciado com antecedência.

Gilmar treina duro para jogar pela ultima vez pela seleção 12 junho 1969. (foto jornal da tarde)

Nas viagens pelo exterior os jogadores foram sempre motivo de curiosidade por parte de torcedores, como essa jovem que quis conhecer o goleiro bem de perto.
Foto - Google.

 

 

 

 

 

 

 

 


Gilmar dos Santos Neves, com a camisa do Palmeiras. Foi em 1962, numa excursão em que os dois times, Palmeiras e Santos estavam fazendo pelo exterior. Na impossibilidade de contar com os dois goleiros, para um determinado jogo,
o Santos permitiu que seu goleiro titular ficasse no banco de reservas do Palmeiras para qualquer eventualidade.

* Encerrou sua carreira vitoriosa e exemplar em 1969. Passou então a dedicar-se mais à sua esposa Rachel e aos filhos Rogério e Marcelo. Entrou para o mundo empresarial sendo sócio-proprietário de revendas da marca Chevrolet, onde obteve também sucesso no mundo dos negócios. Foi presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais e também Secretário Municipal de Esportes, além de em 1983 ter sido coordenador da seleção principal de futebol.Hoje, vive com sua esposa em São Paulo e se recupera de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que o afastou do mundo dos negócios. Sua recuperação é lenta, mas constante, o que nos faz acreditar que ele deva conseguir superar mais esse obstáculo em sua vida. Atleta, empresário, pai de família exemplar, Gylmar é uma dessas unanimidades do futebol brasileiro, pois consegue até hoje o feito de ter agradado a todas as torcidas. Fora o fato do reconhecimento internacional, onde ele foi um dos ganhadores do prêmio que a Fifa ofereceu aos cem maiores jogadores de todos os tempos. Gylmar mereceu essa homenagem, pois se fosse feita uma lista só de goleiros, ele estaria entre os três melhores de nossa história. Para muitos, assim como sua camisa, o número 1."

* Texto do site www.miltonneves.com.br
Apesar de eu, Mário Lopomo, ser palmeirense, Gilmar foi meu grande ídolo.
Jamais vi um goleiro fazer defesas tão sensacionais como ele.
Era um goleiro de grande elasticidade.
Qualquer um de agora chamado de santo, não chegou aos pés dele.
Ass. Mário Lopomo


Escrito por mlopomo às 19h42
[] [envie esta mensagem
] []





Oberdan Cattani

DE CAMINHONEIRO A GOLEIRO


No ano de 1940, um caminhoneiro vinha sempre a São Paulo trazer frutas com seu caminhão Chevrolet Gigante, com capacidade de três toneladas ao mercado municipal. Quando isso acontecia no domingo, ele aproveitava para ver os jogos do Palestra Itália.
Em Sorocaba já era goleiro da várzea, depois foi para o Fortaleza um time amador que disputava o campeonato na sua cidade de Sorocaba.
Tornou-se profissional no São Bento de Sorocaba. Quando vinha a São Paulo para trazer as frutas deixava o seu gigante, estacionado na avenida Água Branca, hoje Avenida Francisco Matarazzo para ver seu ídolo o, goleiro Jurandir titular do, Palestra Itália jogar naquele ano de 1940. E foi observando Jurandir que ele foi se aprimorando como goleiro.
Esse caminhoneiro era Oberdan Cattani, que veio para o Palestra e acabou jogando junto com Jurandir, que acabou sendo seu reserva.
Também na seleção brasileira Jurandir foi reserva de Oberdan em Santiago do Chile no ano de 1945.
Oberdan jogou pelo Palmeiras pelo menos 13 anos, pelos registros, Oberdan fez seu primeiro jogo quando o Palmeiras ainda era Palestra Itália, em 30 de março de 1941, num jogo contra a Portuguesa Santista pelo campeonato paulista vencendo por 2 x 0, e seus colegas que com ele entraram em campo formaram assim o time do Palestra.
Oberdan, Carnera, Junqueira, Carlos, Oliveira, Del Nero, Macaco, Canhoto, Capelozi, Lima, Pipi.

 

E no ano seguinte 1942, foi campeão paulista, pelo Palestra / Palmeiras, que justamente no jogo final do campeonato daquele ano estava mudando para Palmeiras. E foi campeão novamente em 1947.
Também jogou nas seleções paulista e brasileira, mas na copa do mundo de 1950, ele não foi convocado, pois tinha quebrado a clavícula estando no estaleiro.



No ano de 1950 voltou a ser campeão pelo Palmeiras sendo esse seu ultimo titulo, paulista. No ano de 1951 foi campeão da copa Rio o, verdadeiro campeonato mundial de clubes, em que os verdadeiros campeões de vários paises europeus aqui estiveram na disputa.
Seu ultimo jogo com a camisa do Palmeiras que se tem noticia, foi em 21 de Janeiro de 1954, pelo campeonato paulista de 1953, contra a Portuguesa de Desportos quando o placar foi de 2 x 2, formando assim:
Oberdan, Salvador, Cação, Waldemar Fiúme, Manoelito, Dema, Liminha, Humberto, Berto, Jair Rosa Pinto e Lima - Técnico: Cláudio Cardoso.
Oberdan ainda é vivo já com mais de oitenta anos e é reivindicado uma estatua para ele no jardim de parque antártica, só não colocada ainda pelo fato de não ter jogado apenas no Palmeiras, como manda o estatuto do clube. Oberdan, terminou sua carreira no Juventus da Mooca em 1955.

Placa em homenagem a Oberdan na sala de trofeus do Palmeiras



Escrito por mlopomo às 19h37
[] [envie esta mensagem
] []





Waldemar Fiume .

 O "PAI DA BOLA"

 ELE Veio para o Palmeiras, em 1940.

