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Blog de mlopomo
 


Oswaldo Silva
(Baltazar o Cabecinha de Ouro)


"Nunca fui bom com os pés, mas, com a cabeça, nem o Pelé foi melhor do que eu", dizia ele sem constrangimento.

Osvaldo Silva, Nasceu a 14 de Janeiro de 1926 em Santos e iniciou sua carreira como meia direita do Jabaquara AC em 1943. Apesar de se chamar Oswaldo Silva, o Cabecinha de Ouro usou nos gramados o nome de seu irmão, que também era jogador de futebol, mas que não conseguiu atingir sucesso que ele Oswaldo teve nos gramados. A primeira vitoria de ressonância de Owaldo Silva o, Baltazar foi quando, dois meses depois de sua estréia o Jabaquara surpreendeu o São Paulo líder do campeonato, no dia 9 de Julho de 1944, Em Ulrico Mursa, vencendo por 3 x 2, ali ele ainda era o meia direita. O dois gols do São Paulo tinham sido marcados por Luizinho Mesquita, e os gols Jabaquara, Foram por Bahia, Tom Mix e Baltazar. E nesse seu primeiro campeonato ele participou somente dois terços e marcou sete gols, sendo cinco de cabeça.






Este é o time do Jabaquara o ultimo ano dele em Santos, Baltazar aos 19 anos, é o terceiro de pé da esquerda para a direita.
Em 1945 Baltazar foi contratado pelo Corinthians, aos 19 anos de idade diretamente contratado ao Jabaquara A.C. do bairro do Macuco em Santos, (onde nasceu), pelo presidente Alfredo Ignácio Trindade, porque o Teleco estava encerrando a carreira e o Servilio já estava meio baleado...no inicio ele jogou como meia direita e somente no final da década de 40, com a saida do Servilio, ele foi jogar como centro avante.
O sei primeiro campeonato paulista pelo Corinthians foi no ano de 1946 que time tinha essa formação: Bino, Domingos da Guia e Aldo. Palmer, Helio e Aleixo. Claudio, Baltazar, Servilio, Rui e Walter (Pipi). Veja que também no Corinthians ele começou como meia direita, já que Servilio que era pai de um outro Servilio que brilharia vinte anos depois era o titular como centro avante.
Seu primeiro titulo do campeonato paulista foi em 1951, (na foto acima o time dos 103 gols) ai Baltazar já era um craque consagrado, marcou 24 gols e só não foi o artilheiro do campeonato por que seu companheiro de clube Carbone, cismou de marcar 30. No jogo final em que o “timão” venceu o Guarani por 4 x 0, Baltazar marcou dois gols, e Jakson e Carbone os demais. E ai o time era Cabeção, Murilo e Julião. Idario, Touguinha e Lorena. Claudio, Luizinho, Baltazar, Carbone ( Jakson) e Mário. Nesse mesmo ano de 1951, Baltazar fez o seu primeiro jogo internacional, jogando fora do país, seu batismo internacional não podia ser mais rigoroso, enfrentando a poderosa seleção Uruguaia campeã mundial, titulo conquistado um ano antes no Brasil. E o Corinthians venceu com uma goleada de 4 x 1, juntamente com seus colegas. Cabeção, Homero e Rozalem, Idario, Touguinha e Julião (Roberto). Claudio,Luizinho, Carbone (Nardo) e Colombo, (Nelsinho).
Nesse ano 1951, êle ganhou um concurso do jogador mais popular do Brasil e ganhou um automovel Studbaker zéro (promoção americana para vender esta marca e que tinha uma revendedora na av.São João dom a Avenida Ipiranga. Anos mais tarde ele teve um incidente com seu carro Cadilac na Via Dutra que teve um incêndio. Baltazar era o grande ídolo corintiano e torcida sempre fiel, se cotizou e deu outro carro para ele de presente.
Foi bi campeão em 1952, ai como artilheiro absoluto com 27 gols. Mas a gloria mesmo para Baltazar foi a conquista do titulo paulista de 1954, quando a cidade de São Paulo comemorava seus 400 anos, e o titulo veio em fevereiro de 1955 um Mês depois de terminado a desta do IV Centenário, sendo esse o maior titulo não só do Corinthians como dele Baltazar.
Baltazar jogou pelo Corinthians de 15 de Novembro de 1945, até 26 de Abril de 1957, 402 jogos ele disputou e marcou um total de 267 gols pelo Corinthians, 70 desses gols de cabeça. Ainda em 1957 jogou pelo Juventus da Mooca, daí voltou a Santos onde jogou novamente pelo Jabaquara, e por fim ainda em 1959 no União Paulista de São Paulo.














Seis anos após sua despedida dos gramados, foi convidado pelo Corinthians para o cargo de auxiliar técnico, cargo que exerceu até ser efetivado como técnico em 1970. Como treinador alcançou bons resultados levando a equipe a fase final do Campeonato Brasileiro, em 1971, nessa época a equipe corintiana já amargava um jejum de 17 anos sem títulos; mas as derrotas, no mesmo campeonato, combinadas a uma série de desentendimentos entre treinador e diretoria, acabaram causando sua demissão. Insistiu na carreira de técnico por alguns anos em equipes menores, contudo, sem sucesso.


Nas fotos Baltazar dos anos 1950, a esquerda contra o Santos com o zagueiro Helvio, e a direita com Palante, num jogo contra o Palmeiras














Foi vice campeão em 1946, 1947, quarto colocado em 1948, quinto colocado em 1949, quinto colocado em 1950, no campeonato paulista, mas já tinha sido campeão pelo torneio Rio São Paulo em 1950, sendo artilheiro do torneio com nove gols. Sendo que no jogo decisivo que valeu o titulo foi um empate de 1 x 1 contra o Botafogo , com gols de Noronha e Otavio, e o Corinthians jogou com Bino, Nilton e Belfare. Idario, Touguinha e Helio. Claudio, Luizinho, Baltazar, Nelsinho (Edelcio) e Noronha.
Em 1950 foi convocado pelo Flavio Costa para a seleção brasileira, porque tinha que ter um jogador do Corinthians na seleção e ao invéz de convocar o Claudio (ponta direita) preferiu o Baltazar (que aliás jogou somente o jogo contra a Suíça no Pacaembu, no qual marcou um gol no empate de 2x2) (foto) No Corinthians ele marcou muitos gols, e vários de cabeça e, não demorou muito, o compositor e critico musical, Alfredo Borba, corintiano roxo, compôs uma musica dedicado a ele com o titulo de, “Gol de Baltazar”, que foi gravada no ano de 1952, pela cantora Elza Laranjeira. “Gol de Baltazar, gol de Baltazar, salve o cabecinha um a zero no placar”.