Entre as décadas de 40 e 50, era chamado de o pai da bola, porque durante a carreira de 17 anos passou por várias posições. Começou como meia direita, passou a volante e terminou na quarta-zaga. Jogou só no Palmeiras até 1958. Veio da varzea do Glicerio no final da decada de 30 numa peneira em meio a muitos outros. De todos, porém, o que maior projeção viria a ganhar seria um jovem magro, alto, esguio e de enorme habilidade. Meia direita, teve de jogar por dois anos no time de aspirantes, e em 1942 então passou a ter suas primeiras chances no time principal, quando formou a ala direita com Cláudio Cristovam Pinho. A guerra de nervos que o São Paulo F C, fez à época da decisão do Campeonato Paulista de 1944, acabou tendo uma influência decisiva na carreira de Waldemar Fiúme. Numa manobra junto à federação, a diretoria do adversário palmeirense na grande final conseguiu suspender daquela partida o volante Dacunto, peça fundamental no esquema do então técnico palmeirense Bianco. Sem outra opção, Fiúme foi deslocado para o setor e, em campo, deu um show de bola, sendo inclusive eleito o melhor em campo naquela partida. Exercendo marcação individual sobre o são paulino Sastre, o eterno craque alviverde abriu caminho para que Caxambu, por duas vezes, e Villadoniga construísse o placar de 3 a 1. Ainda por cima, Valdemar Fiúme descobriu uma nova posição, a de zagueiro, ao qual seu rendimento era ainda maior do que na meia direita. Até hoje o São Paulo se arrepende do que fez. Além de tudo isso, todos os palmeirenses presentes no estádio, criaram uma marchinha em cima do maior sucesso do carnaval de 1944. Na marchinha "Eu brinco", de Pedro Caetano e Claudionor Cruz, o refrão dizia: "Com pandeiro ou sem pandeiro, eu brinco!". Já a letra dos palmeirenses ficou assim: "Com Dacunto ou sem Dacunto, eu ganho!" O São Paulo se arrependeu amargamente da tentativa de desestabilizar o adversário.

 


Waldemar Fiume, foi campeão Paulista (42, 44, 47 e 50) Torneio Rio São Paulo (51), da Copa Rio (51) A foto mostra seus colegas Canhotinho e Liminha no momento do segundo gol do Palmeiras no jogo final contra o Juventus da Italia na Copa Rio (campeonato mundial de clubes)


Ele fez questão de jogar única e exclusivamente no Palmeiras até o final de, sua carreira.
Porque essa decisão?
Porque Waldemar Fiume logo no inicio de sua carreira teve uma tuberculose e o Palmeiras custeou todo o tratamento, durante meses e também sua recuperação para poder continuar a jogar futebol. Naquele tempo havia muita gratidão por atos como esse.
Gratidão essa dito por ele, em uma entrevista já no inicio dos anos 1950. Mesmo assim ele continuou fumando, que era uma queixa de sua esposa, numa entrevista ao jornal A gazeta Esportiva.
Era um jogador disciplinado e nunca tinha sido expulso de campo. Até que uma vez quase ao fim de sua carreira por um engano do arbitro ele foi expulso, mas depois o arbitro percebeu o erro e retirou a suspensão. O jogador expulso, era Waldemar Carabina.

Waldemar Fiume
É um dos poucos que tem um busto no jardim do clube ao lado de Ademir da Guia e Junqueira.






























Fotos - site palestrinos


Este time é de 1949, num jogo contra o São Paulo F C.

                                                                                 Foto site - www.miltonneves.com.br
Em pé: Turcão, Mexicano, Túlio, Sarno, Lourenço e Valdemar Fiúme. Agachados: Harry, Canhotinho, Bóvio, Jair Rosa Pinto e Lima. Esse time palmeirense jogou contra o São Paulo no dia 23 de outubro de 1949. A equipe alviverde, que era comandada por Ventura Cambon, perdeu por 4 a 2, no Pacaembu.



Escrito por mlopomo às 19h32
[] [envie esta mensagem
] []





Era um jogador versátil e disciplinado taticamente.
Depois que parou de jogar Waldemar Fiume ficou como dono de uma gráfica que era propriedade de seu pai. A Gráfica Fiume, no bairro do Cambuci.
Já nos anos 1980, o conheci pessoalmente no prédio do meu sindicato que era cliente daquela gráfica, dei uma carona para ele e a conversa foi futebol. Muita historia, eu ouvi no percurso que não era longo. Era uma pessoa muito educada.
Waldemar Fiume, Nasceu em São Paulo, 12 de outubro de 1922 e, faleceu a 6 de novembro de 1996, do coração em 1996 .

Fotos no correr dos anos.

1950.                                                                                                                                                     1974 - 1975 - 1978  1978 e 1990








 

Despediu-se Fiúme.
Como fora anunciado, o extraordinário Waldemar Fiúme despediu-se oficialmente, sábado, do football. depois de 17 anos no Palmeiras (Palestra), onde, vindo do Bangu, da várzea, foi figurar diretamente no posto titular da meia-direita, Fiúme, agora, encerra quase que injustiçado uma das carreiras mais brilhantes de que se tem conhecimento, no football brasileiro. Injustiçado porque, apesar de figurar como o melhor homem de seu posto, incontestavelmente, em todo Brasil, jamais teve a oportunidade digna de suas qualidades, em qualquer das seleções que se formou em todo esse largo período de tempo, seja nas paulistas, seja nas brasileiras. Dono de incomum consciência de jogo, Fiúme aliava à sua classe inegável, a fibra e o “coração” dos amadores, sempre aparecendo como um dos mais lutadores craques do Palmeiras, qualquer que fosse a forma por que passasse a equipe. Médio dos mais completos, dizem-no uma vítima das “táticas”, quando, em verdade, foi-o, sim, de sua inabalável modéstia e simplicidade, num meio em que a valorização parece estar inseparavelmente ligada às encenações e a “mascara”, que Waldemar Fiúme jamais soube afixar ao seu jogo e o seu temperamento. Nas fotos, vários aspectos de sua despedida e das homenagens que lhe foram atribuídas. Ao entrar em campo, perfilou-se em fila indiana, no meio dos dois quadros. Saiu da formação, juntamente com o capitão do Palmeiras, Ivan, indo entregar simbolicamente a sua chuteira ao mordomo, que outro não é senão o filho do saudoso Tamanqueiro, que o viu nascer dentro do football. Depois de dar a volta olímpica, escoltado pelo capitão esmeraldino, Fiúme saiu entre a formação dos jovens da preliminar. Após o prélio, foi descerrar a bandeira do Palmeiras que cobria o busto, num local de evidência do Parque Antártica. Na ocasião, falaram diversos diretores esmeraldinos, sob a emoção de numeroso público que não regateou aplausos ao seu ídolo. Ídolo que não foi só do Palmeiras e exemplo que deveria germinar em todos os clubes do país campeão do mundo, para mais dignificá-lo, para mais engrandecê-lo.
texto sem referência de autor - recorte de jornal


A ultima volta olimpica. depois de dar varias vezes a volta olimpica da vitoria de titulos, ele dava a volta olimpica se despedindo do publico que pela ultima vez foi ve-lo em campo vestindo a gloriosa camisa alvi verde.
Waldemar Fiúme
A Bola Perde seu Pai

Em 6 de novembro 1996, passado o verde e o branco de nossas camisas se escureceram, de luto. Aos 74 anos, morreu em São Paulo um dos maiores craques da história do Palmeiras, Waldemar Fiúme, um jogador que apenas os mais antigos tiveram a sorte de ver jogar, e jogar tanto, que não poderiam mesmo ter-lhe dado outro apelido que não o de "Pai da Bola".
Waldemar Fiúme era paulista de São Paulo, onde nasceu em 12 de outubro de 1922. Começou sua carreira nos antigos campos da Várzea do Glicério, onde seu estilo alto, esguio e de enorme habilidade chamou a atenção de um fanático torcedor palestrino, que em 1940 o levou para o Palestra Itália. O meia que depois foi volante e que em seguida se fixou na quarta-zaga, sendo absoluto em todas elas, viu o Palestra Itália morrer líder e o Palmeiras nascer campeão. Nas duas décadas que atravessou vestindo as nossas cores, aliás as únicas de toda a sua carreira, ganhou inúmeros títulos, com destaque para a Copa Rio de 1951 e os Campeonatos Paulistas de 1942, 1944, 1947 e 1950. Por toda a sua dedicação ao clube ganhou em 1956 a edificação de seu busto em bronze nos jardins do Palestra Itália.

Mas fazia já algum tempo que Waldemar Fiúme não estava bem. Sérios problemas com a sua circulação sangüínea limitavam seus movimentos. Não havia outra solução senão a amputação de suas pernas, totalmente comprometidas pela gangrena. Fiúme, porém, retardou a cirurgia o máximo possível, a fim de que tivesse tempo de receber mais uma homenagem do Palmeiras, o que aconteceu em setembro último, na festa dos veteranos do clube. Em razão da idade já avançada, ele suportou bem a cirurgia, mas não o período seguinte.



Escrito por mlopomo às 19h31
[] [envie esta mensagem
] []





TORNEIO RIO SÃO PAULO.

Após 39 anos de amadorismo (1894 – 1933), o Brasil conheceu o futebol remunerado e o esporte rei tomou grande impulso. Uma das primeiras bases instituídas para maior progresso foi o torneio Rio-São Paulo de clubes. Em 1933, o acordo foi completo entre paulistas e cariocas, realizando-se então o primeiro Rio São Paulo. Participaram sete clubes bandeirantes e cinco agremiações cariocas. Foram realizados 69 cotejos, em dois turnos. O primeiro campeão foi o Palestra Itália  (36 pontos ganhos)



Os demais classificados; pela ordem foram os seguintes: São Paulo (34 p g), Portuguesa (30 pg), Bangu (29 pg), Corinthians (22pg) Fluminense (20 pg), América (18pg) Santos (17 pg), Bonsucesso (17 pg) São Bento (13 pg) e Ipiranga (5 pg).
O time alvi verde estava em grande fase: no Rio São Paulo, perdeu apenas duas partidas, ambas no Rio de janeiro,para o Bangu e América, enquanto no campeonato paulista perdeu apenas um jogo (contra a Portuguesa por 3 x 1. Nascendo o daí o fatalismo do clube luso diante do verde e branco.
Finda a primeira temporada profissional, já com a “guerra” C.B.D x F.B.F, em pleno desenvolvimento , a corrente amadorista acusava o profissionalismo de ter fracassado.
Daí se seguiram serias cisões no Rio São Paulo, verificando-se a pacificação do futebol brasileiro apenas em 1937.
Finalmente em 1940, os clubes paulistas e cariocas reeditaram o torneio Rio São Paulo, mas não passou do primeiro turno.
No Pacaembu, os jogos renderam regularmente, porem no Rio a situação foi diversa. Tomaram parte no certame 4 clubes paulistas e cinco cariocas. Depois de 35 partidas disputadas. A classificação apresentou-se assim: Flamengo e Fluminense 3 pontos perdidos. Corinthians 7 pp, Palestra e Botafogo 8 pp, Portuguesa 9 pp, América e Vasco 10 pp, e São Paulo 12 pp.

Leônidas da Silva do Flamengo foi o artilheiro com 13 tentos e Mario Vianna foi o juiz que mais apitou (3 vezes). São Paulo ganhou em renda 316. 088, 00 sobrepujando nitidamente o Rio (130. 293,00. A maior renda foi do jogo Corinthians x Fluminense 53. 800, 00.
Em março de 1942 foi realizado no Pacaembu um sugestivo torneio de cinco grandes clubes do Rio e de São Paulo (Corinthians, Palestra, São Paulo, Flamengo e Fluminense, certame esse que tomou a denominação de
“Quinela de Ouro” ou torneio “torneio dos campeões”.
Após 10 partidas a classificação ficou assim: Corinthians, 2 pp, Flamengo 3 pp, Palestra 4 pp, São Paulo 5 pp, Fluminense 6 pp. Echevarrieta (Palestra) foi o artilheiro com 5 tentos; Oberdan foi o arqueiro mais vazado com oito gols.
Carlos de Oliveira Monteiro (tijolo) foi o juiz que mais apitou (4 vezes) A renda total alcançou a cifra de 750. 038,00.
De 1943 a 49, não tivemos torneios Rio São Paulo. Em 1950 acertaram os dirigentes de clubes dos dois maiores centros esportivos do país a realização em caráter continuo deste certame. E daí então temos tido esse magno torneio a chamar a atenção do publico esportivo do Brasil.
Todavia em 1956 em virtude da excursão do selecionado brasileiro ao velho mundo não se realizou o torneio, reencetando-se a disputa no ano seguinte.
O torneio Rio São Paulo passou a se chamar torneio “Roberto Gomes Pedrosa” em homenagem a este grande esportista, desaparecido em 1954. Pedrosa foi goleiro do Botafogo e do São Paulo. Jogou tambem pela seleção da APEA e do Brasil, sempre se destacando pelo cavalheirismo e categoria. Depois passou a dirigente: Presidente do São Paulo , da F P F, Pedrosa foi o criador da lei do acesso.
Após a sua morte, o Botafogo propôs que seu nome fosse dado ao maior torneio inter clubes do Brasil, sugestão aceita por todos, a partir de 1967.