Garça FC, um dos ultimos times que Baltazar jogou, em 1958, na foto ele tem a sua esquerda China, que foi ponta direita do São Paulo FC de 1947 a 1949.
Fora dos gramados, como varios jogadores do passado, Baltazar passou por dificuldades financeiras, se defendeu como pôde, vendendo livros, comerciante e por quatro anos trabalhou como carcereiro no extinto presídio do Carandiru. Foi casado com Neli Capelupi, uma grande cantora que na vida artistica era conhecida como Nilcéia Rojers, com quem viveu por mais de 40 anos e, teve dois filhos(um casal) Carlos Alberto Silva (batata) hoje com 55 anos, que tambem foi jogador de futebol e jogou entre outros clubes no Botafogo carioca onde conseguiu algum destaque e terminou sua carreira de futebolista no Bandeirantes de Birigui ao final dos anos 1980 ainda jovem com 34 anos. Hoje aos 55 anos é um prospero emprezario dos transportes. A filha Lourdes Giaconia, de 50 anos é, casada com Mauro Giaconia e tem três filhos, o mais novo é Maurinho, que cultua a memoria do avô. O sucesso da familia deve-se mais a grande companheira de Baltazar, Neli, que soube driblar as dificuldades e levar seus filhos ao sucesso na vida cotidiana. Como sempre, o homem que tem uma grande mulher ao lado não morre desamparado.
Nos anos mais dificeis da vida de Baltazar, ele teve sempre o respaldo de sua esposa que mesmo passando por serias dificuldades financeiras esteve junto ao "cabecinha de ouro" até o final de sua vida, que pouco antes de sua partida sofria do mal de Alzheimer, por esse motivo esteve desaparecido por varios dias, sendo encontrado perambulando em uma das cidades do litoral.
Baltazar (Osvaldo Silva) faleceu no Hospital Santa Izabel, localizado na Serra da Cantareira (Zona Norte de São Paulo), dia 25 de março de 1997 aos 71 anos em decorrência de seus múltiplos problemas físicos.

Nas fotos acima, um dos muitos gols de Baltazar, uma certeira cabeçada e indefensavel para o goleiro Laercio do Palmeiras por 2 x 1. Aconteceu no dia 15 de abril 1956, pelo torneio Rio São Paulo
Na primeira foto Baltazar está cabeceando. na segunda, Rafael corre para um possivel rebote
e, na terceira ele comemora o gol, de Baltazar "o cabecinha de ouro".



Escrito por mlopomo às 21h51
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Aqui Baltazar esta no centro do ataque da selação brasileira, que tinha,Maneca, Zizinho, Ademir Menezes e Chico, em 1949. Baltazar participou de dois jogos na copa mundial de 1950. Na partida inaugural contra o México 4x0, sendo autor de um dos quatro gols, e o segundo jogo no Pacaembu contra a Suiça, (foto abaixo) no empate de 2 x 2, sendo ele o autor do segundo gol Brasil.
Baltazar participou de dois jogos na copa  do mundo de 1950. Na partida inaugural contra o México 4x0, foi o autor de um dos quatro gols, e o segundo jogo no Pacaembu contra a Suiça, (foto abaixo) no empate de 2 x 2, sendo ele o autor do segundo gol Brasil.
Na foto,  da esquerda para a direita em pé, Rui, Barbosa, Augusto, Bauer, Noronha e Juvenal. Agachados. Alfredo, Maneca, Baltazar, Ademir e Chico e o massagista Mario Americo.


A copa de 1954 começou com esse gol marcado por Baltazar nas elinatorias contra o Paraguai.

Este é o time que disputou a Copa do Mundo de 1954. Da esquerda para a direita. Djalma santos, Brandãozinho, Newtin Santos, Pinheiro, Mário Americo(massagista)Castilho e Bauer; Agachados. Julinho, Didi, Baltazar, Pinga e Rodrigues.O Cabecinha de Ouro está imortalizado no jardins da "Fazendinha" (Parque São Jorge) com um busto de bronze, com a fisionomia bem parecida a sua real, coisa dificil dos artistas conseguir. Baltazar fez parte da minha infância, era um tempo que a garra corinthiana, estimulava os corintianos, sempre a espera das viradas, que vinha e, a atenção nervosa dos adversarios torcendo para que isso não viesse a acontecer.

 

Como dizia Fiori Giglioti. Baltazar ficara por todo sempre, incrustado na ternura e na sinceridade do nosso cantinho de saudade.

 

Texto e pesquisa: Mário Lopomo.
Colaboração: Flavio Rocha e José Paulo de Andrade.

 

Divulgue esse Blog.


Escrito por mlopomo às 21h49
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Palestra Itália (Pi)
Era o nome de um clube de futebol fundado por italianos que aqui vieram como imigrantes e fundaram no dia 26 de Agosto de 1914, o clube de futebol representava a colonia italiana.


 1916 foi o ano que disputou pela primeira ves o campeonato paulista de futebol.


Antes do Pi como distinvo, tinha na sua camisa ao lado do coração a cruz de savoia .

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O nome Palestra italia foi até 1942, quando o Brasil já tinha declarado guerra ao eixo (Alemanha, Itália e Japão) e por isso o presidente da republica achou por bem mudar o nome de todas as entidades esportivas ou não que tivessem denominações referentes a essas nações, que declararam guerra contra o mundo democratico. Sendo assim a diretoria do Palestra Itália, reunida resolveu colocao o nome de Palmeiras, e segundo historiadores, S E Palmeiras, siguinifica dizer que eles deixaram bem claro, que a sigla S.E.P, significa Seremos Eternamente Palestrino. E no dia 20 de setembro de 1942, justamente no dia em que seria decidido o titulo paulista de futebol, o Palestra entrou em campo já com o nome Palmeiras e foi campeão vencendo o São Paulo F C, por 3 x 1. Sendo assim o Palmeiras nasceu campeão.

Em Minas Gerais tambem tinha o Palestra Itália, que pelo mesmo motivo teve que trocar de nome, e a mudança se deu no dia 7 de outubro de 1942, foi em uma reunião entre sócios e dirigentes, foi decidido tornar a equipe em uma entidade totalmente brasileira, foi aprovado o novo nome: Cruzeiro Esporte Clube. Uma homenagem ao símbolo maior da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul, o nome do maior time de futebol de Minas Gerais foi sugerido pelo ex-presidente do Clube, Oswaldo Pinto Coelho. No ano de 2009 o clube mineiro utilizou uma camisa com o escudo do palestra no lado direito do peito e o do cruzeiro do lado esquerdo, em homenagem a história do clube.
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O Palestra Itália do Estado do Paraná, fundado em 1921, fundiu-se com o Britania Sport Club, e Clube Atletico Ferroviario, em 1971 deu origem ao Colorado Esporte Clube. O Colorado por sua vesz, se fundiu ao Esporte Clube Pinheiros, formando posteriormente o Paraná Clube em 1989.
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Em homenagem ao Palestra Itália (atual S.E. Palmeiras) vários outros clubes adotaram a mesma denominação em municípios do interior paulista, estando alguns deles ainda em atividade, tais como; Palestra Esporte Clube de São José do Rio Preto "", Palestra de São bernardo e outros.
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Houve também muitos outros que foram "extintos", tais como; Palestra Italia de São Carlos, "Palestra Itália de Rio Claro", "Palestra Futebol Clube de Ribeirão Preto" e outros.
Interessante notar ainda que houve um clube denominado Palestra Itália, que não praticava futebol, na cidade de Nova Iorque, onde a influência da imigração italiana também deixou influências socioculturais muito fortes.


A sigla, S.E.P, que quer dizer (Sociedade Esportiva Palmeiras) tem outro significado alem desse. Quando da reunião que aprovou a troca de nome imposto pelo governo brasileiro, resolveram que sigla teria outro significado: - Seremos Eternamente Palestrinos.


Escrito por mlopomo às 20h09
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                                                                           Ipojucan Lins de Araujo.