1950
Campeão.
Corinthians
O time.
Cabeção (Bino), Lorico, (Nilton) Belfare; Olavo, Alan, Idario, Goiano, Homero,Touguinha e Roberto (Helio). Cláudio, (Noronha) Luisinho, Baltazar, Carbone, Mário, Nardo, Nenê,(Nelsinho), Colombo,Souzinha, Edelcio, (Fortaleza) 

Foto:site-www.miltonneves.com.br

)Cabeção, Idario, Goiano, Homero, Olavo, Antônio Julião-agachados,Cláudio, Luizinho, Carbone, Mário e Baltazar
Campanha- Em S.Paulo= Corinthians 4x1São Paulo-
3x2, contra o Palmeiras- 2x1 Vasco, 5x3-Portuguesa Desportos, 1 x 1 Botafogo-  Campanha no Rio - 2x 6-Flamengo= 3x1-Fluminense.
Classificação final.
1º-Corinthians............................ 3 pp,
2º-Vasco da Gama ....................4 pp,
3º-Portuguesa de Desportos. 5 pp,
4ºPalmeiras................................. 7 pp,
5º-Flamengo ...............................8 pp,
6º-São Paulo ...............................9 pp,
7º-Botafogo e Fluminense ... 10 pp.

Jogos realizados............................. 28.
Gols marcados............................... 146.

                                                                         Barbosa (Vasco da Gama) o menos vazado do torneio de 1950

 

 

 


Artilheiro Baltazar (foto) (Corinthians)...... 9 gols.
Ataque mais positivo. Portuguesa 27 gols.
Ataque menos positivo, Palmeiras, Botafogo, Fluminense -14 gols.
Arqueiro mais vazado: Caxambu Por. Desportos................ 21 gols.
Arqueiro menos vazado: Barbosa Vasco da Gama.............. 12 gols.
Pênaltis assinalados ...........14
Convertidos ...........................12
Defendidos ...............................2
Gols contra – Djalma Santos, Portuguesa. 1 gol.
Juizes que mais apitou: Mr. Rowley (FPF) 6 vezes, Mario Vianna FMF, 5 vezes.
Renda em São Paulo..............4.118.334,00
Renda no Rio, São Januário, 2.313.019,00
Renda total............................. 6.431.353,00
Record de renda. 877. 405.00-Corinthians 2 x 1 Vasco (22/01/50)


Osvaldo Silva (Baltazar) foi o artilheiro do torneio Rio São Paulo, de 1950. A maioria de seus gols, era de cabeça. Por isso foi chamado de Cabecinha de Ouro. O que levou o radialista Alfredo Borba a compor uma musica em homenagem ao centro avante corinthiano, gravado pela cantora Elza Laranjeira. Gol de Baltazar, gol de Baltazar, salve o cabecinha um a zero no placar.























 



Escrito por mlopomo às 19h25
[] [envie esta mensagem
] []





1951
Campeão PALMEIRAS


Time. Oberdan (Lourenço) Turcão (Mexicano) (Manuelito) (Salvador) Palante. Waldemar Fiume, Luiz Villa, Sarno, (Gengo) e Dema. Lima, Canhotinho, Ieso, Aquiles, (Liminha), Jair, Rodrigues (Brandãozinho)
Campanha em São Paulo
Palmeiras 4 x 2-Bangu = 0x3-Corinthians = 7x1-Flamengo = 4x3-Portuguesa = Palmeiras 3 x 2 Corinthians(1º extra) = Palmeiras 3 x 1 Corinthians(2º extra)
No Rio – 4 x 6 América = 1 x 4 Vasco
CLASSIFICAÇÃO FINAL.
1º Palmeiras e Corinthians.............................4 pp.
2º Portuguesa, América, Bangu e Flamengo..7 pp.
3º Vasco da gama ..........................................8 pp.
4º São Paulo................................................. 12 pp.
Ouve a disputa de melhor de três entre Palmeiras e Corinthians, e o Palmeiras venceu duas partidas 3 x 2 e 3 x 1. sagrando-se campeão.
Jogos realizados 28 + 2 extra. = total -30
Gols marcados - 150.
Principais artilheiros. Aquiles (Palmeiras) Ademir (Vasco) - 9 gols cada.
Ataque mais positivo – Palmeiras..........31 gols
Ataque menos positivo – São Paulo...... 8 gols.
Goleiro mais vazado – Osni (América)..19 gols.
Arqueiros menos vazado Cabeção (Corinthians) Barbosa (Vasco).18 gols
Pênaltis assinalados....11
Convertidos...................10
Fora................................. 1
Gols contra – Guilherme Portuguesa. 1 gol.
Juizes que mais atuaram – Alberto da Gama Malcher (F M F)Dante Rossi (FPF) 6 - vezes
Renda em São Paulo 8.009.526,00
Renda no Rio.............5.188. 747,00
Total ..........................13.198.273,00
Renda record. Vasco 2 x 2 Flamengo – 15/03/1951 – maracanã.