Nasceu em Maceió, a 3 de junho de 1926, faleceu em São Paulo 19 de junho 1978.
Foi no bairro da Piedade que ele chamou a atenção de um dirigente do Ríver, que o convidou para jogar por lá. Logo se transferiu para o Canto do Rio, e com 11 anos de idade foi treinar no Vasco da Gama, e La ficou até 1954, onde marcou 225 gols em 413 partidas e foi campeão carioca nos anos de 1945, 1947, 1949, 1950 e 1952. Foi também Campeão Sul Americano de Campeões em 1948 pelo Vasco da Gama, onde ficou até 1954, quando veio para a Portuguesa de Desportos, onde marco época como meia direita. Apesar de ter 1,90 de altura era um jogador habilidoso e criativo com a bola nos pés. Era também um jogador habilidoso. Alto, esguio e magro e um craque acima da média era arredio, detestava treinar e era psicologicamente frágil. Era um jogador correto disciplinado e de boa educação. Não se tem noticia de ter sido expulso de campo.
Foi convocado para jogar pela Seleção Brasileira por 8 vezes. Assim era Ipojucan Lins Araújo, um verdadeiro conhecedor dos meandros de uma bola. Seus malabarismos com a canhota encantavam os admiradores do futebol bem jogado, intuído, cheio de improvisos e toques de genialidade.
Num jogo pela seleção brasileira contra o Uruguai na casa do adversario, onde houve uma briga entre varios jogadores ele foi se sentar proximo ao gol, e ficou apenas olhando o que acontecia em termos de violencia. Perguntado porque não entrou na briga ele disse: - Quando a gente esta na casa de quem nos para uma festa, tem que mostrar o minimo de educação.
Muitos diziam que ele sumia durante alguns jogos. Na final do campeonato estadual de 1950, isso literalmente aconteceu e ele levou uma dura do treinador vascaíno, o falecido Flávio Costa. Em uma entrevista à Folha de São Paulo em 1995, o ex-treinador, então com 88 anos, lembrou-se com detalhes daquele episódio que marcou a carreira do jogador. "O Ipojucan, do nosso time, era um artista com a bola. Driblou a defesa toda do América e apenas levantou a bola para a mão do goleiro. Quis colocar e pegou mal. O Ipojucan colocou a mão na cabeça, atordoado.


Estava 1 a 1 e no intervalo saí gritando, incentivando a volta ao campo. Em meu vestiário nunca rezei Pai nosso", contou. Em seguida, o treinador comentou sobre a indisposição de Ipojucan. "Nunca fiz promessa. Os jogadores, então, voltaram ao campo. Eu fiquei para tomar um cafezinho. Na boca do túnel do Maracanã, vi que o Ipojucan não queria voltar". Experiente, Costa soube o que fazer. Mandei o Augusto, capitão do time, avisar o juiz que o Ipojucan voltaria depois. Naquele tempo se proibia substituição. Pensei que o Ipojucan quisesse vomitar, coisa assim. Mas vi que ele estava deitado no chão do vestiário. E eu, disputando o campeonato. O que o técnico poderia fazer? Dei duas bolachas nele. "O seu filho de uma p...", contou. E Ipojucan voltou na marra. "Saí atrás e ele correu pelo corredor. O corredor vai dar no campo. O Ipojucan entrou no campo. Depois, por todo o segundo tempo, ele ficou me olhando. Ipojucan deu o passe para o Ademir fazer o gol e ganhamos o campeonato", concluiu.
Vavá, “peito de aço” da seleção brasileira das copas do mundo de 1958 e 1962, era juvenil quando estava no Vasco e nunca se esqueceu de que foi Ipojucan quem o ajudou a se firmar no time em 1953, quando vinha das categorias de base. Na ocasião, o Vasco venceu o Bangu por 4 a 1, com um dos gols de Vavá. "Eu era juvenil, fã daqueles jogadores. Jogar com eles foi muito importante na minha vida, para minha carreira. No gol da vitória, Ipojucan deu um passe daqueles que só ele sabia dar e me deixou na cara do gol. Mal chegou ao pé dele, a bola já estava à minha frente. Chutei no embalo e marquei. Foi um jogo duro, o Bangu tinha um bom time e valorizou ainda mais nossa vitória", recordou-se Vavá
Ipojucam morava na Rua Caiowas, Perdizes, era um jogador que gostava da noite, e isso ajudou a encurtar sua carreira de puro talento. Ipojucan morreu em São Paulo, tuberculoso, em 19 de junho de 1978. O Brasil disputava a Copa do Mundo da Argentina e
sua morte passou despercebida.
Contra o Penarol do Uruguai, (foto) Ipojucan está marcando um gol. Maneca n.º 10 estva comemorando.


Escrito por mlopomo às 20h41
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 Valdemar Carabina. *28 / 01 / 1932  +22 / 08 / 2010

Faleceu neste domingo 22 de Agosto o ex. craque do Palmeiras, Valdemar do Santos Figueira , o Carabina. Iniciou sua carreira no C A Ypiranga, e em 1954 veio para o Palmeiras onde jogou até a metade dos anos 1960.

Valdemar não era muito técnico, mas era um zagueiro ou centro médio dos mais seguros, não se constrangia em dar um chutão para fora em caso de necessidade.

Formou no time super campeão de 1959, e na primeira e verdadeira academia do futebol, treinada pó Ernesto Filpo Nunes, que representou a seleção brasileira na inauguração do Estádio Magalhães Pinto (mineirão).  Durante o período de 1965 em que o Palmeiras foi campeão do Rio São Paulo quase invicto, o Palmeiras foi ao Rio e goleou o Vasco e Flamengo por 4 x 1 e o Botafogo por 5 x 3. Os cariocas diziam que ele destoava dos demais o chamando de grosso. Mas, ele mesmo um defensor serio, e sempre jogou duro sem ser desleal.

Em 1959 estive com ele no alambrado do velho Parque Antártica no assistindo uma preliminar de um jogo do Palmeiras e ele lamentava ainda em 1959 não ter a camisa do Ypiranga como lembrança.

Valdemar carabina morava no bairro de Pinheiros e sempre era chamado para jogar em algum clube da várzea local. Nesses jogos era sempre instigado ou xingado por torcedores de outros times e ele que era esquentado ia para as vias de fato.

Como jogador do Palmeiras, Valdemar Carabina, disputou 584 jogos, com 333 vitórias, 116 empates e 135 derrotas. Ele marcou apenas 09 gols com a camisa do verdão, mas um deles, considerado um dos mais belos gols marcados no Pacaembú, deu origem ao apelido "Carabina". O apelido foi entoado a primeira vez pelo lendário comentarista Mário Moraes que narrou na rádio Panamericana o gol como um tiro mais forte do que o tiro de uma carabina.

Valdemar jogou pelo Ypiranga, em 1952 e 1953- pelo palmeiras de 1954 a 1966. Pelo palmeiras conquistou cinco titulos – Campeão paulista de 1959 – 1963 – 1966 – A taça Brasil de 1960 – e o torneio Rio São paulo de 1965. Se vivo fosse,  Fiori Giglioti, estaria fazendo o aquele seu programa, dizendo: - Valdemar Carabina ficará por todo o sempre incrustado na ternura e na sinceridade  do nosso cantinho de saudade.

                                                  Palmeiras de 1958

 Time do Palmeiras que tem junto aos atacantes, Rose Rondelli, miss campeonato.
Em pé: Flávio. Ivan. Valdir. Edson. Valdemar Carabina e Geraldo Scotto.
Agachados: Julinho. Romeiro. Rose Rondelli. Parada. Enio Andrade e Géo.