>1952
Portuguesa de Desportos - A  Campeã

                                                                  Foto - google
                                                         
                                                            Foto -site-www.miltonneves.com.br
Em pé, da esquerda para a direita. Lindolfo (goleiro), Djalma Santos, Nena, Brandãozinho, Hermínio e Ceci. Agachados: Julinho Botelho, atleta não identificado, Nininho, Pinga e Simão.
                                                              foto - blog da Portuguesa
Pinga, o maior artilheiro da Portuguesa, Brandãozinho, Djalma Santos e Julinho, na concentração as vesperas dos jogos finais para desempatar e ver quem seria o campeão daquele ano de 1952. O titulo ficou com a Lusa -

Classificação Final –
1º Vasco e Portuguesa.......................................7 pontos perdidos-
2º Corinthians , Santos e Fluminense............. 8 pp.
3º São Paulo, Palmeiras, Botafogo e Bangu - 10 pp.
4º Flamengo..................................................... 12 pp.
Vasco e Portuguesa realizaram duas partidas. Para decidir que seria o campeão. 1º jogo -Portuguesa 4 a 2 (São Paulo) e 2º jogo - 2 x 2(Rio)
O time= Muca (Lindolfo) Nena, (Hermínio) e Noronha. Djalma Santos, (Carlos) (Manduco) Brandãozinho e Ceci. Julinho, (Leopoldo) Renato, Nininho, (Bota) Pinga e Simão.
Campanha
Em São Paulo- Portuguesa 2 x 4 Fluminense = 3x2- Palmeiras = 5x1-SANTOS = 3X2-Corinthians = 5x1-Bangu = 2x3 São Paulo = 2x1-Botafogo =
No rio- 0x1-Flamengo = 1x1- Vasco =

Jogos realizados.....45
Gols marcados......182.
Principal artilheiro - Pinga (Portuguesa) - 11gols.
Ataque mais positivo – Portuguesa de Desportos..29 gols.
Ataque menos positivo – Palmeiras.........................12 gols.
Arqueiro mais vazado – Manga (Santos)................19 gols.
Arqueiro menos vazado Fabio (Palmeiras) ..............8 gols.
Pênaltis assinalados....13
Convertido...................11
Defendidos......................2
Gols contra – Mirim (Bangu)- Nena (Portuguesa) Newton Santos (Botafogo) Clarel (Vasco)
Juises que mais apitaram – Mr. Hartes (FPF) 13 – Mr Aldridge (FPF) 11.
Renda em São Paulo....9.415.147,00
Renda no Rio.................9 383.326.20
Total..............................18.798.473,20
Renda Record do torneio- Vasco 1 x 1 Portuguesa 30/03/52 – maracanã.


1953
Corinthians – Campeão

Classificação final: Por pontos perdidos.
1º Corinthians..............................6 pp
2º Vasco da Gama .......................7 pp.
3º Botafogo São Paulo..................8 pp
4º Fluminense...............................9 pp
5º Palmeiras, Bangu e Flamengo.10 pp
6º Portuguesa e Santos.................11pp

Luizinho, o pequeno polegar
Time- Cabeção, Olavo, (Homero) Julião, Idario, Goiano, Sula e Roberto. (Lorena). Cláudio, Luisinho, (Gatão) (vermelho) Baltazar, (Nardo) Carbone, Souzinha (Mário) (Liquinho).
Campanha, em São Paulo.
Corinthians 1 x 0 Botafogo = 6x0, Flamengo = 3x1,Santos = 1x3,São Paulo = 3x2,Bangu = 2x0,Portuguesa = 3x3,Palmeiras.
Campanha no Rio.
3x3,Fluminense = 0x1 Vasco.

Jogos realizados......................................... 45
Gols marcados........................................ 164
Principal artilheiro Vasconcelos (Santos)...8 gols
Ataque mais positivo Corinthians............. 22 gols
Ataque menos positivo São Paulo..............12 gols
Arqueiro mais vazado Manga (Santos)......22 gols
Arqueiro menos vazado Barbosa Vasco......6 gols
Penaltis assinalados....................................15
Convertidos............................................ 11
Trave .............................................................1
Defendidos ....................................................3
Gols contra..Leone e Garcia (Flamengo), Herminio e Brandãozinho (Port. Desportos)
Cássio (Santos) Pindaro (Fluiminense)
Juizes que mais apitaram. Mário Vianna(FMF) 8, João Etzel (FPF) 7.
Rendas em São Paulo- 9.988.640,00
Renda no Rio – 10.792.230.90
Total 20. 685.870,90
Recorde de renda do torneio – 31/05/53 -1. 565.047,30 Vasco 1x 0 Corinthians (Maracanã)


Escrito por mlopomo às 19h22
[] [envie esta mensagem
] []





1954
Campeão.
Corinthians
Classificação final.

Corinthians ..........................4 -pp
Fluminense ..........................5- pp
Palmeiras..............................6- pp
São Paulo..............................8 –pp
Vasco da Gama.....................9-pp
Santos.........................................10-pp

Flamengo.....................................11pp
América e Portuguesa...........12-pp
Botafogo................................13

Os primeiros jogos do Rio- São Paulo, 1954, serviram para mostrar como o Corinthians seria naquele ano o campeão.
Em seis partidas, contra Botafogo, America, Vasco, Fluminense, Flamengo e Portuguesa, o time ganhou todas. O bicampeonato já parecia estar garantido
Mas duas derrotas nos jogos seguintes, contra o São Paulo e Santos, acabaram abalando a equipe. O tecnico Rato, que novamente estava no comando, foi mandado embora. Para o seu lugar, o presidente Alfredo Ignacio Trindade chamou Osvaldo Brandão.
O novo tecnico conseguiu motivar o Timão logo de cara. Em sua estreia, o Corinthians ganhou do Palmeiras por 1 a 0, foi favorecido pela derrota do Fluminense para o Vasco e conquistou o bicampeonato no Torneio Rio-São Paulo

O time bicampeão do Rio-São Paulo, em 1954. Em pé: Goiano, Olavo, Alan, Homero, Roberto e Gilmar. Agachados: Claudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Nono.

Claudio Cristovão Pinho
Os que jogaram: Gilmar, (Cabeção) Murilo, (Homero) e Olavo. (Diogo) Idario, Goiano, e Roberto. (Julião) Claudio(foto), Luisinho, Nardo, (Paulo) Carbone, (Rafael) (Gatão) e Simão.(Souzinha) (Rato-II).
Campanha, em São Paulo.
Corinthians 4 x 3 America. 3x2,Portuguesa = 0x2,Santos = 0x1,São Paulo = 1x0,Palmeiras.
No Rio – 2x1,Botafogo = 1x0 Fluminense = 2x1,Flamengo.

Jogos realizados....45
Gols marcados....149
Principal artilheiro Dino(Botagogo) 7
Ataques mais positivo- Fluminense e América-18
Ataques menos positivo- São Paulo e Flamengo-10
Arqueiro mais vazado -Lindolfo (Port. Desportos) 19 gols
Arqueiro menos vazado -Poy (São Paulo) ...........7
Pênaltis assinados - ...............................................14
Convertidos – 10
Defendidos ............................3
Trave......................1
Gols contra - De Sordi (São Paulo),Nena (Port. Desportos) Jorge(Flamengo), Joel e Rubens(América)
Juizes que mais apitaram. Rimel La Torre, (FPF) 11 vezes- e Alberto da Gama Malcher (FMF)
Renda em São Paulo – 6.517.355,00
Renda no Rio – 6.217.550,00
Total – 12.734.905,00
Renda Record, do torneio. Palmeiras 1 x 0 São Paulo16/05/54-Pacaembu.


1955
Campeão-Portuguesa de Desportos


Em pé: Djalma Santos, Cabeção, Floriano, Nena, Brandãozinho e Zinho -Agachados: Julinho, Airton, Ipojucan, Edmur, Ortega e o massagista Mario Américo

Campanha da Lusa
09/04/1955 - Portuguesa 1 x 3 Botafogo -
14/04/1955 - Corinthians 5 x 5 Portuguesa
17/04/1955 - América 2 x 4 Portuguesa -
20/04/1955 - Portuguesa 2 x 0 São Paulo -
27/04/1955 - Portuguesa 5 x 2 Palmeiras -
01/05/1955 - Flamengo 1 x 1 Portuguesa
04/05/1955 - Portuguesa 5 x 1 Santos -
08/08/1955 - Portuguesa 3 x 1 Fluminense -
11/05/1955 - Vasco 0 x 0 Portuguesa

Classificação final –
1º-Portuguesa e Palmeiras ....5-pp
2º-Botafogo .............................7-pp
3º-Flamengo ............................8-pp
4º-Santos...e América .............9-pp
5º-Vasco e Fluminense.......... 11-pp
6º-São Paulo........................... 12-pp
7º-Corinthians........................ 13-pp
OBS: Palmeiras e Portuguesa, terminaram empatados, em primeiro lugar com cinco pontos perdidos. Foram realizadas duas partidas extras, para se saber quem seria campeão. Primeiro jogo, empate de 2x2, segundo jogo Portuguesa 2 x 0.
Os que jogaram – Cabeção, (Lindolfo), Nena, e Floriano, (Reinaldo) Djalma Santos, (Hermínio), Brandãozinho, e Zinho. (Ceci). Julinho, (Osvaldinho) Ipojucan, Airton, Edmur, (Átis) e Ortega (Zé Amaro)
Campanha em São Paulo.1 x 3 Botafogo = 5x5,Corinthians = 2x0,São Paulo = 5x2,Palmeiras = 5x1,Santos = 3x1,Fluminense =
No Rio. 4x2 America = 1x1, Flamengo = 0x0,Vasco.

Jogos realizados-.........................47
Goçs marcados......186
Principal artilheiro-Edmur(Port. Desportos) 11-gols
Ataque mais positivo-Palmeiras ......................34-gols
Ataque menos positivo- São Paulo....................11-gols
Arqueiros,mais vazados-Veludo(Fluminense-Gilmar(Corinthians)..21
Arqueiro menos vazado-Cabeção (Portuguesa)....9-gols
Penaltis assinalados-..........16
Convertidos..........11
Defendidos.........2
Trave..........1
Chutados fora.....2
Marcaram Contra- Edson (América) 2-
Agnelo(América) Belini (Vasco)-Djalma Santos(Portuguesa), Formiga(Santos) 1 gol cada.
Juizes que mais apitaram. Mario Vianna(FMF) 13, e Antonio Musitano (FPF) 9.
Renda em São Paulo. 7.307.940,00
Renda no Rio – 6.575.662,50
Total – 13.883.602,50
Renda Record do torneio- 812.160,00
Jogo extra- Palmeiras 2 x 2 Portuguesa Desportos. 29/05/55.

Time do Palmeiras de 1955- Vice Campeão



1956
Este ano não ouve o torneio devido à excursão do selecionado brasileiro ao exterior.


1957
Campeão -
Fluminense

Quem jogou: Victor Gonzalez, (Alberto); Cacá, e Pinheiro, (Beto) (Roberto); Ivan,(Jair Santana), Clovis, e Altair; Tele, Léo, (Jair Francisco), (Alecir) Valdo, Robson, e Jair (Osvaldo) (Escurinho)

Classificação final.
Fluminense .......................2-pp
Vasco e Flamengo.............7-pp
Santos.................................8-pp
Botafogo e Portuguesa .....9-pp
São Paulo .........................10-pp
Corinthians e Palmeiras..12-pp
América.............................14-pp

Jogos realizados-.....45
Gols marcados......164
Principal artilheiro- Valdo-(Fluminense) 13
Ataque mais positivo – Fluminense – 13
Ataque menos positiva – América- Corinthians..10
Arqueiro mais vazado- Cabeção (Portuguesa)
Arqueiro menos vazado- Victor Gonzales (Fluminense)
Pênaltis assinalados - ............8
Convertidos.7
Defendido.....1
Gols contra, Robson (Fluminense)... 1
Juizes que mais apitaram – Catão Montez Juinior, (FPF) 10-Alberto da Gama Malcher (FMP).... 9.
Renda em São Paulo..11.488.737,00
Renda no Rio- 10.923.263,00
Renda Record do torneio – 1.4
54.998,00 – Fluminense 2 x 0 Vasco, 21/07/57 maracanã.

Massola no inicio de carreira no Palmeiras. Disputou o Rio São Paulo no ano de 1957.
Veio de Piracicaba e foi se destacando.