Mário Lopomo



Escrito por mlopomo às 12h06
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Gilmar dos Santos Neves


Gilmar do Santos Neves nasceu em Santos em Julho de 1930.
Com 15 anos de idade foi jogar bola no C A Jabaquara o “Leão do macuco”. Sei lá por que, mas a verdade é que ele foi jogar no gol e no campeonato paulista de 1950, Gilmar sofreu 53 gols no correr daquele campeonato e não era de interesse do Jabaquara, e quando o Corinthians em 1951 foi comprar a grande revelação do campeonato Ciciá médio volante do Jabuca, e ao ser sacramentado o negocio os dirigentes do Corinthians com surpresa ouviram: - Olha levem esse nosso goleirinho.
E Gilmar veio de graça para o Corinthians e a imprensa escreveu que ele veio de contra peso da contratação do Ciciá.
Já em 1951, ele foi guindado a titular no lugar de Luiz Moraes (Cabeção) também da mesma idade e nascido no mesmo mês Julho. Quando chegou o mês de Novembro de 1951, veio o jogo contra a Portuguesa de Desportos a grande Aza Negra dos grandes do futebol e armazém de pancadas dos pequenos.

Naquele dia Gilmar teve o azar de ver pela frente Julio Botelho (Julinho) com o diabo no corpo, marcando 4 gols na sempre lembrada goleada de 7 x 3.
Como sempre os dirigentes colocam a culpa em algum jogador. E essa culpa caiu em cima do goleiro que já era apelidado de Girafa. Chovia a “cântaros” naquele domingo e os diretores da Portuguesa queriam adiar o jogo, já que Julinho não estava nas melhores condições físicas. Os dirigentes do Corinthians “expertos” rejeitaram a idéia, e deu no que deu, justamente quem parecia não estar bem acabou com o jogo, e quem levou a culpa foi o goleiro Gilmar que foi afastado e ficou praticamente um ano na reserva.

O pior de tudo é que chegaram a pensar que ele estava na gaveta (receber dinheiro para amolecer jogo) Foi isso o que mais magoou Gilmar.
Ele voltou a ser titular e deu a volta por cima, sendo inclusive o responsável pelo titulo do IV Centenário de 1954. Implicância no Corinthians contra ele sempre teve no parque São Jorge a tal ponto que em 1961, ele teve que sair e foi justamente para um clube da cidade onde nasceu. Santos.



Escrito por mlopomo às 12h42
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Arthur Friendereich
O primeiro grande craque do futebol brasileiro


* Meu pai viu Friendereich jogar muitos anos, dizia ele que Fried era mulherengo e pouco ligava para o dinheiro. Ganhava muito dinheiro por parte de torcedores endinheirados. Eles iam até o vestiario e diziam:
- Fried se você marcar dois gols te dou tanto. A quantia não era pouca.
O Clube Atlético Paulistano era um clube da nata da sociedade abastada, e dinheiro para aquela gente não fazia falta. Após a partida em que geralmente ele marcava gols o dinheiro entrava em seu bolso no próprio vestiário e dali. Ia ele e os demais iam para a farra. No dia seguinte dinheiro já não havia mais.
Disse meu pai ainda, que certa vez um "Janota" lhe ofereceu um carro esporte se ele marcasse dois gols, ele marcou e saiu do campo montado no carro. Foi para a noitada, junto com os amigos, e no dia seguinte voltou para casa a pé.
Depois que deixou o futebol trabalhou por muitos anos na Cervejaria Antártica Paulista.
Não morreu na Rua porque o São Paulo FC sucessor do paulistano alugou uma casa para ele morar.
* Texto de Mário Lopomo


** Arthur Friedenreich (1892-1969), filho do comerciante alemão Oscar e da lavadeira brasileira Matilde, nasceu mulato de olhos azuis, no bairro da Luz, em São Paulo.
Foi um dos maiores jogadores do futebol brasileiro e, segundo o Guinness Book (o Livro dos Recordes), o maior artilheiro de toda a história do futebol, com 1.329 gols marcados ao longo de 26 anos de carreira.

Na realidade, Fried marcou apenas 1.239 (nesse caso, é superado por Pelé, com comprovados 1.282). O livro "Gigantes do Futebol Brasileiro" inverteu os algarismos em sua primeira edição e foi o responsável pela confusão. Neste ano (1962), Mário de Andrada disse ao jornalista Adriano Neiva da Motta e Silva, que tinha todas as fichas de todos os jogos de Fried, podendo provar que o craque tinha jogado 1.329 partidas, marcando nada mais nada menos que 1.239 gols. Andrada, porém, morreu antes de mostrar as fichas a Adriano.
Mas, se em número de gols o Tigre ou Fried (apelidos pelo qual era conhecido) não foi superior a Pelé, na média ele conseguiu tal façanha. Nas 561 partidas catalogadas pelo historiador Alexandre Costa, tendo como referência pelo menos dois jornais, Correio Paulistano e O Estado de São Paulo, o atacante marcou 554 gols. Uma média de 0,99 gols por partida, contra 0,93 de Pelé.

Até hoje historiadores tentam, em vão, descobrir quantos gols fez "Fried" em sua carreira. Sabe-se apenas que o pai, Sr. Oscar, chegou a anotar em um caderno os primeiros gols do filho.
Em 1918, o atacante confiou a tarefa ao colega do time CA Paulistano, Mário de Andrada, que seguiu a trajetória do craque até a última partida de sua carreira, em 21 de julho de 1935, no jogo Flamengo 2 a 2 Fluminense (não marcou gols).

Iniciou sua carreira no futebol ainda adolescente na cidade de São Paulo, nos clubes Germânia (atual Pinheiros), Mackenzie, Ypiranga e o Paulistano, que hoje são apenas clubes sociais e já não atuam no futebol profissional. Começa a se destacar pela imaginação, técnica, estilo e pela capacidade de improvisar. A sua posição de origem foi a de centro avante. "El Tigre" acabou introduzindo novas jogadas no futebol brasileiro, na época ainda amador, como o drible curto, o chute de efeito e a finta de corpo.

Antes do início das partidas, alisava o cabelo com gomalina para ficar mais parecido com os colegas de gramado. Foi artilheiro do Campeonato Paulista oito vezes, a começar pelo campeonato paulista de 1912, com 16 gols, jogando pelo Mackenzie. Em 1929, pelo Paulistano, foi artilheiro pela última vez do campeonato com 29 gols.

Friendereich, na Seleção Brasileira, campeão sul americano  em 1919.
Na chamada fase "pré-seleção brasileira", vestiu a camisa do selecionado nacional pela primeira vez em 1912, no jogo contra o selecionado paulista (Brasil 7 a 0) - fez dois gols. Disputou a primeira partida pela seleção brasileira "oficial", em 1914, diante do time inglês Exeter City, nas Laranjeiras, em que o Brasil venceu por 2 a 0. Sua despedida aconteceu em 1935, em um jogo contra o River Plate, no dia 23 de fevereiro, no qual o Brasil ganhou por 2 a 1. Friendenreich fez pela seleção principal 23 jogos e marcou 12 gols (incluindo a fase pré-seleção). Já na seleção de veteranos, em 1935, disputou 2 jogos e marcou 2 gols.

Em 1919, no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, tornou-se uma celebridade internacional, vestindo a então camisa branca da Seleção Brasileira. Depois de mais de 120 minutos de partida, fez o único gol do jogo contra o Uruguai, dando o título sul-americano ao Brasil. Foi carregado em triunfo e apelidado pelos uruguaios de El Tigre. Não disputou nenhuma Copa do Mundo.

Excursão ao exterior
Uma excursão do Paulistano à Europa em 1925, deu a ele a chance de participar de um marco histórico do futebol do país. No dia 15 de março, pela primeira vez, um time brasileiro jogava no "velho continente". Ele comandou a goleada de 7 a 2 na França, que deu início a uma série de outras vitórias. E é apelidado de "roi du football" (rei do futebol).

A grande decepção de Fried
Uma atitude infeliz do presidente da Liga Paulista, Elpídio de Paiva Azevedo, causou uma das maiores decepções de Friendenrich na carreira. Após saber que a comissão técnica da Seleção não teria nenhum paulista, o dirigente impediu a ida de jogadores do estado para a Copa do Mundo, no Uruguai. Assim, "El Tigre" nunca sentiu o sabor de disputar uma Copa do Mundo.

Abandonou a carreira aos 43 anos, em 21 de julho de 1935, quando ele vestiu a camisa do Flamengo (mas não marcou gols) num 2 a 2 contra o Fluminense.
Títulos:
Campeão Paulista em 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929, pelo Paulistano e, em 1931, pelo São Paulo da Floresta

Campeão Brasileiro de Seleções Estaduais, por São Paulo em 1920, 1922 e 1923

Campeão Sul-Americano pela Seleção em 1919 e 1922.
Campeão da Copa Rocca em 1914 (primeiro titulo da seleção na história)

Clubes na carreira: Germânia, Atlas, Ypiranga, Mackenzie, Paulistano, São Paulo da Floresta, Internacional, Atlético Santista e Santos, todos de São Paulo; Dois de Julho/BA, Atlético/MG e Flamengo/RJ

Artilharia
Campeonato Paulista:
1912 - 16 gols, pelo AA Mackenzie
1914 - 12 gols, pelo CA Ypiranga
1917 - 08 gols, pelo CA Ypiranga
1918 - 23 gols, pelo CA Paulistano
1919 - 26 gols, pelo CA Ypiranga
1921 - 33 gols, pelo CA Paulistano
1927 - 13 gols, pelo CA Paulistano
1929 - 29 gols, pelo CA Paulistano

Faleceu aos 77 anos, em um casarão, cedido pelo São Paulo FC, na Rua Cunha Gago, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, vítima de arteriosclerose.

** por Sidney Barbosa ........22/07/2008



Escrito por mlopomo às 00h03
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Depois de dois fracassos rotundos nas copas de 1950 e 1954, o selecionado brasileiro ia a Suécia tentar mais uma vez chegar ao tão sonhado titulo mundial. Ninguem acreditava no sucesso da seleção brasileira. Porem ouve uma mudança de direção da CBD (confederação brasileira de desportos) João Havelange estava substituindo o presidente Silvio Pacheco.
O novo mandatário entregou o futebol nas mãos do empresário de comunicação Paulo Machado Carvalho, dando a ele carta branca para trabalhar. Foi feito uma comissão de jornalistas para a escolha da comissão técnica. Essa comissão era composta de cronistas esportivos. Ari Silva, Paulo Planet, Buarque, Flavio Hesite e Alvaro Paes Leme. E a comissão técnica escolhida por eles foi essa: Paulo Machado Carvalho (chefe da delegação) Vicente Feola (técnico) Hilton Gosling (medico) Mario Américo (massagista) Paulo Amaral (preparador físico) Mario trigo (dentista) João Carvalhais (psicólogo). Os jogadores estavam convocados. E o chefe da delegação queria que, alem de jogadores, eles fossem homens de caráter o que faltou em outras convocações. Gilmar – Castilho- De Sordi – Djalma Santos – Bellini – Mauro – Orlando – Zozimo – Nilton Santos – Oreco – Joél – Garrincha – Moacir – Didi – Mazzola – Vavá. Dida – Pelé – Pepe – Zagallo. A seleção fez vários jogos amistosos, e não mostrava coisa boa o que era motivo de muitas criticas. O locutor esportivo Wilson Brasil pedia Luizinho do Corinthians na seleção. Batia na mesma tecla todos os dias no seu programa esportivo Bate Bola da radio nacional. O comentarista esportivo Geraldo Bretas da radio Tupi, era o mais zangado dos críticos falando muito mal do técnico Feola dizendo que ele nunca foi técnico. Outro comentarista que não gostava do técnico era Mario Moraes da radio bandeirantes, achava que Feola estava mais para vendedor de pipoca do que para técnico de futebol.
O ultimo jogo amistoso da seleção foi no Pacaembu contra o Paraguai, onde o placar não passou de um 0 x0. Ao termina da partida uma estrepitosa vais veio do publico que lotou o estádio. Para dar adeus aos preparativos no Brasil teve um jogo treino contra o Corinthians, em que orlando Peçanha centro médio disse que se Luizinho viesse com graça pra cima dele ia parar no alambrado. Resultado 5 x 0 para a seleção e o goleiro corintiano Aldo defendeu uma penalidade chutado por Didi.
Na Europa dois amistosos, Contra a Fiorentina de Julio Botelho(Julinho) vitoria de 4 x 1 e outro jogo contra o Milan com outra vitoria brasileira. depois vieram os jogos pela copa 3 x 0 contra a Áustria, 0 x 0 contra a Inglaterra, 2 x0 contra a URSS, 1 x 0 contra o Pais de Gales, 5x2 contra a França e novamente 5 x 2 contra a Suécia.
Finalmente campeão mundial de futebol. Agora sim o Brasil era o melhor futebol do mundo. Tão decantado em 1950.

A delegação do brasil em frente ao hotel Hindas, local da concentração


A estréia do Brasil aconteceu contra a Áustria (foto) e, com grandes atuações de Gilmar, Zagallo, Nilton Santos. Na foto Mazzola autor de dois gols está saltando com o goleiro Austriaco, os brasileiros venceram por 3 a 0, Nilton Santos, na foto abaixo vai marcar o segundo gol brasileiro. Até então o zagueiro lateral não passava do meio do campo. Nilton Santos desrrespeitou o grito de Feola, foi a frente e tocou a bola para as redes.
















Belini nosso capitão cumprimenta o capitão do time Inglês. Foi o segundo jogo, da seleção canarinho que não passou de um 0 a 0 com a Inglaterra. Foi o jogo mais dificil, o unico que o ataque brasileiro não conseguiu marcar. Nesse jogo Dida que foi como titular, sentiu bastante a responsabilidade e foi susbistituido por Vavá que formou a dupla de ataque com Mazzola. Depois, desse jogo, Dino, Joél e Dida deixaram o time e outros três jogadores ganharam a posição. Zito, Garrincha e Pelé e com essa formação o Brasil foi até o ultimo jogo.

















Contra a União Sovietica Vavá marcou os dois gols brasileiros.este é o primeiro gol foto acima. Foi nesse jogo que Pelé, Garrincha e Zito apareceram para o mundo. Vitoria de 2 x 0. NA FOTO A BOLA ESTÁ ENTRANDO NO GOL RUSSO, COM DOIS MINUTOS DE JOGO. Na foto abaixo GILMAR E O GOLEIRO RUSS0 NA COPA DE 1958.