Nesse mesmo ano foi convocado para a seleção
brasileira marcando um gol logo na estreia,
juntamente com P elé na vitoria de 2 x 1 contra Argentina no Pacaembú.


Escrito por mlopomo às 19h19
[] [envie esta mensagem
] []





                                          1958
                                                    Campeão - Vasco da Gama.
                                                                Belini recebe a faixa de campeãoO time: Helio (Barbosa), Paulinho, (Dario), (Ortunho), e Viana, (Belini), Ecio, (Laerte), Orlando, (Barbozinha), e Coronel: Sabará, Almir,(Livinho), Vava, (Artoff), (Wilson Moreira), Roberto, (Rubens) e Pinga. (Quincas).
Campanha do Vasco. 3x2-São Paulo, 6x1-Fluminense, 1x0- América, 1x0-santos, 4x2-Botafogo, 1x1-Flamengo, Em São Paulo-2x4-Palmeiras, 3x1-Corinthians, 5x1-Portuguesa.

Classificação final.
1º Vasco da Gama................................3 pp
2º Flamengo.................. ......................5 pp
3º Corinthians............... ......................7 pp
4º São Paulo F C ................................8 pp
5º Fluminense e Botafogo..................10 pp
6º Santos F C .....................................11 pp
7º Palmeiras, Portuguesa e América...12 pp
Jogos realizados ...45
Gols marcados ...197
Artilheiro....Gino (São Paulo) 12 gols
Ataque mais positivo...São Paulo 28 gols
Ataque menos positivo...Fluminense 9 gols
Arqueiro mais vazado Amauri (Botagogo) 25 gols sofridos
Arqueiro menos vazado Castilho (Fluminense, Gilmar (Corinthians) 9 gols.
Pênaltis assinalados.......14
Convertidos....................11
Defendidos.......................2
Trave................................1
Juizes que mais apitaram. Eunapio de Queiros(FMF) 9, João Etzel Filho
E, Alberto da Gama Malcher....7
Renda em São Paulo..14.122.065,00
Renda no Rio............ 19.069.914.00
Total= ........................33.191.979,00

Ipojucam, jogou no Vasco da Gama nos anos 1950
Renda Record do torneio = 4.140.899,00, (Vasco 1 x 1 Flamengo maracanã) 29/03/58.
1959
Campeão- Santos F C

Time: Laercio, Getulio, (Helvio), Pavão e Mourão (Dalmo):Álvaro, (Feijó), Ramiro e Zito.(Fioti). (Urubatão), Dorval, Jair, Coutinho, (Afonsinho) (Pagão), Pelé, e Pepe.
Campanha do Santos. 3x2-Flamengo. 1x1-Fluminense, 2x0-Portuguesa, 4x3-SãoPaulo, 3x2-Corinthians, 1x2-Palmeiras, 3x0-Vasco. No Rio: 4x2-Botafogo, 3x4-America.

Classificação final.
1º-Santos ...................................5.pp
2º-Vasco da Gama.................... 6 pp
3º-Flamengo..............................7 pp
4º- São Paulo Palmeiras............8 pp
5º - América........................... ..9 pp
6º - Botafogo.......................... 10 pp
7] – Fluminense Corinthians...12 pp
8º-Portuguesa ..........................13 pp
Jogos realizados....45
Gols marcado......172
Principal artilheiro....Henrique Flamengo...... 9
Ataques mais positivos...Santos e Flamengo...24
Ataque menos positivo....Corinthians 10
Arqueiros mais vazados. Carlos Alberto (portuguesa) e Poy (São Paulo) 18 gols sofridos
Arqueiros menos vazados Barbosa(Vasco) Victor Gonzáles (Fluminense)6 gols sofridos
Penaltis assilanados........9
Convertidos ...................7
Defendido .......................1
Trave...............................1
Juizes que mais apitaram. Eunapio de Queiroz (FMF) Elias Assad Simão (FPF) 8.
Renda em São Paulo...14.390.436.00
Renda no Rio..............12.146.031,00
Total............................26.536.467,00
Renda Record do torneio 1.717.965.00, Palmeiras 4 x 1 Botafogo 15/04/59 (Pacaembu)

1960
Campeão – Fluminense
Classificação final.
Fluminense........................................................ 4 pp
Botafogo .............................................................6 pp
Corinthians, Flamengo, e Vasco da Gama. 7 pp
Palmeiras............................................................9 pp
São Paulo..........................................................11 pp
Santos ........................................................ ......12 pp
Port. Desportos............................................... 13 pp

Time: Ari, Joubert, Bolero, Jordan, Jadir, Carlinhos, Joel(Oton), Gerson, Henrique, Dida(Norival) e Germano.

 

Torneio RIO - SÃO PAULO - 1961
CAMPANHA :
C.R. Flamengo 2x1São Paulo (SP-04/03/1961
C.R. Flamengo3x2Palmeiras (SP) 08/03/1961
C.R. Flamengo1x7Santos (SP) 11/03/1961
C.R. Flamengo0x2Fluminense (RJ) 16/03/1961
C.R. Flamengo0x3Botafogo (RJ) 22/03/1961
C.R. Flamengo2x0Portuguesa de Desportos (SP) 25/03/1961
C.R. Flamengo2x1América (RJ) 29/03/1961
C.R. Flamengo2x1Vasco da Gama (RJ) 02/04/1961
C.R. Flamengo0x3Corinthians (SP) 08/04/1961
C.R. Flamengo3x1Palmeiras (SP) 16/04/1961
C.R. Flamengo5x1Santos (SP) 19/04/1961
O JOGO DO TITULO :
C.R. Flamengo 2 x 0 Corinthians (SP) Torneio Rio-São Paulo23/04 - Estadio: Maracanã - Gols Joél  e Dida.

Fadel Fadel, advogado carioca, foi um dos grandes presidentes do Flamengo (1961-1966). No seu primeiro ano, em 1961, o Flamengo conquista o Torneio Rio-São Paulo, sendo a primeira taça de nivel nacional que vem para a Gavea. Surge a geração de Carlinhos, Nelsinho, Gerson, Jaime, Silva e Almir.

América...................................................... .......14 pp
1961 - Campeão - Flamengo


Escrito por mlopomo às 19h17
[] [envie esta mensagem
] []





 

1965
Campeão S.E.Palmeiras
Torneio realizado em três turnos. Alias, o unico de todos os torneios realizados e ter três turnos. O Palmeiras venceu todos os três. Só não foi campeão invicto devido a uma derrota inesperada por 2 x1 contra o Flamengo no Pacaembu. Num jogo que o zagueiro reserva Santo, que substituia Djalma Dias cabeceou uma bola que foi no peito do medio Carlinhos, que emendou para as redes. Foi a unica derrota

que o Palmeiras teve.

O time Campeão de 1965 - Chamado de academia. Este o time que jogou a partida final de 1965, contra o Botafogo o qual venceu por 3 x 0.
Jogo que Gerson, quase quebrou a perna de Dudu, sendo expulso de campo. Na foto não esta Ademar Pantera que havia quebrado a perna contra o Botafogo de Ribeirão Preto num jogo amistoso.




1967

Campeão S.E.Palmeiras

Já com a denominação de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, e com a inclusão de Atletico Mineiro, Cruzeiro, Internacional e Grêmio.

                                                    1969 - Robertão,Palmeiras, campeão
Em 1969, o torneio Rio São Paulo, que depois de 1967 passou a ser chamado de torneio Roberto Gomes Pedrosa, teve incluído mais duas equipes, de Minas e Rio Grande do Sul, Atlético, Cruzeiro, Internacional e Grêmio e foi apelidado de Robertão. E neste ano o Palmeiras foi o campeão. Eis a foto do time de 1969, acima.


Escrito por mlopomo às 19h14
[] [envie esta mensagem
] []





Lidu e Eduardo.

Lidu e Eduardo eram dois jovens atletas de futebol que defendiam o S.C. Corinthians Paulista, já no crepúsculo dos anos 1960. Eduardo Neves de Castro, que veio do Rio de Janeiro, (jogava no América), estava já bem ambientado e era um dos destaques do time corinthiano, jogando sempre na ponta esquerda.

Lidu, depois de um inicio claudicante ja tinha se firmado como titular.

Já, Lidu, (Ludgero Pereira da Silva), veio de Presidente Prudente, sua terra natal, mas antes de vir para o Corinthians jogou também no futebol paranaense.
Ao contrario de Eduardo, Lidu não tinha se dado muito bem em São Paulo. Suas atuações iniciais não estavam agradando, mas aos poucos foi se firmando e caiu nas graças da torcida, já tinha realizado boas partidas, inclusive na ultima que jogou em Sorocaba, quando o Corinthians tinha empatado de 1x1 contra o São Bento local.
Estando já em São Paulo naquela mesma noite 28 de Abril, Lidu e Eduardo foram jantar no restaurante Recreio Chácara Souza, em Santana. Ninguém poderia esperar por um desfecho tão trágico.
Toda São Paulo acordou naquela segunda feira dia 29 de abril de 1969, com as manchetes dos jornais revelando a morte de Lidu e Eduardo. E até agora ninguém compreende o porque de tudo isso, era o que dizia o Diário Popular daquele triste dia, para o futebol brasileiro.
Ao voltar vindo pela avenida marginal do Tiete, ainda em construção, e sem iluminação,
............................................................Foto - do site...www.miltonneves.com.br
O presidente do São Paulo F.C, Laudo Natel
esteve presente ao enterro, na foto ele
aparece ao lado de Wadi Helou,
presidente do corinthians na época.
O presidente do Corinthians Wadi Helou e o diretor Elmo Franchini foram os primeiros a chegar ao proto-socorro. Enquanto os familiares das vitimas eram avisados. Os corpos mutilados foram levados para o necrotério do instituto medico legal.
Stela de Castro, esposa de Eduardo mesmo depois avisada, evitou ir ao necrotério, estava traumatizada. Havia se casado com Eduardo no dia 18 de dezembro, quatro meses antes da tragédia, e não conseguiu suportar o choque. Os primeiros a chegar ao necrotério foram Paulo Borges e esposa, e Dino Sani. Depois vieram Rivelino e seu pai Nicola.
Depois da missa de corpo presente as caixas funerárias foram cerradas e os carros se
preparavam para a viagem.

Neusa a esposa de Eduardo mostrava seu desespero, esteve sempre amparada por alguem durante o velorio do marido.

O corpo de Eduardo seguiu às 17 horas para a Guanabara, onde seria enterrado no cemitério do Caju. Jogadores do América do Rio vieram a São Paulo para acompanhar o antigo companheiro de clube, nessa viajem. Os diretores do Corinthians João Creveland, Otavio Muniz,
e, Américo Cater, foram para a Guanabara, em companhia dos jogadores Diogo e Louro.
O corpo de Lidu deixou o parque São Jorge na mesma hora sendo trasladado para Presidente Prudente, sua terra Natal. Foram os diretores Jorge Cardoso, Pedro Monteiro e Waldemar Fictorato, alem dos jogadores, Ditão, Clovis, Alexandre e Buião e o porteiro Caldeirão.
Foi uma grande comoção naquela segunda feira cinzenta, e garoenta, Como dizia Fiori Gigliotti, o céu estava carrancudo e caiam lagrimas.
Mario-Lopomo - (Blog)
http://mariolopomo.zip.net
 
 
 
 
 






Brito, Buião e o assessor de imprensa Otavio Munis -
................................................................................................................................Milhares de pessoas foram acompanhar os atletas na ultima viagem
Lidu que dirigia seu Carro (fusca) Castor placa 9 26 79, e carta nova, não viu que tinham guias jogadas no asfalto e passando por cima delas capotou o carro, dando varias cambalhotas e espatifou-se no chão, perto da ponte da Vila Maria, jogando Lidu e Eduardo fora do veiculo sofrendo ambos fratura de crânio, roubando do Corinthians dois titulares, que faleceram antes de dar entrada ao pronto-socorro de Santana. Antes porem os corpos foram saqueados por pessoas sem alma e coração, Objetos, como relógios, correntes e carteiras, foram levados.


Escrito por mlopomo às 19h09
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]