. ..................................Vava abraça Pelé depois do segundo gol do Brasil contra a Suécia....................................






Escrito por mlopomo às 22h12
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 Hideraldo Luiz Bellini, é o primeiro brasileiro a erguer a taça do mundo


...................................................................Belini, Feola e Gilmar........................................................................

O campeonato mundial de 1958 foi o mais emocionante de todos, talvez pelo fato de o Brasil nunca ter sido campeão do mundo, fez o povo ficar de ouvido grudado no radio, Não se imaginava ainda o televisamento dos jogos da copa. Em 1958 nem vídeo teipe tinha, apenas filmes de 16 mm, três dias depois dos jogos. Em vários locais da cidade tinham auto falantes, e quem mais colocava era a radio bandeirantes de SP. A foto mostra o povo em frente à redação do Jornal Ultima Hora, na Avenida Prestes Maia, próximo ao Anhangabaú. saiam os gols o menino mudava os números do placar.

 

...............................................Esta era a bola do campeonato mundial de 1958....................................................

...........................................Just Fontaine, da França o artilheiro da copa com 13 gols........................................

.............................Time da Suecia, estava invicto ate a final no fim derrotado pelo Brasil por 5 x 2............................

Chegada dos jogadores no dia 4 de julho, Como mostra a primeira pagina de A Gazeta Esportiva, daquele dia festivo declarado feriado na parte da tarde para que todos pudessem saudar os grandes campeões. Os nossos craques desfilaram em carros do corpo de bombeiros do Aeroporto de Congonhas até o centro da cidade e depois ao Pacaembu.

A Taça do Mundo é Nossa
(Composição: Maugeri, Müller, Sobrinho e Dagô)
A taça do mundo é nossa / Com brasileiro não há quem possa / Êh eta esquadrão de ouro / É bom no samba, é bom no couro / A taça do mundo é nossa / Com brasileiro não há quem possa / Êh eta esquadrão de ouro / É bom no samba, é bom no couro / O brasileiro lá no estrangeiro / Mostrou o futebol como é que é/ Ganhou a taça do mundo / Sambando com a bola no pé / Goool!






































Escrito por mlopomo às 22h06
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COPA DO MUNDO DE 1962






















O Brasil foi a Copa do Chile praticamente com o mesmo time de 1958, Com Pelé se machucando no segundo jogo, e ficando de fora o restante da copa, Garrincha tomou conta do time e fez de tudo, Gol de cabeça, de falta, e ainda teve Amarildo que substituiu Pelé a altura. Foi uma copa reltivamente facil para o Brasil.






























O time do Chile que teve sua melhor classificação em copas do mundo, e terceiro lugar, vencendo a Iugoslavia por 1 x o, na disputa pela terceira colocação.








Os jogadores brasileiros chegando na concetração das Paineiras, no Rio de Janeiro, ali era o local preferido dos dirigentes da CBD, até o final dos anos 1960.
















Brasil x Tchecoslovachia, segundo jogo do Brasil na copa ainda pela faze de classificação. O resultado foi 0 x 0. A foto mostra o ultimo chute de Pelé, naquela copa. Uma distenção na virilha o tirou da copa do mundo de 1962. Sendo substituido por Amarildo.







Brasil 2 x 1 Espanha, jogo realizado em 8 de junho 1962. Zozimo lança Garrincha, sob os olhares de Didi.




























Gol do Chile. Cobrança de Touro meia direita Chileno botando a bola no angulo de Gilmar. Antes do jogo com o Brasil, pelas semi finais da copa de 1962, era comum ouvir um Chileno dizer:"almoçamos macarrão com queijo suiço, e vodka. Agora queremos café de sobremesa", uma ves que o Chile havia vencido a Italia, Suiça, e União Sovietica.




No final, fomos nos que saboreamos um bom vinho chileno!




















Escrito por mlopomo às 22h01
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COPA DO MUNDO DE 1962






















O Brasil foi a Copa do Chile praticamente com o mesmo time de 1958, Com Pelé se machucando no segundo jogo, e ficando de fora o restante da copa, Garrincha tomou conta do time e fez de tudo, Gol de cabeça, de falta, e ainda teve Amarildo que substituiu Pelé a altura. Foi uma copa reltivamente facil para o Brasil.






























O time do Chile que teve sua melhor classificação em copas do mundo, e terceiro lugar, vencendo a Iugoslavia por 1 x o, na disputa pela terceira colocação.








Os jogadores brasileiros chegando na concetração das Paineiras, no Rio de Janeiro, ali era o local preferido dos dirigentes da CBD, até o final dos anos 1960.
















Brasil x Tchecoslovachia, segundo jogo do Brasil na copa ainda pela faze de classificação. O resultado foi 0 x 0. A foto mostra o ultimo chute de Pelé, naquela copa. Uma distenção na virilha o tirou da copa do mundo de 1962. Sendo substituido por Amarildo.







Brasil 2 x 1 Espanha, jogo realizado em 8 de junho 1962. Zozimo lança Garrincha, sob os olhares de Didi.




























Gol do Chile. Cobrança de Touro meia direita Chileno botando a bola no angulo de Gilmar. Antes do jogo com o Brasil, pelas semi finais da copa de 1962, era comum ouvir um Chileno dizer:"almoçamos macarrão com queijo suiço, e vodka. Agora queremos café de sobremesa", uma ves que o Chile havia vencido a Italia, Suiça, e União Sovietica.




No final, fomos nos que saboreamos um bom vinho chileno!




















Escrito por mlopomo às 22h01
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Brasil x Tchecoslovachia, Vává cabeceia e a bola vai na trave.


Vavá o centro avante da seleção, estava sempre na disputando com os zagueiros e goleiros. Sempre bem posicionado na area ele marcava os gols importantes para o Brasil tanto em 1958 e 62. Na final contra contra a Tchecoslovachia numa bobeada do goleiro Tcheco largando a bola, lá estava Vavá. botanto a bola na rede.



 

 

 

 












O jogo estava 1 x 1 , Amarildo centrou da ponta esquerda, e Zito cumprimentou de cabeça



A bola ja esta na rede para o olhar incredulo do goleiro. Um zagueiro já sentando na grama em cima da linha de fundo.











Zito está gritando gol e saindo para o abraço. Estava aberto o caminho da vitoria que seria complementado com um gol de Vavá, se aproveitando de uma bola largada pelo goleiro.






























O presidente João Goulart recebe os jogadores campeões. Na foto cumprimenta Garrincha, com o goleiro reserva Castilho atras. Os jogadores receberam um carro cada. O roupeiro do selecionado disse que ia vender o carro para dar de entrada numa casa. Ao ouviu isso Pelé o chamou de lado perguntou o quento faltaria. Fes um cheque complementando o valor da casa. Pediu a ele para não falar nada a ninguem, mas a emoção foi tanta que ele acabou deixando escapar e caiu na boca da imprensa.












Na copa de 1962, começou o idilio entre Garrincha e Elza Soares. Elza a grande sambista estava no auge da sua carreira. Convidada, foi fazer um show na concentração dos brasileiros. Foi então que Mané Garrincha se encantou por ela. Dai pra frente abandonou sua esposa Nair e suas oito filhas, juntando se a Elza. Foi um momento em que Garrincha chegou a ser odiado por todos. Elza tambem sofreu muito com a exploração em torno do caso.






























Semifinal: 13/junho/1962 = Brasil 4 x 2 Chile

Local: Estádio Nacional (Santiago)

Árbitro: Arturo Yamazaki.

Gols: Garrincha 9 e 32, Toro 41 do 1º tempo; Vavá 3, e 32 e Leonel Sánchez (pen.) aos16. BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagalo.

CHILE: Escutti; Eyzaguirre, Contreras, Raul Sánchez, Rojas; Rodrigues, Tobar; Ramírez, Toro, Landa, Leonel Sánchez.
Final: 17/junho/1962 - Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia Local:

Estádio Nacional (Santiago)Árbitro: Nicolai Latishev (URSS)

Gols: Masopust 15, Amarildo 16 do 1º tempo; Zito 24, Vavá 33 do 2º.

BRASIL: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nílton Santos; Zito, Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagalo.

TCHECOSLOVÁQUIA: Schroiff; Tichy, Pluskal, Popluhar, Novak; Masopust, Scherer; Pospichal, Kadraba, Kvasnak, Jelinek.

Eliminatórias: 56 seleções.

Classificados automaticamente: Brasil (último campeão) e Chile (país-sede)

Sede: Chile

Campeão: Brasil - 2º título

Jogos: 32 =Gols: 89 =Média de gols: 2,78

Público: 776.000 =Média de público: 24.250

Artilheiro: Drazen Jerkovic (Iugoslávia) - 5 gols

O Brasil na Copa de 1962 no Chile: campeão 6 jogos 5 vitórias e 1 empate 14 gols a favor e 5 gols sofridos saldo de gols +9.
Primeira fase:Grupo 1 - 1o URSS, 2o Iugoslávia, 3o Uruguai, 4o Colômbia.Grupo 2 - 1o Alemanha Ocidental, 2o Chile, 3o Itália, 4o Suíça.Grupo 3 - 1o Brasil, 2o Tchecoslováquia, 3o Espanha, 4o México.Grupo 4 - 1o Hungria, 2o Inglaterra, 3o Argentina, 4o Bulgária.
Quartas-de-final:Chile 2x1 URSSIugoslávia 1x0 Alemanha OcidentalTchecoslováquia 1x0 HungriaBrasil 3x1 Inglaterra

Semi-finais:Tchecoslováquia 3x1 Iugoslávia = Brasil 4x2 Chile
3o Lugar = Chile 1x0 Iugoslávia
Final:Brasil 3x1 Tchecoslováquia
Curiosidades da Copa do Mundo 1962
Antes de disputar a semi-final contra o Chile os brasileiros tomaram todas as providências de segurança, as quais incluíam preparar a própria comida com medo de sabotagem na alimentação do hotel. Coube ao dentista da equipe brasileira, Mário Trigo, comprar todos os ingredientes para preparar os sanduíches que alimentaram os brasileiros.
As Copas atravessaram as transformações políticas e culturais dos anos 60. O mundo vivia a divisão dos mega-blocos, Guerra Fria e do Vietnã, revoluções culturais, países latino-americanos sob a tutela dos regimes militares em nome da democracia.
No Chile em 1962, o Brasil conquistava o bi ao vencer os tcheco-eslovacos na final. A estrela de Pelé não brilhou, machucado no primeiro jogo, mas o Brasil contou com Didi, Djalma e Nilton Santos, Vavá, Zito e Garrincha, um dos artilheiros da competição e melhor jogador da Copa. Recusado por vários clubes até ser aceito e brilhar no Botafogo e na seleção. Com Garrincha, o time canarinho só perdeu uma vez em 60 jogos.

Com Garrincha e Pelé, o Brasil não perdeu nenhum jogo.
Em 1962, Garrincha, craque da Copa, foi absolvido de uma expulsão e participar da final.


Escrito por mlopomo às 22h00
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COPA DE 1966





















Copa de 1966 causou discordâncias antes mesmo que uma bola fosse chutada no primeiro jogo. Dezesseis nações africanas boicotaram o torneio em protesto contra uma resolução da FIFA de 1964 demandando que o vencedor da zona africana enfrentasse o vencedor da zona asiástica ou da zona oceânica para se classificar à fase final. Os africanos acreditavam que vencer sua zona deveria bastar por si só para ter um lugar nas finais. Mesmo com a ausência dos africanos, se estabeleceu mais um recorde de inscrições para as Eliminatórias, com 70 nações competindo. Depois de toda a discussão, a FIFA determinou que dez times da Europa se classificariam, junto com quatro da América do Sul, um da Ásia e um da América do Norte, América Central e Caribe.



O estádio de Wembley chamado de o manto sagrado do futebol mundial, recebeu os principais jogos da copa. Anos mais tarde foi implodido e em seu lugar foi construido outro. Por que motivo não se sabe.











A seleção treinando nas Paineiras, muito treino e pouco futebol.
Em 1966 a seleção brasileira ia a Inglaterra como bi campeão do Mundo. O Brasil era tido como o melhor futebol do mundo. Mas há vaidade do presidente da CBD João Havelange resolveu tirar o cargo de Paulo Machado de Carvalho, e ser ele o chefe da delegação. Foi a maior confusão em termos de convocação. 44 jogadores foram convocados, e vários jogadores que estavam jogando muito foram desconvocados. Entre eles Carlos Alberto Torres. Em seu lugar foi Fidelis na época chamado de “touro sentado” Waldir de Moraes
goleiro do Palmeiras também, Servilio do Palmeiras foi outro, e assim, um por um dos que não serviam a eles, foram saindo da lista.
O Brasil estreou contra a Bulgaria e venceu por 2 x 0, e foi só. Depois perdeu de 3 x 1 para a Hungria e pelo mesmo placar perdeu para Portugal. Saindo da copa ainda nas oitavas de final. Foi a campanha mais feia do Brasil que participou de todos os mundiais






Garincha joga bilhar com cigarro na boca, olhando a tacada estão:
Waldir,Djalma Santos, Roberto Dias, e atras Rildo. Em baixo Paulo Borges,
Djalma Dias, Garrincha e Chimbica, torcedor.





















Escrito por mlopomo às 21h55
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Contra a Bulgaria uma vitoria de dois a zero, Gols de Pelé e garrincha de falta.















Contra a Hungria derrota por Três a um.



Um ano antes da Copa do mundo de 1966, a seleção paulista vencia a seleção da Hungria por cinco a dois no pacaembu, e uma hora antes a seleção brasileira, no maracanã, empatava por dois a dois com a URSS, naquele jogo que o goleiro Manga bateu um tiro de meta e de cabeça um jogador da Russia marcou o segundo gol.









Contra Portugal o vexame final. Derrota por três a um. Num jogo que Manga teve uma infeliz atuação.
















Brasil na Copa do Mundo de 1966
Colocação: 11º lugar
Campanha: 3 jogos, 1 vitória, 2 derrotas.

4 gols a favor e 6 gols contra.
Jogos: Brasil 2-0 Bulgária, Brasil 1-3 Hungria e Brasil 1-3 Portugal.

Esta é a selação que foi para a copa com o rotulo de Bi campeão e estava crente que sairia da Inglaterra com o Tri... Tiveram que esperar quatro anos. Eis "os craques" Orlando, Manga, Brito, Denilson, Rildo e Fidelis. agachadosMassagista Mário Americo, jairzinho, Lima, Silva, Pelé e Paraná.









gol de tostão contra a hungria


Ratim capitão da Argentina tenta explicar para o arbitro que não estava fanado com ele, mas o idioma diferente levou o arbitro a expulsa-lo de campo, e foi justamente contra a Inglaterra. A Argentina sempre foi uma seleção compoetitiva, e foi um a memos a perturbar a Inglaterra até chegar ao titulo mundial o primeiro e unico até agora.















Portugal
A equipa portuguesa começou com três vitórias na fase de grupos onde bateu, Hungria, Bulgária e Brasil. Depois o time de
Otto Glória bateria de virada a surpreendente seleção da Coreia do Norte por 5 a 3, com Eusébio marcando quatro gols. Nas semifinais Portugal seria derrotado pela Inglaterra por 2 a 1. Na decisão do terceiro lugar um outro placar de 2 a 1 mas desta vez em favor dos portugueses contra a URSS e assim Portugal alcançaria sua melhor colocação na história das Copas. Eusébio seria o artilheiro máximo da competição com nove gols.
















Portugal x Hungria eusebio sempre em ação na area.








COREIA DO NORTE 1 x 0 ITÁLIA – 1966, Estreante em Mundiais, a Coreia do Norte conseguiu vencer a então bicampeã Itália na rodada decisiva do grupo 4 da Copa do Mundo de 1966 e eliminar a Azzurra daquela competição. O histórico gol Doo Ik Pak aos 42min do primeiro tempo permitiu que os asiáticos terminassem com três pontos ganhos na vice-liderança da chave, enquanto os italianos amargaram o terceiro posto. Na segunda fase, a Coreia caiu nas quartas de final ao perder por Portugal, de Eusébio, por 5 a 3. Estava vencemdo por 3 x 0.








A festa dos Coreanos ao final da partida em que despacharam a forte equipe da Italia.
Eusebio de penalti marca e espanta a grande zebra da Copa do Mundo a Coréia do Norte, que conseguiu passar para as quartas-de-final eliminando a Itália na primeira fase com uma vitória de 1x0. Nas quartas-de-final os coreanos ainda deram trabalho à grande seleção portuguesa de Eusébio ao vender caro a derrota por 5x3.





Portugal x Corea do Norte, um grande susto. A corea chegou a estar ganhando por 3 x 0, porem não soube segurar o resultado, jogou como se estivesse empatado zero a zero. e ai Portugual com muito mais time e tecnica virou o placar para 5 x 3. Eusebio cumprimenta um coreano ao final da partida.









O Monsobicano Eusebio, jogou por Portugual já que Moçambique era colonia portuguesa.






























A bola ia bater em cima da risca de gol, mas o arbitro ja estava pronto para apitar o gol.














para confirmar ela bateu em cima da risca, para como era a favor da Inglaterra o arbitro foi para o meio do campo e mandou dar a nova saida. era já a prorrogação.



Escrito por mlopomo às 21h54
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No dia 31 de agosto de 1969 o selecionado brasileiro jogava a sua ultima cartada para ir ao Mexico jogar a copa do mundo de 1970. Brasil x Paraguai chegavam em condições de vencer. Uma vitoria do Paraguai deixaria o Brasil fora da copa. Com um de Pele perante 186 mil torcedores o maior publico pagante do Maracanã, o Brasil venceu por 1 x0 O tecinico era João Saldanha, comentarista esportivo da TV Globo.Tostão abraça Pelé logo depois de ele marcar o gol davitoria.

O selecionado brasileiro vinha de um rotundo fracasso da copa de 1966 na Inglaterra. Erros de quatro anos antes foram corrigidos. Apenas 23 jogadores foram convocados (3 goleiros). João Saldanha quando convocou já disse que time seria o titular. A maioria era do Santos e Botafogo os melhores times da época. Graças ao sucesso na faze de classificação, João Saldanha (foto) deu a impressão que seria realmente o técnico até o final da copa. Porem se indispôs contra o presidente da republica Emílio Garrastazu Médici, que queria ver Dario como titular. Ele teria dito que o presidente mandava no Brasil, mas na seleção mandava ele.
A partir daí ele foi fazendo muita besteira. Como comentarista TV Globo. Ele dava primazia a sua emissora para as noticias referentes ao selecionado brasileiro. Os jogadores que ele não gostava ia, dispensando, e para tal desculpas esfarrapadas eram dadas. A noite a comissão técnica se reuniu e dispensou o jogador Toninho Guerreiro do São Paulo F C. Este levantou bem cedo e viu o repórter da radio bandeirantes Roberto Silva no hotel, e foi logo dizendo: - Roberto, você já esta sabendo da minha dispensa? Disseram que estou com problema no coração.
Roberto Silva, que tinha o apelido de olho vivo, ligou rapidamente para São Paulo informando, e a radio bandeirantes deu o maior furo de reportagem daquela copa. Quando Saldanha soube ficou fulo da vida, esbravejou, pois aquele furo era para a Globo. A tarde no treino da seleção quando Roberto Silva chegou Saldanha foi ao seu encontro, depois de falar um monte de palavrões teve com a intenção de agredi-lo. Só não o fez porque foi contido por quem estava por perto.



Para tumultuar ainda mais o ambiente, veio à tona toda a polêmica envolvendo o artilheiro Dario, jogador que encantava o próprio presidente Médici, que, aliás, na sua paixão pelo futebol, também admirava o esquema de jogo do técnico João Saldanha e os resultados obtidos nas eliminatórias.
Dizia-se que o presidente queria ver o jogador na Seleção. Mas com o time em desacerto, tudo era motivo para o questionamento, levando Saldanha a retrucar as opiniões que os repórteres diziam ser do presidente com a mais célebre de suas tiradas: "Pois olha: o presidente escala o ministério dele que eu escalo o meu time". Não se sabe ao certo se Médici estava tão empenhado na escalação de um jogador específico.



Certo sim é que a figura de Saldanha era considerada muito inconveniente pelo seu destempero e por sua propalada independência política. Temia-se que o treinador chegasse ao México com uma lista de presos políticos no bolso, e, em entrevista coletiva, diante de microfones e câmeras do mundo todo, denunciasse o desrespeito aos direitos humanos que vinha ocorrendo no Brasil. Alguns dias depois a comissão técnica foi "dissolvida" e Mário Jorge Lobo Zagallo que treinava o Botafogo do Rio, foi apresentado como sucessor de Saldanha.




A receptividade dos Mexicanos, para com o selecionado brasileiro foi magnífica. Depois que e seleção anfitriã foi desclassificada a torcida foi toda a favor do Brasil.


















O planejamento da seleção de 1970 foi das melhores. Sabendo da altitude da cidade do México o selecionado foi levado para lá 30 dias antes e fez os treinos na cidade de Irapuato bem mais alto que a cidade do México. Era a seleção mais bem preparada do campeonato. Isso fez a diferença no final contra a Itália, que tinha vindo de uma classificação sofrida contra a Alemanha, numa prorrogação.











































Jogador de futebol na concentração, quando não joga bilhar. Joga baralho, Carlos Alberto, Gerson, Clodoaldo, Falix, Leão e Piazza, estão atentos na caxeta.

















Logo de inicio contra a Tchecoslovaquia, Jairzinho mostro a que veio marcou dois gols e passou a ser o furacão da copa

















Escrito por mlopomo às 21h46
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